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Conjur responde acusações da “Lava-Jato”

Por Redação

30 de junho de 2020 : 11h53

O Conjur deu uma resposta às acusações da força-tarefa da operação Lava-Jato de Curitiba de que o site especializado em notícias do universo jurídico tivesse divulgado “fake news” contra membros da força-tarefa.

O que a força-tarefa chamou de “fake news” diz respeito a uma publicação do Conjur que questiona o tratamento dos procuradores da Lava-Jato à PGR e sua postura diante da imprensa após a visita de uma auxiliar da PGR, que a força-tarefa acusou de tentar “roubar informações”.

O Conjur desmentiu as acusações dos procuradores e referendou o publicado anteriormente, afirmando que “quem entende bastante de fake news” é a força-tarefa.

Esta foi a publicação da “força-tarefa da Lava-Jato”:

Diante da fake news divulgada no site ConJur em 26/06/2020, a força-tarefa de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no caso Lava Jato informa que jamais adquiriu o equipamento/sistema Guardião ou qualquer outro equipamento de interceptação telefônica. Todas as interceptações telefônicas realizadas no caso Lava Jato foram autorizadas por decisão judicial e efetivadas exclusivamente pela Polícia Federal.
Também são mentirosas uma série de afirmações feitas na matéria publicada, como a de que houve ‘distribuição de processos fraudadas’. Todas as distribuições dos processos da Lava Jato em Curitiba são submetidas ao Poder Judiciário e são registradas eletronicamente por meio do sistema E-proc, da Justiça Federal, e do Sistema Único, do MPF.

A força-tarefa repudia a divulgação de informações evidentemente falsas pelo referido veículo.”

“Força-tarefa da Lava-Jato”

E a resposta do Conjur:

Explorar a fome de justiça e a ignorância sempre foi a grande arte dos demagogos e dos oportunistas. Foi o que fez um grupo de procuradores da República em Curitiba. Para dar ares de grandiosidade e nobreza a um trabalho que deveria ser sério e discreto, eles se auto apelidaram “força-tarefa da lava jato”. Integram-na juízes, procuradores, policiais federais, auditores fiscais e jornalistas — mas só os procuradores lhe emprestam rosto.

Na onda da enganação, inventou-se que processos não deveriam ser identificados com números, mas com nomes. Inquéritos, dentro dessa empulhação, foram rebatizados como “operações”. Esse conjunto de engodos foi cultivado para envolver o grande público numa espécie de novela. O truque da luta do bem contra o mal. Pura fantasia.

Em um press release apócrifo, divulgado no site da Procuradoria da República no Paraná, a auto apelidada “força-tarefa da lava jato”, com sua arrogância e prepotência características, afirmou que notícia publicada nesta revista eletrônica é “fake news”.

Essa expressão em inglês ganhou força quando o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para investigar a origem das falsas notícias fabricadas pela “força-tarefa da lava jato” com o objetivo de emparedar ministros do STF. O sistema era simples, mas eficiente. Donos do monopólio das grandes notícias, os novos poderosos faziam barganhas com quem quisesse ganhar a manchete do dia. O preço, módico, seria publicar falsas imputações contra ministros do Supremo e seus familiares.

Essa trapaça envolveu não só a difusão de suposições desonestas. Agentes públicos lotados na Polícia Federal e na Receita Federal fabricaram “documentos” supostamente comprometedores para intimidar os ministros que ousavam “desobedecer” às franquias da “lava jato”. De fake news, logo se vê, entendem bastante.

Ao saber que estavam sendo investigados pela Procuradoria-Geral da República, o grupo resolveu sair do seu recente ostracismo. Atirando, naturalmente. As pessoas que se construíram dizendo que ninguém está acima da lei, que tudo deve ser investigado e divulgado, repentinamente, mudaram de opinião.

Difamadores contumazes e linchadores, acusaram pessoas decentes sem provas. Tanto nos autos quanto pelo Instagram e com ajuda de colaboracionistas que, por fim, elegeram a nova classe política brasileira. Eles que enfrentem investigações e acusações com a humildade que exigiram das pessoas a quem acusaram.

