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Divulgação IPEA

Ipea apresenta diagnóstico da desigualdade no acesso ao transporte

Por Miguel do Rosário

16 de janeiro de 2020 : 18h39

No Ipea

16/01/2020 10:32
Ipea apresenta diagnóstico da desigualdade de acessibilidade e lança plataforma

População negra e de baixa renda tem menos acesso a oportunidades de trabalho, saúde e educação. Levantamento foi realizado nas 20 maiores cidades brasileiras

Os meios de transporte interferem, diretamente, no acesso a oportunidades de empregos, serviços de saúde e educação, contribuindo para a desigualdade. Um retrato deste cenário nas maiores cidades brasileiras foi apresentado nesta quinta-feira, 16, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os resultados do Projeto Acesso a Oportunidades, desenvolvido em parceria com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), mostram que há grandes diferenças de acessibilidade no país. Em todas as cidades estudadas, a população branca e de alta renda tem mais acesso às oportunidades do que negros e pobres. O estudo revela, também, que a concentração de atividades nas áreas urbanas, aliada à performance das redes de transporte, garante altos níveis de acessibilidade ao centro das cidades, enquanto regiões de periferia são marcadas por desertos de oportunidades.

“Os padrões de acessibilidade urbana afetam as condições econômicas e sociais das pessoas e têm impacto sobre desempenho econômico e ambiental das cidades”, afirma o pesquisador do Ipea Rafael Pereira, doutor em Geografia e um dos autores do estudo. O trabalho combina dados de registros administrativos, pesquisas amostrais, imagens de satélite e mapeamento colaborativo, para calcular os níveis de acessibilidade por transporte público para sete grandes municípios, e por modos de transporte ativo (a pé e de bicicleta) para as 20 maiores cidades brasileiras, tanto por níveis de renda quanto por cor/raça. Foram utilizados dados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos Ministérios da Saúde, da Educação e da Economia.

Ao analisar o acesso a emprego em até 30 minutos de caminhada, os pesquisadores identificaram São Paulo como a cidade mais desigual de todas, com o indicador maior que nove – isso significa que o número de empregos acessíveis aos 10% mais ricos em São Paulo é mais do que nove vezes maior do que o número de empregos acessíveis aos 40% mais pobres. Curiosamente, o Rio de Janeiro apresenta uma das menores desigualdades neste quesito, por conta da aglomeração da população de renda baixa próxima ao centro da cidade.

Quando o assunto é educação, em todas as cidades, com exceção de Brasília, se gasta entre cinco e dez minutos de bicicleta para se chegar até uma unidade de ensino médio mais próxima.

Todos os dados das 20 cidades pesquisadas estão disponíveis em uma plataforma interativa, permitindo consulta por cidade, meio de transporte e atividade (trabalho, saúde ou educação). Nos próximos anos, o projeto buscará incluir mais cidades e áreas metropolitanas, considerar modo de transporte privado e calcular novas estimativas de acessibilidade, com mais indicadores e para outros tipos de oportunidades. “O objetivo é que o material seja um guia para o planejamento e avaliação de políticas públicas que promovam cidades sustentáveis de inclusivas”, explica Rafael Pereira.

Acesse a íntegra do estudo

Acesse a plataforma interativa

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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6 comentários

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Marcio

16 de janeiro de 2020 às 20h28

Ah sim, na economia uberizada o moleque do uber eats vai pra Paris pela Air France.

Responder

    Carmelo

    17 de janeiro de 2020 às 11h06

    Vocè poderia abrir uma empresa, contratar ele e pagar 5 salarios minimos para resolver o problema..topa ou fica sò no fiaco como sempre…?

    Responder

      Andressa

      17 de janeiro de 2020 às 11h19

      Isso serve pra vc tb camundongo.

      Responder

        Carmelo

        17 de janeiro de 2020 às 12h02

        Nào, pois eu nao acha nada ruim.

        Responder

          Wellington

          17 de janeiro de 2020 às 20h19

          Isso serve pra vc tb camundongo.

simon

16 de janeiro de 2020 às 19h31

Bom mesmo è pagar 5 R$ de DPVAT do carro e 12 R$ da moto.

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