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Foto: o presidente russo, Vladimir Putin. Foto: Getty Images / Alexei Druzhinin.

Rússia transforma busca por vacina em corrida e busca tê-la em 2 semanas

Por Redação

29 de julho de 2020 : 05h46

“É um momento como o do Sputnik”, afirmou Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Soberano da Rússia, que financia a pesquisa russa em busca da vacina, à CNN.

A referência é ao lançamento do primeiro satélite do mundo pela União Soviética em 1957, quando a corrida espacial elevava a seriedade da Guerra Fria.

“Americanos ficaram surpresos ao ouvirem os ‘bips’ do Sputnik. O mesmo ocorre com a vacina. Rússia chegará lá primeiro”, continuou Dmitriev.

As declarações se dão no contexto em que a Rússia almeja ser a primeira nação no mundo a aprovar uma vacina contra o coronavírus para uso civil.

Apesar de preocupações com a efetividade, a segurança e a capacidade de a Rússia levar todo o desenvolvimento a cabo, projeta-se que a vacina seja liberada em menos de duas semanas no país.

Contudo, ainda não foram divulgados dados científicos sobre testes com essa vacina.

Críticos afirmam que a pressão por uma vacina se dá diante de pressões políticas do Kremlin, que visa projetar a Rússia como uma força científica global.

Reitera-se ainda ampla preocupação com a possibilidade de a vacina estar “incompleta”.

Isso porque enquanto algumas vacinas globais estão na terceira fase de testes, a russa ainda não concluiu a segunda fase.

Porém, de acordo com os russos, planeja-se que a fase 2 seja concluída até o dia 3 de agosto, para em seguida avançar para a terceira fase a partir de testes paralelos em trabalhadores do setor de saúde.

A respeito disso, cientistas russos explicam que a vacina foi rápida de desenvolver por ser uma versão modificada de uma já criada para enfrentar outras doenças.

É a abordagem de muitos outros países e empresas, inclusive de vacinas sendo testadas no Brasil.

O Ministério da Defesa russo comenta ainda que soldados serviram como voluntários em testes humanos.

Autoridades do país defendem que a “aceleração” do processo ocorre devido à severidade da pandemia na Rússia, que tem 800 mil casos confirmados.

“Focamos em proteger as pessoas, não em sermos os primeiros”, justificou Dmitriev à CNN.

Diferente da maioria das vacinas em desenvolvimento, esta depende de dois vetores ao invés de um, ou seja, pacientes receberiam uma segunda injeção.

Autoridades russas afirmam que os dados da vacina estarão disponíveis para a comunidade científica no início de agosto.

No resto do mundo, testes de grande escala progridem rapidamente, mas não têm datas para a liberação definitiva de vacinas.

Mike Ryan, diretor executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou em julho que “ainda há um longo caminho” até alguma vacina ser disponibilizada.

Ainda em julho, a Rússia foi acusada por potências ocidentais de “roubar” dados científicos das pesquisas por vacina de outros países, como os EUA, o Canadá e o Reino Unido.

O Kremlin negou todas as acusações.

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