Lançamento do livro “Lawfare: uma introdução”, com Lula

Marco Villa entrevista Randolfe Rodrigues

Por Redação

03 de dezembro de 2019 : 09h38

No canal do Marco Antonio Villa:

Senador Randolfe Rodrigues: O bolsonarismo é produto do lulismo

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13 comentários

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Edson

10 de dezembro de 2019 às 09h37

Assisti a entrevista do Senador Randolfe ao blog do Villa, publicado no O Cafezinho.
Tenho observado nos últimos tempos algumas posições do Senador Randolfe. Já cheguei a conclusão de que se assim continuar vai virar uma nova Blá, blá, blá Marina. Suas manifestações são muito rasas de profundidade. O surpreendente que o Senador fala em, auto critica do PT do Lulismo, mas convenhamos, a pouco tempo o Senador requereu uma sessão especial do Senado para homenagear a Rede Globo, como forma de promover a liberdade e imprensa. A Rede Globo senhores, símbolo de liberdade de imprensa. Inacreditável!!! Autocritica??? Historiador??? Parece que o Senador ainda não entendeu que censura no Brasil não existe (ou pelo menos não existia) de fora para dentro dos meios de comunicação. Apoiador de primeira hora da Lava jato, inclusive parece que teve sua reeleição comemorada por procuradores da Lava jato, mas parece que se afastou do apoio após os vazamentos de mensagens publicadas pelo The Intercept Auto crítica Senador? A história está cheia de experiências de comportamentos parecidos como os do Senador. Quando o Senador fala que nos governos petistas não se fez nada contra o sistema financeiro, eu concordo. Mas o Senador poderia ter encaminhado projeto para alteração das normas do sistema financeiro. Aliás ainda pode. Interessante que pessoas que se dizem de esquerda sempre falam para fazer autocrita da esquerda, mas da direita eles não cobram. Por outro lado para finalizar, para governar e fazer mudanças você precisa ter maioria no congresso, não é verdade? Se a minoria quer mas a maioria não quer, não passa, não é assim a nossa democracia?

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Paulo

03 de dezembro de 2019 às 20h05

Existe um outro vídeo do profº Villa em que ele denuncia Bolsonaro por, supostamente, pretender visitar quartéis toda 6ª feira, com o fito de fazer proselitismo entre os oficiais da ativa, a fim de desmoralizar as Instituições Legislativo e Judiciário, durante os recessos desses Poderes. Bolsonaro flerta com o golpe. A conferir!

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Clever Mendes de Oliveira

03 de dezembro de 2019 às 14h10

Redação,
De um modo geral foi uma boa fala de Rodolfe Rodrigues. Só não vi qualidade quando se trata de falar do PT como um partido de esquerda. Quando ele fala sobre o PT e ainda mais quando induzido pelo Villa, o Rodolfe Rodrigues peca por não levar em conta dois aspectos básicos para compreensão do papel de um partido de esquerda na condução de um país.
Primeiro aspecto diz respeito se o partido de esquerda tem maioria parlamentar, isto é, se a esquerda é maioria no parlamento. Eu creio que, a menos em decorrência de um modelo eleitoral equivocado onde haja voto distrital e a direita ache dividida e a esquerda não e sem segundo turno, a esquerda não é maioria em nenhum lugar do mundo e nunca foi.
O segundo aspecto diz respeito do caminho a seguir em um momento em que o sistema capitalista mantem-se como o sistema mais eficiente para o aumento da produção. Qual seria o papel de uma esquerda: destruir o capitalismo para implantar um sistema socialista ou forçar o capitalismo a atingir o seu ápice de modo a ser superado?
Como o aumento da produção tem sido um fator para a melhoria das condições materiais de vida da população eu defendo que se busque alcançar o ápice do capitalismo para que só aí ele possa ser superado, com o Estado atuando para evitar o grande mal do capitalismo que é a concentração de renda e riqueza. Aliás um mal tão grande que vai contra o próprio capitalismo pois na concentração absoluta o capitalismo também deixaria de existir.
Quando esses dois pontos forem compreendidos as ideias de Villa vão parecer anacrônicas e o Randolfe Rodrigues não se sentiria à vontade para partilhar de ideias que são disseminadas pela mídia mas não tem nenhuma fundamentação teórica a não ser nas ideias liberalizantes de quase um século atrás dos economistas austríacos, mas que não são aplicadas em canto nenhum.Abraços,
Clever Mendes de Oliveira
BH, 03/12/2019

