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Nova pesquisa Datafolha confirma deterioração de Bolsonaro junto à classe média (que o elegeu)

Por Redação

26 de junho de 2020 : 19h01

Observe bem o gráfico abaixo, que trata da aprovação do presidente junto às famílias com renda entre 5 e 10 salários.

Apesar de constituírem minoria numérica, essas famílias fazem um tremendo barulho nas redes sociais e formam o que se constituiu denominar “classe média”, um termo que, no Brasil, ganhou uma conotação oposta a que tem nos Estados Unidos.

Enquanto nos EUA, o termo classe média é associado à grande massa de trabalhadores do país, no Brasil, em função de um quadro muito mais dramático de desigualdade e miséria, a classe média é sinônimo, muitas vezes, de elite.

Entretanto, ela não é elite, apesar de muitos se verem assim, sobretudo quando confrontam suas conquistas com a dos mais pobres.

Seja como for, o famigerado “antipetismo” sempre se concentrou nesses setores sociais, o que se transmutou em voto em Bolsonaro em 2018.

O declínio do prestígio de Bolsonaro, porém, junto a esses eleitores, é brutal: em abril do ano passado, 43% das famílias com renda de 5 a 10 salários achavam o governo bom ou ótimo, e apenas 28%, ruim ou péssimo.

Hoje, esses números se inverteram: 33% consideram o governo bom ou ótimo (o que ainda é um bom número, todavia), mas 50% acham o governo ruim ou péssimo.

Uma evolução parecida ocorreu junto às famílias com renda entre 2 e 5 salários, que formam um setor social ainda mais relevante numericamente: Bolsonaro tinha rejeição de apenas 27% neste segmento em abril do ano passado; hoje sua rejeição é de 43%.

Vale notar que, entre as famílias mais pobres, a situação de Bolsonaro também não melhorou, apesar do Auxílio Emergencial, que significou, para muitos, uma ajuda nunca antes vista (embora tenha apenas compensado perdas muito maiores para a maioria das famílias).

Entre as famílias mais ricas, com renda superior a 10 salários, o prestígio de Bolsonaro também se deteriorou dramaticamente, com sua rejeição subindo de 28% em dezembro de 2019 para 52% em junho de 2020.

O Datafolha trouxe ainda um histórico da aprovação dos últimos presidentes, desde Collor, após um ano e meio de governo. Bolsonaro apresenta um dos piores índices. Tem rejeição mais baixa do que a de Fernando Collor, que em um ano e meio de governo já havia tungado a poupança dos brasileiros, e produzido uma das maiores recessões da nossa história.

Entre eleitores com ensino superior, houve uma oscilação para baixo da rejeição, que continua, porém, muito alta, em 53%; a nota bom e ótimo, neste segmento, chegou a seu nível mais baixo, 29%.

Interessante observar ainda que, entre eleitores menos instruídos, junto aos quais o presidente havia se recuperado em abril e maio, houve novamente uma piora acentuada de seu prestígio.

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4 comentários

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Kleiton

27 de junho de 2020 às 09h36

Não foi a classe média que elegeu Bolsonaro, ninguém ganha as eleições com os votos da classe média.

A classe média (de verdade, não a do PT) não chega a 5% do eleitorado e em boa parte é um receptáculo de abestados depensantes.

Perdeu o povão já era. (Mano Brown).

Responder

Paulo

26 de junho de 2020 às 19h45

Vejam essa:

“https://www.metropoles.com/brasil/queiroz-negocia-delacao-com-o-mp-e-quer-proteger-familia-diz-tv”.

Se confirmada e efetivamente realizada, antes que o matem, essa delação tem potencial explosivo…

Responder

    Alex

    27 de junho de 2020 às 09h38

    Tem….igual ao vídeo da reunião ministerial.

    Responder

      Paulo

      27 de junho de 2020 às 22h53

      Tá rolando, Andressa…

      Responder

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