Os dois favoritos ao segundo turno já estão lá , mas chegam com feridas que ajustes táticos de última hora não fecham.
Segundo o Redir, as campanhas de Lula e Jair Bolsonaro chegam às convenções partidárias com problemas estruturais que nenhuma negociação de chapa resolve.
Segundo análise da Folha de S.Paulo, os dois favoritos ao segundo turno enfrentam obstáculos distintos, mas igualmente sérios.
Enquanto Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm um único desafio , crescer nas pesquisas para chegar ao segundo turno , , Lula e Bolsonaro já estão lá, mas chegam fragilizados.
Do lado do petista, o peso é duplo: um governo mal avaliado e a resistência de parte da frente ampla de 2022 em repetir a adesão. Falta, segundo a coluna, o fator esperança que impulsionou o eleitorado em eleições anteriores.
A ausência de palanques fortes em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, agrava o quadro. Sem opções viáveis, o PT lançou candidaturas próprias nesses estados , cujo êxito é improvável e pode prejudicar a reeleição do presidente.
Bolsonaro carrega uma lista ainda mais extensa. A possibilidade de novas revelações sobre suas relações alimenta a desconfiança: pesquisa Quaest mostra que apenas 25% dos eleitores acreditam na vitória do candidato do PL.
O pragmatismo de Tarcísio de Freitas, que faz corpo mole na campanha, e um palanque no Rio de Janeiro repleto de ligações criminosas minam a candidatura. O atrito com Michelle Bolsonaro, vista como a figura feminina mais influente da direita em um eleitorado majoritariamente feminino, representa outro revés difícil de contornar.
Pendências podem ser resolvidas até outubro. Fragilidades estruturais exigem algo mais raro: capacidade real de superação.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!