Quem for investigar as ações desse grupo, poderá se espantar com ousadias como a de pedir quebra de sigilo de altas autoridades da República pelas partes menos conhecidas de seus nomes, mas com o CPF certeiro do alvo. Talvez pessoas chamadas Rodrigo Felinto ou Davi Samuel Tobelem.

No release divulgado nesta segunda-feira (29/6), pessoa ou pessoas que se assinam como “força-tarefa” negam que tenham adquirido equipamentos de interceptação e organização de gravações telefônicas (Guardião), conforme este site publicou, com base em fontes fidedignas. Negam também que tenham fraudado distribuição de processos em Curitiba.

O site mantém cada palavra do que publicou. As investigações da Procuradoria-Geral da República, da Corregedoria do MPF e os processos em curso no Conselho Nacional do Ministério Público esclarecerão os fatos. No que pese a resistência de Curitiba, que se negou a compartilhar com a PGR os dados que, tão gentilmente, compartilhou com o governo dos Estados Unidos.

Conjur

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6 comentários

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Luiz

01 de julho de 2020 às 05h44

De fato, ausência de transparência no Ministério Público é preocupante, já que lhe cabe a denúncia. Assim, a expressão “força-tarefa” fica blindada em situação especial, especialidade cuja equidade fica apenas proposta na perpetuidade de seu fim específico. Uma subjetiva força de inquisição ?

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Alexandre Neres

30 de junho de 2020 às 23h46

Sou obrigado a concordar com a força-tarefa. Onde já se viu compartilhar arquivos com a PGR? Ora bolas, a PGR tá se achando. A Lava-Jato só compartilha com o Departamento de Justiça estadunidense.

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Paulo

30 de junho de 2020 às 20h00

Nota do Conjur evidentemente politizada e com acusações inusuais. Uma pena!

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    Batista

    01 de julho de 2020 às 00h40

    O mundo gira, a Lusitana roda e o Brasil parado, atolado no brejo pela golpista Classe Dominante, diverte-nos na tragédia com o hilário em que, bolsonaristas socorrem-se da ‘velha política’ e do ‘fórum privilegiado’, para salvarem-se, e marrequistas, com o dito sem blindagem jurídica, socorrem-se às ‘acusações inusuais’, pra farsa não ruir.

    E pensar que o ‘efebeí’ chega logo pela manhã pra engrossar ainda mais o caldo desse angu.

    Hajam penas e ‘acusações inusuais” pra conter o inusitado.

    Responder

enganado

30 de junho de 2020 às 15h58

Diante disto tudo os MERDANHAS estão vigiando o PT / COMUNISTAS / PATRIOTAS / . . . etc. E aí Guardiões da CONSTITUIÇÃO=artigo 142__obedecer/zelar/fazer cumpri-la, então qual é o rumo tomar ?? // qual a providência para moralizar o país que juraram defender??? // E aí com quem pode tudo e quem não pode nada????? Isso aí mostra que a Nação está achincalhada / desmoralizada / degradada / . . . etc, mas como acabaram de ganhar a benesse de R$ 1.600,00 de bônus, fodam o POVO BRASILEIRO e quem quiser. PRG x FARSA A JATO continuem assim porque quem deveriam se importar com uma JUSTIÇA justa, só que saber qual será a próxima entrega do GUEDES para entrarem no RACHUNCHA=PROPINAS.

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Gilmar Antunes

30 de junho de 2020 às 12h35

Belo puxão-de-orelha.
Acompanho os passos dessa “força tarefa” de procuradores de Curitiba, em conluio com o ex-juiz Sérgio Moro desde 2014, conforme foi divulgado pelo site The Intercept Brasil.
Sempre desconfiei das ações dessa turma de deslumbrados com a fama, transformados em paladinos da Justiça pelo mídia hegemônica e, por isso mesmo, jamais confiei neles.
O que foi feito em Curitiba é um gigantesco tribunal de exceção, o que é expressamente vedado pela Constituição Federal, para denegrir a imagem de inúmeras autoridades brasileiras ao expô-las à execração pública.
Sempre alertei amigos e colegas de trabalho quanto a essa investigação que, em vez de zelar pelo bom Direito, agiu irresponsavelmente, contribuindo, sem dúvida, para caos político e econômico em que vive o povo brasileiro, desnorteado e sem perspectiva de melhoras a curto prazo.

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