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Importação crescente de derivados de petróleo derruba balança comercial brasileira

Por Redação

03 de dezembro de 2019 : 17h31

O Brasil  nunca vendeu tanto petróleo, que já é o principal produto da nossa pauta de exportação, mas o saldo líquido que poderíamos obter este ano está sendo contido pelo aumento das importações de derivados do mesmo produto.

Os números apresentados neste post são do Comexstat, o serviço estatístico do governo federal, cujos dados de novembro foram atualizados hoje.

Em Jan/Nov 2019, o Brasil exportou US$ 26,3 bilhões em petróleo (bruto e derivados); apesar da ligeira queda de 2% sobre o ano anterior, é a segunda maior receita da história, e mais de duas vezes a receita obtida em 2016.

Entretanto, como as importações de petróleo, sobretudo na forma de derivados, também vem crescendo muito, totalizando US$ 16,8 bilhões em Jan/Nov 2019, o saldo líquido caiu quase 10% sobre o ano anterior.

O país que mais está se beneficiando desse aumento das importações brasileiras tem sido os Estados Unidos, que respondeu por 64% de todas as nossas importações de derivados em 2019 (até novembro).

O Brasil gastou US$ 12,3 bilhões em Jan/Nov 2019 com a importação de derivados de petróleo, alta de 8% sobre o ano anterior.

Olhando apenas para as importações de derivados de petróleo com origem nos Estados Unidos, o Brasil gastou quase US$ 8 bilhões, uma alta próxima de 30% sobre o ano anterior.

Lembrando que estamos considerando aqui todos os derivados: se formos olhar apenas para o diesel, que é o principal derivado importado pelo Brasil, a participação dos EUA chega a quase 90%.

As tabelas abaixo trazem uma lista de todos os produtos exportados e importados pelo Brasil no acumulado de 11 meses até novembro, deste ano e de anos anteriores.

Depois do petróleo, os principais produtos de exportação são: minério de ferro, soja, carne e aço.

O aço brasileiro, produto que acaba de receber um duro golpe do governo Trump, caso se confirme a sobretaxa de 25% para nosso aço entrar nos EUA, é o principal manufaturado brasileiro vendido ao exterior. No acumulado de janeiro a novembro, o Brasil exportou US$ 10,7 bilhões em aço, queda de 7% sobre o ano passado.

Quanto às importações, o destaque vai, como já falamos acima, para a crescente despesa com importação de petróleo, que chegou a quase US$ 17 bilhões em Jan/Nov 2019, se somarmos derivados e bruto, alta de 3% sobre o ano anterior.

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13 comentários

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Paulo Cesar Cabelo

05 de dezembro de 2019 às 13h44

Miguel , assim como Ciro , não tem nada a dizer sobre o massacre covarde da PM assassina do Doria.
Você è parte do problema Miguel , virou um agente do fascismo.
Quem cala concente.

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    Redação

    05 de dezembro de 2019 às 14h08

    Esse tipo de postura sua é que é fascista. É claro que eu repudio totalmente a violência policial. Sempre o fiz e sempre o farei. Acabei de publicar post da ONU pressionando o Brasil a investigar fundo o caso.

    Responder

Antonio

05 de dezembro de 2019 às 09h57

Clinton Cash, é um documentário baseado no livro de Peter Schweizer que o New York Times chamou de “O livro mais esperado e temido de um ciclo presidencial”.

Clinton Cash investiga como Bill e Hillary Clinton passaram de “falidos” depois de deixar a Casa Branca, acumulando um patrimônio líquido de mais de US $ 150 milhões, com mais de US $ 2 bilhões em doações para sua fundação. Essa riqueza foi acumulada durante o mandato de Clinton como Secretária de Estado dos EUA por meio de honorários e contratos pagos por empresas estrangeiras e doadores da Fundação Clinton.

https://www.youtube.com/watch?v=PxpTIdfI-1U&t=784s

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Wellington

04 de dezembro de 2019 às 08h39

Importar custa menos que produzir aqui, não é novidade isso e nem é novidade que o Brasil não possua nem a capacidade de produzir é por tanto um problema que não existe.

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Andressa

04 de dezembro de 2019 às 07h59

É só produzir o diesel na Abreu e Lima…

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    Gilmar Tranquilão

    04 de dezembro de 2019 às 10h05

    Aquela refinaria que refina 25 mil barris mesmo tendo capacidade pra 100 mil e que a petrobozo tá colocando a venda??? É essa??? Kkkkkkm

    Responder

      Andressa

      04 de dezembro de 2019 às 10h58

      Ela mesmo,

      a que foi projetada para garantir 100% da produçào de diesel nacional e que o quadrilhao vermelho e comparsas começaram a assaltar antes de sair do papel…agora è preciso importar o diesel.

      A propria Abreu e Lima, templo sagrado da desgraça petista.

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        Gilmar Tranquilão

        04 de dezembro de 2019 às 15h54

        “agora è preciso importar o diesel”

        COM 75% DA REFINARIA OCIOSA!!??!?!!?!?!?!!?!?!??!!?!?!?! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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          Andressa

          04 de dezembro de 2019 às 16h48

          Exatamente Tontolao,
          custa menos importar que produzir naquele monumento de bosta inútil saqueada pelo PT e comparsas até não sobrar nada.
          De 3 bilhões de $ iniciais custou 20 bilhões e hoje não tem capacidade de produzir nada…uma montanha de estrume a moda petista…lixo !!

          Gilmar Tranquilão

          05 de dezembro de 2019 às 06h20

          blablablablabla pra não explicar a sua frase sem noção kkkkkkkkkkkk

      Wellington

      04 de dezembro de 2019 às 11h03

      Sò a Dilma da vèz para comprar um monumento de esterco daquele tamanho como fèz com Pasadena.

      Por fogo em tudo resolve o problema rapidinho, precisa nem chamar os bombeiros, deixa queimar.

      Responder

        Gilmar Tranquilão

        04 de dezembro de 2019 às 15h58

        Acho que o assunto era Abreu e Lima, mas podemos falar do Mickey Mouse tb já que o bozo tanto gosta de qualquer bosta que vem de lá kkkkkkkkkkkkkkk

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Alan C

04 de dezembro de 2019 às 07h18

Hoje, mais do que nunca, entendemos a frase “Minha continência à bandeira dos Estados Unidos”.

Fora Dilma!

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