Responder

    Paulo

    03 de dezembro de 2019 às 20h07

    Cléver, desculpe mas você se engana sobre o profº Villa! É um dos mais lúcidos e INDEPENDENTES analistas de política, no Brasil atual. Por isso foi dispensado da Jovem Pan e não se firma na grande mídia (não sei se continua na Rádio Bandeirantes, pois aparentemente montou um canal no You Tube e pretende aprofundar esses trabalhos)…

    Responder

      Clever Mendes de Oliveira

      04 de dezembro de 2019 às 13h56

      Paulo (terça-feira, 03/12/2019 às 20h07),
      Não fiz referência à inteligência de Villa. Fiz referência às ideias dele que considerei anacrônicas. Aliás, embora não seja economista, em meu comentário, eu mencionei como anacrônicas as idéias dos economistas austríacos capitaneados por Ludwig von Mises e Friedrich August von Hayek, bastantes inteligentes, mas cujas idéias não são adotadas em nenhum país no mundo.
      A entrevista foi boa. Houve se não me engano treze perguntas.O Randolfe respondeu bem, mas também com base em informação que tem boa aceitação na mídia, porque tem boa aceitação na população mas que podem não ter fundamento na realidade.
      Daí eu ter feito menção aos dois aspectos que nem Villa nem Randolfe consideram ao avaliar a atuação de um partido de esquerda. Lembrei dos dois aspectos pelas questões sobre o auxílio da política econômica aos Bancos como também por Villa perguntar sobre a política do BNDES se seria uma política de esquerda.
      Então em minha avaliação nem Villa nem Randolfe consideram que um partido de esquerda não conta com maioria em lugar nenhum do mundo. E no parlamento a prevalência da direita é ainda maior dada a força do poder econômico em uma eleição e dada a desigualdade existente na sociedade e essa distorção cresce quando a desigualdade é muito grande como no caso do Brasil.
      E também avaliei que eles não consideram que para o momento atual de desenvolvimento econômico o melhor para um país em vias de desenvolvimento é adotar uma política capitalista sabendo como funciona o sistema capitalista. É preciso aumentar a concentração para alcançar mais eficiência (a política de campeões nacionais é isso) e é preciso reduzir a concentração para que não haja estagnação, pois na concentração absoluta o capitalismo deixa de funcionar (teoricamente o mercado é distributivista, mas deixado a solta o poder concentrador do sistema capitalista vence o mercado e por isso é preciso a ação do Estado.). Esta tarefa não é fácil.
      E outro aspecto que eu vi como ponto de fraqueza do entrevistado e do entrevistador e que revela apenas o uso de ideias de aceitação popular é a questão do combate a corrupção. No sistema capitalista, a corrupção não cria os problemas que são alegados como causados pela corrupção. A qualidade do capitalismo que o faz superior aos outros sistema para o aumento da produção é permitir a acumulação de capital com o trabalho de terceiros. A corrupção tem a mesma gênese.
      Assim, avalio que a corrupção tem que ser combatida pelo Ministério Público com o auxílio da Polícia porque é crime. E fico com resistência ao político que usa o combate a corrupção como instrumento eleitoral, embora considero que é válido que o político faça para se eleger tudo aquilo que não é proibido por lei.
      Esta resistência que eu tenho ao político que tem um discurso muito centrado no combate a corrupção, está mais vinculada às eleições para chefia de executivo, pois se o candidato leva o seu discurso ao pé da letra deixa-se de fazer muita coisa só para evitar a corrupção.
      Para mim, o chefe de executivo precisa dar andamento ao que é prioritário e que foi colocado dentro do planejamento e deixar a cargo da polícia e do Ministério Público assumirem a incumbência de detectar as irregularidades.
      Essa atuação maior do Ministério Público e da Polícia exigiria que esses órgãos fossem mais proativos. Observe que desde Paulo Francis que se fala na corrupção na Petrobras. E só depois que a ex-presidenta às custas do golpe demitiu os figurões na Petrobras é que o Ministério Público saiu atrás do prejuízo.
      Abraços,
      Clever Mendes de Oliveira
      BH, 04/12/2019

