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Déficit em transações correntes cai para 2,7% do PIB em 12 meses

Por Redação

20 de dezembro de 2019 : 16h12

No BC

Estatísticas do setor externo
1. Balanço de pagamentos

Em novembro de 2019, o déficit em transações correntes totalizou US$2,2 bilhões, ante déficit de US$3,1 bilhões em novembro de 2018. A redução no déficit decorreu, fundamentalmente, de menores despesas líquidas de serviços e de renda primária.

O déficit em transações correntes somou US$51,2 bilhões (2,78% do PIB) nos 12 meses encerrados em novembro, ante déficit de US$52,1 bilhões (2,83% do PIB) no período equivalente, até outubro.

As exportações de bens totalizaram US$17,6 bilhões em novembro de 2019, recuo de 15,9% ante o mês correspondente de 2018. Na mesma base de comparação, as importações de bens reduziram 14,5%, para US$14,9 bilhões. No mês, não houve operações relativas ao Repetro, enquanto em novembro de 2018 foram estimadas exportações de US$1,6 bilhão e importações de US$2,2 bilhões. Já consideradas as revisões das exportações realizadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, exportações e importações, reduziram-se 6,3% e 0,9%, no acumulado do ano, na ordem, gerando superávit comercial de US$34,6 bilhões, abaixo dos US$47,1 bilhões observados em período correspondente de 2018.

O déficit na conta de serviços atingiu US$2,1 bilhões no mês, 28,4% inferior ao resultado de novembro de 2018, déficit de US$2,9 bilhões. A redução nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de US$1,5 bilhão para US$695 milhões, foi determinante para essa evolução. Destaque-se ainda a redução nas despesas em viagens, de US$1,4 bilhão para US$1,2 bilhão. Com a redução do déficit em serviços no mês, o acumulado em 2019 até novembro, situou-se em US$31,6 bilhões, em patamar inferior ao observado em período equivalente do ano anterior.

No mês de novembro, o déficit em renda primária atingiu US$2,9 bilhões, comparativamente a déficit de US$3,9 bilhões no mesmo mês do ano anterior. A redução decorreu, principalmente, do recuo nas despesas líquidas de lucros e dividendos, de US$2,8 bilhões para US$1,8 bilhão, na mesma base de comparação. No acumulado do ano, o déficit em renda primária totalizou US$49,3 bilhões, inferior aos US$50,1 bilhões registrados em período correspondente de 2018.

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$7,0 bilhões no mês, resultado de ingressos líquidos de US$5,5 bilhões em participação no capital e de US$1,5 bilhão em operações intercompanhia. No acumulado do ano, os ingressos líquidos de IDP somaram US$69,1 bilhões, ante US$69,9 bilhões observados no mesmo período de 2018. No acumulado em 12 meses até novembro, os ingressos líquidos de IDP totalizaram US$77,4 bilhões, equivalentes a 4,21% do PIB (US$79,5 bilhões e 4,32% do PIB no acumulado em 12 meses até outubro).

Em novembro, houve saídas líquidas de US$1,5 bilhão em instrumentos de portfólio negociados no mercado doméstico, resultado do ingresso líquido de US$705 milhões em ações e fundos de investimento, e saídas líquidas de US$2,2 bilhões em títulos de dívida. No ano, até novembro, ocorreram saídas líquidas de US$3,0 bilhões em instrumentos negociados no mercado doméstico, compostas por saídas líquidas de US$2,5 bilhões em ações e fundos de investimento, e de US$423 milhões em títulos de dívida.

2. Reservas internacionais
O estoque de reservas internacionais atingiu US$366,4 bilhões em novembro de 2019. A redução de US$3,5 bilhões nesse estoque, relativamente à posição de outubro, decorreu principalmente da liquidação de US$4,5 bilhões de vendas no mercado à vista e do retorno líquido de US$1,6 bilhão em operações de linha com recompra. As variações por paridades e por preços contribuíram para reduzir o estoque de reservas em US$1,2 bilhão, enquanto a receita de juros adicionou US$585 milhões ao estoque.

3. Revisões – exportações de bens
A Secex revisou as estatísticas de exportações para 2019, o que implicou aumentos de US$1,4 bilhão aos valores inicialmente divulgados para o mês de setembro e de US$1,3 bilhão aos de outubro.

Essa revisão, decorrente da correção de erros nas informações prestadas, é classificada como uma revisão ordinária de curto prazo e efetuada na mesma periodicidade em que essa estatística é publicada, nos termos da Política de Revisão das Estatísticas Econômicas Oficiais Compiladas pelo Departamento de Estatísticas (DSTAT) do Banco Central do Brasil (BCB), de outubro de 2019. Dessa forma, nesta divulgação, as estatísticas de exportações de bens das transações correntes do balanço de pagamentos estão sendo revisadas para o mesmo período e nos mesmos montantes em que houve a correção realizada pela Secex.

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2 comentários

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Luiz

25 de dezembro de 2019 às 04h03

Nada contra a redução da SELIC, por exemplo, mas acho que já houve quem disse que ser um grande devedor também pode ser um grande negócio. Lembro de um governador do Paraná elogiado por seus partidários por ter recebido o Estado deficitário e ter entregue o Estado superavitário. No tratamento dos professores deve ter servido de exemplo ao Beto Richa.

Responder

    Luiz

    26 de dezembro de 2019 às 05h24

    O que é que se aprende com isso? Por exemplo, aprende-se que se o estado existe para atrair investimentos, então, demonstrar que um governo sabe somar e diminuir, multiplicar e dividir, deverá manter a Ford no país. Eduucação, educação é tudo!

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