      Responder

        Paulo

        04 de dezembro de 2019 às 20h00

        Cléver, deduzo que você seja de esquerda, pelo seu texto. Você – se me permite – tem um viés tipicamente esquerdista ao abordar a questão da corrupção. De um modo geral, vocês consideram que se trata de uma questão de moralidade burguesa, de somenos. Quando muito, poderia/deveria ser condenada, pelo político, de maneira compreensível, apenas se utilizada – essa condenação – de forma oportunista, eleitoral, talvez. Eu não penso assim. Considero a corrupção a maior homicida deste país – dentre outros crimes que fomenta e males que dissemina. Por outro lado, Villa não é liberal clássico nem neo-liberal. Ele é pragmático. Já o ouvi condenando, quando na JP, as privatizações conduzidas de maneira ideológica, meramente. De resto, entendi o que escreveu e acho que é seu direito pensar assim, mas não se esqueça que o próprio Judiciário e MP estão sendo acusados de ativismo jurídico por conta desse pró-ativismo que você defende! O combate à corrupção, na minha opinião, se faz em diversas frentes, não podendo a política ficar fora desse front. Abraços!

        Responder

          Paulo

          04 de dezembro de 2019 às 20h01

          “ativismo jurídico” leia-se “ativismo político”…

          Clever Mendes de Oliveira

          09 de dezembro de 2019 às 14h05

          Paulo (quarta-feira, 04/12/2019 às 20h00),
          Eu deduzo que você seja jovem pelo seu texto. Você nem prestou atenção ao fato de Randolfe Rodrigues ter dito que pertencia ao PT na época em que o PT combatia a corrupção, e combatia tanto que o Leonel Brizolla dizia que o PT era a UDN de macacão. A UDN era um partido de direita, assim a menos que você considere um partido que combata a corrupção como sendo um partido de direita.
          E não custa lembrar que o PT tentou aumentar a pena para a corrupção e para a lavagem de dinheiro (caixa dois) e só conseguiu aumentar a pena da corrupção. O nosso parlamento tentava proteger-se não aumentando o tempo de prescrição do caixa dois para assim não ser pego em alguma irregularidade de campanha.
          E também não custa lembrar que foram dois ministros do STF indicados pelo PT que transformaram o crime de caixa dois quando cometidos por agente público que possui um grande leque de competência na sua função em crime de corrupção (pelo caput do art 317 do Código Penal). Os dois foram Joaquim Benedito Barbosa Gomes como relator e Enrique Ricardo Lewandowski, como revisor.
          O papel de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, o primeiro promotor de Justiça (Na esfera federal, eles não são chamados assim, mas os procuradores da República atuam do mesmo modo que os promotores de Justiça atuam na esfera estadual públicos) a ocupar o cargo de Ministro do STF já é por demais conhecido, mas é bom salientar que ninguém aponta esse aspecto da carreira dele. Nem que a escolha de Lula teria tido por fundamento exatamente este aspecto. Apontam apenas para a cor da pele para a sua escolha.
          O papel do Enrique Ricardo Lewandowski é que não é muito entendido. Talvez seja preciso para esse entendimento que se veja a declaração de voto dele proferida na sessão de 20/09/2012 e que pode ser vista no seguinte endereço:
          https://youtu.be/m6uyOzTG2T8
          Então o combate a corrupção é uma concepção mais de esquerda do que de direita. Aliás, no início da década de 90, um colega falou de um especialista em Gestão Pública americano que não colocava a corrupção como um grande mal da nação. O livro dele fora lançado no Brasil pela Fundação Getúlio Vargas e eu cheguei a ver uma chamada para divulgação da obra em consulta que eu fazia à revista Conjectura Econômica da Fundação Getúlio Vargas. Não guardei o nome do autor e do livro, mas tudo indica (americano e publicado pela Fundação Getúlio Vargas) que se tratava de um autor mais de direita do que de esquerda.
          E recentemente assistindo ao vídeo no Duplo Expresso “Bolívia: tudo sobre o golpe. Mais: repercussão para o Brasil (e Lula) – D.E. 11/nov/2019” de segunda-feira, 11/11/2019, vi o Felipe Quintas, a partir de 46 min e 08 seg (Depois a partir de 47 min e 57 seg e de modo mais preciso a partir de 48 min e 58 seg), na exposição dele, mencionar o livro “A Ordem Política nas Sociedades em Mudança” de Samuel Huntington e fazer referência a frase dele de que para o desenvolvimento econômico dos países é muito pior uma burocracia honesta do que uma burocracia corrupta. O link para o post “Bolívia: tudo sobre o golpe. Mais: repercussão para o Brasil (e Lula) – D.E. 11/nov/2019” é:
          https://duploexpresso.com/?p=108915
          Deixei o link porque lá tenho um comentário em que deixo links que falam do Samuel Huntington e permitem situá-lo com mais acuidade na corrente ideológica a qual ele pertence.
          Eu mesmo, no final da década de 80, em um curso de Administração Pública precisava sempre mostrar aos colegas que a ideia de a corrupção era o grande cancro do país não tinha base nos fatos.
          E deduzi que você fosse jovem pelas ideias muito parecida com um de um sobrinho que no início de 2018, sem nenhum fundamento nos fatos, vendeu os equipamentos dele para aplicar em dólar diante do temor que a quebra da regra do ouro, prevista para ocorrer a partir de outubro daquele ano iria provocar a volta da inflação.
          Eu disse para ele que a aplicação em dólar estava correta porque não se sabia como iria acabar a atual recuperação econômica americana e, se for algo de ruim o término do crescimento da economia o dólar ainda vai ser o último refúgio e o real vai sofrer nova desvalorização. Agora a quebra da regra do ouro não tinha nenhuma relação com a inflação.
          Enfim, é isso. O combate a corrupção é necessário, mas não faz sentido, a não ser eleitoral, tornar esse combate em uma espécie de leitmotiv de um governo. Aliás, ele só faz sentido eleitoral porque desde tempos imemoriais a população tem essa percepção, em meu entendimento contra os fatos, de que a corrupção é o grande mal de um país. O que permite dizer que eu posso estar enganado por o tratar de jovem, pois com o perdão da palavra e sem querer ofender, você pode também ser um velhinho decrépito, professando ideias ainda mais antigas do que a sua idade.
          Abraços,
          Clever Mendes de Oliveira
          BH, 09/12/2019

          Paulo

          09 de dezembro de 2019 às 20h30

          Cléver, você erra quanto a mim (nem jovem nem velho decrépito), mas eu acertei na veia em relação a você…

          Clever Mendes de Oliveira

          10 de dezembro de 2019 às 09h19

          Paulo (quarta-feira, 04/12/2019 às 20h00),
          Em relação ao meu comentário de segunda-feira, 09/12/2019 às 14h05, eu realmente errei em relação a seguinte frase:
          “A UDN era um partido de direita, assim a menos que você considere um partido que combata a corrupção como sendo um partido de direita.”
          A frase ficou truncada. A intenção com a frase era primeiro mostrar que o PT sendo um partido de esquerda era equiparada à UDN, um partido de direita, pelo Leonel Brizola, exatamente porque combatia a corrupção, ou seja, o PT era um partido de esquerda e combatia a corrupção.
          Naquela época eu era contra o PT, exatamente porque o PT transformava o combate à corrupção na forma de alcançar o eleitorado de classe média que sempre tinha a corrupção como a grande causa de males de governo, mas para isso dava um relevo à corrupção que em meu juízo era equivocado.
          E a minha crítica a centralidade do combate à corrupção vinha desde a época do governo militar que as pessoas combatiam dizendo que era um governo corrupto e eu considerava que esta não é a razão para se indispor com o governante, pois essa acusação só pode ser feita por pessoas que desrespeitam as nossas instituições encarregadas de combater a corrupção.
          Veja você, o governo de Sarney é considerado como um governo corrupto. O governo de Fernando Henrique como um governo probo, pelo menos na grande mídia. E, no entanto, em cinco anos do governo Sarney, o Brasil cresceu mais do que nos oito de Fernando Henrique Cardoso.
          Então corrigindo a frase, ela ficaria assim:
          “A UDN era um partido de direita, que combatia a corrupção. O PT era um partido de esquerda que combatia a corrupção. Assim, tanto a esquerda como a direita dizem combater a corrupção, pois são eleitoralmente motivados para isso, Então o PT era um partido de esquerda que combatia a corrupção, a menos que você considere um partido que combata a corrupção como sendo um partido de direita.”
          E quanto às minhas críticas ao Villa, que quase nunca o vejo, não sei porque hoje ao fazer uma pesquisa na internet sem mencionar o Villa apareceu um vídeo que era uma das poucas vezes em que o vi. Trata-se de entrevista dele com Paulo Rabello de Castro, um economista liberal. O link para o vídeo é o seguinte:
          https://www.youtube.com/watch?v=-voilO0wyX0
          É um vídeo de meados de 2017, quando o Paulo Rabello de Castro, no governo Temer, era presidente do BNDES. Como se observa pelas perguntas do Villa, ele não parece ser tão lúcido ou independente como você diz.
          Abraços,
          Clever Mendes de Oliveira
          BH, 10/12/2019

      carlos

      08 de dezembro de 2019 às 09h41

      O clever é um louco arrependido e todo povo que escolheu bolsonaro arrependido, e o villa é um chefe de torcida, o que o povo tem que saber é prá ser presidente do Brasil tem que ter projeto e plano de metas, o resto é vaidade pessoal.

      Responder

        Clever Mendes de Oliveira

        10 de dezembro de 2019 às 14h21

        Carlos (domingo, 08/12/2019 às 09h41),
        Seu comentário não tem muito a ver com o que eu disse, mas vou tentar dar algum significado para ele. Pareceu-me que você considera que eu estou arrependido por ter votado no Bolsonaro. Não estou arrependido, pois não votei no Bolsonaro.
        Votei no Haddad, ainda que não seja favorável a Haddad do ponto de vista ideológico por o considerar muito próximo do PSDB como se pode ver da entrevista (o texto aparece como um depoimento de Fernando Haddad que teria sido editado pelo jornalista que o acompanhou quando do depoimento) dele na revista Piaiu.
        Aliás, talvez por falta de tempo eu não tenha elogiado a análise de Miguel do Rosário que na época eu considerei muito boa e li pela reprodução da análise em um comentário junto a um post no blog do Luis Nassif. A análise de Miguel do Rosário no original pode ser vista no post “Haddad e os equívocos sobre o patrimonialismo: uma crítica a seu ensaio para a revista Piauí” de quarta-feira, 07/06/2017 às 16h42, e que pode ser encontrada no seguinte endereço:
        https://www.ocafezinho.com/2017/06/07/haddad-e-os-equivocos-sobre-o-patrimonialismo-uma-critica-seu-ensaio-para-revista-piaui/
        Acabei não fazendo comentário no blog de Luis Nassif quando o texto do depoimento de Fernando Haddad apareceu lá. Eu creio que em razão dos direitos autorais, o texto que fora transcrito em um post foi logo em seguida alterado e ficou como um texto escrito na terceira pessoa. Sem entender o que acontecia e já com a intenção de lançar algumas críticas que eu havia elaborado eu optei por enviar os meus comentários para o blog de Romulus Maya no post “Haddad digerido: análise do “desabafo” do Ex-Prefeito de SP” de quarta-feira, 05/06/2017 e que pode ser visto no endereço a seguir:
        http://www.romulusbr.com/2017/06/haddad-digerido-analise-do-desabafo-do.html
        De certo modo, eu compreendi a crítica que Fernando Haddad fez à ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff, como de cunho eleitoreiro. A ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff tinha chegado ao fundo do poço e o melhor era bater nela. Eu entretanto apoiei tanto o primeiro governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff como o segundo governo. No segundo governo, eu apoiava a política econômica porque havia uma crise no Balanço de Pagamento e o Brasil precisava adotar uma política restritiva.
        Discordo da análise de Miguel do Rosário na ênfase que ele dá a questão do patrimonialismo. Considero o termo arcaico desde o advento da Lei nº4.320, de 17/03/1964 com as Normas Gerais de Direito Financeiro, e era para ter caído em desuso com o advento da Lei nº 5.172, de 25/10/1966, com as Normas Gerais de Direito Tributário.
        E dou muita ênfase a minha crítica a Fernando Haddad pela tentativa dele em dizer que seria preciso conciliar o Brasil, via o PT, com a Revolta de 32. Só não era uma crítica muito integral, porque, de novo, via a análise dele vinculada ao interesse eleitoral de buscar o voto do eleitorado de direita em São Paulo.
        E não considero Villa chefe de torcida. Ele é mais um maria vai com as outras ou talvez fosse melhor dizer uma biruta de aeroporto movendo de acordo com os ventos. Em São Paulo onde o preconceito contra o PT é muito grande ele ficou contra o PT. E se aproximou demais do PSDB, esquecendo que o PSDB ao se antagonizar com o PT se tornava um partido cujos eleitores eram na maioria de direita.
        Agora que os eleitores do PSDB são os mesmos eleitores do Bolsonaro ele viu o buraco em que se meteu e tenta encontrar uma saída fazendo a crítica a Bolsonaro. A crítica ao Bolsonaro qualquer um faz e não significa nada, pois ele é feita com base nas palavras de Bolsonaro (palavras, palavras palavras) e não nos atos. Basta ver a ida do general Mourão ou do vice presidente Mourão à posse na Argentina.
        E até a ideia de que “para ser presidente do Brasil tem que ter projeto e plano de metas” pode estar errada. O Bolsonaro não tem um projeto e um plano de metas. Basta, entretanto, a economia se recuperar para ele ser incensado pelo povo. E a menos que haja um revertério forte em 2020 na economia americana que tenha repercussão nos países de periferia, tudo indica que a economia puxada pelo comércio exterior tenha boa margem de recuperação nos próximos anos.
        E a ideia de que “para ser presidente do Brasil tem que ter projeto e plano de metas” peca também por não levar em conta que o projeto e o plano de metas precisam ser bem feitos e aplicáveis ao Brasil. Um presidente com um projeto equivocado ou mesmo que correto mas não aplicável ao país pode ser um transtorno para o Brasil.
        Outra falha no seu comentário foi dizer que o “povo tem que saber” que “para ser presidente do Brasil tem que ter projeto e plano de metas”. Há um tanto de soberbia na frase. É como se dissesse eu sei e a massa tosca e rude precisa saber. Ela sabe, apenas desconfia de quem diz ter.
        Abraços,
        Clever Mendes de Oliveira
        BH, 10/12/2019

        Responder

Luiz

03 de dezembro de 2019 às 13h09

O lulismo andou ocupando um espaço indevido?

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