Live do Cafezino (20h): o novo surto de Bolsonaro! Convidado: Celso Rocha de Barros

“Governo perdido, sem projeto que desenvolva o país”, afirma Ciro Gomes

Por Redação

17 de outubro de 2020 : 20h45

Neste sábado, 17, o vice-presidente Nacional do PDT, Ciro Gomes, criticou o presidente Jair Bolsonaro após o IBGE revelar que 14 milhões de brasileiros estão desempregados.

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17 comentários

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Bruno

19 de outubro de 2020 às 12h43

Uma presidência de Ciro Gomes repetiria as falhas dos governos Lula e Dilma

O exercício do poder político após eleição depende desse poder político estar associado a um poder econômico e militar. Sem apoio da elite econômica e militar, qualquer candidato eleito estará governando apenas enquanto aguarda um golpe. Para exercer o poder político de forma autônoma enquanto defende políticas nacionais que vão contra o interesse da elite econômica vigente, o presidente eleito teria que ter uma base militar forte o suficiente para se manter no poder. Isso só seria possível com um apoio dentro das Forças Armadas ou através de uma insurgência popular que colocaria o poder militar do país em uma escolha entre fazer a vontade do povo ou provocar um massacre de proporções escandalosas.

O projeto de Ciro Gomes e do PDT para o Brasil propõe a criação de uma elite econômica dona de negócios voltados a indústria e tecnologia. Acontece que, para tal mudança ocorrer, o mercado de trabalho do Brasil seria transformado de setores agrários e mineradores para setores industriais. Para que mais brasileiros trabalhem em indústrias de ponta, menos brasileiros trabalharão no setor agrícola e de serviços, o que necessariamente causará uma falência de empresas brasileiras de comércio, serviços, agricultura e mineração com o surgimento de mais empresas de tecnologia e indústria. Para uma nova elite econômica surgir, sendo proprietária dessas novas empresas, grande parte da elite econômica atual terá que perder seu poder econômico e ter seu padrão de vida reduzido drasticamente. Ou seja, para que o Brasil entre em uma rota de desenvolvimento produtivo, uma política contrária aos interesses da elite econômica vigente terá que ser posta em prática.

Sem o poder econômico, somente o poder militar poderia respaldar o poder político de um candidato com essa agenda que venha a ser eleito no Brasil. Como Ciro Gomes não tem nenhuma influência nas Forças Armadas para dividi-la e provocar uma disputa interna, e uma insurreição popular é altamente improvável de ocorrer na história, uma presidência de Ciro Gomes estaria fadada a sofrer um golpe ou liderar o país dentro dos limites impostos pelo poder econômico atual, que é formado pelos oligopolios de mídia e agropecuária. Limites esses que mantiveram os governos do PT na centro-esquerda por mais de uma década.

Nunca faltou dentro do PT a compreensão de que para o Brasil se tornar um país desenvolvido teria que passar por uma industrialização e um progresso tecnológico. O motivo disso não ter sido posto em prática nas agendas dos governos Lula e Dilma não foram a falta de um livro indicando o caminho, mas a falta de poder suficiente para tal mudança na estrutura econômica do Brasil.

Para exercer um poder político do tamanho que precisa para colocar em prática suas ideias, Ciro Gomes teria que ter um apoio militar de fora do país que colocasse o poder militar nacional atrás das trincheiras. Apenas uma mudança na geopolítica seria capaz de produzir um cenário desse tipo. Levando em conta as atuais prioridades dos governos da China, da Rússia e dos EUA, nenhuma reviravolta desse tipo parece ser possível nas próximas décadas. Até lá, pequenas reformas que visem uma redução da desigualdade do país parecem mais plausíveis.

Outra alterna mais compatível com a forma como a política ocorre no mundo hoje seria a contenção da elite econômica atual através de operações de inteligência, basicamente ligadas a ações de chantagem pessoal a personagens no topo da pirâmide de poder do país. Entretanto, como os serviços de inteligência do Brasil estão obviamente funcionando a favor do poder econômico vigente, apenas serviços de inteligência estrangeiros teriam poder para redirecionar as forças de manipulação da elite econômica atual do país.

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Alan C

18 de outubro de 2020 às 12h58

Esse bozo ridículo é só uma ponta insignificante de um projeto elitista que começou no golpe de 2016 no grande acordo nacional, com STF, com tudo.

Não era só tirar a Dilma? Cadê a fila de investidores? Cadê o dólar que iria abaixar no dia seguinte? Cadê os empregos? Cadê a indústria brasileira? País ridicularizado no exterior…

Vai bozolândia!!!

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    Arthur Fonzarelli

    18 de outubro de 2020 às 18h40

    Dilma….kkkkk

    Responder

      Monza 87

      18 de outubro de 2020 às 21h39

      “a culpa não é minha eu votei na poha do aecio” kkkkkkkkkkkkkk

      Responder

    jacknick

    18 de outubro de 2020 às 21h28

    E o ambiente institucional e de negócios?? E o gasto público?? A segurança jurídica e a previsibilidade?? E as reformas tributária e administrativa?? E nem vou falar das privatizações. Tu acha q investidor vai vir aqui para caridade?? Virão pra ganhar dinheiro! Pra isso o ambiente tem q estar propício. Tem muita coisa pra ser consertado nesse país além de defenestrar a esquerda e os keynesianos.

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      Alan C

      19 de outubro de 2020 às 08h59

      “Pra isso o ambiente tem q estar propício”

      Até que essa parte deu pra aproveitar, o resto o camundongo comeu.

      Responder

Paulo

17 de outubro de 2020 às 22h16

Esperar o que de Bolsonaro? Um vagabundo que nunca trabalhou e fez a Reforma Trabalhista…Um sujeito com dupla aposentadoria que fez a Reforma da Previdência…Um “cidadão” que mamou na tetas do Estado brasileiro por mais de 40 anos e agora quer privatizar tudo…Um mentiroso que prega a moralidade e construiu um patrimônio ao revés dela…Homem sem valor…

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    Pedro

    18 de outubro de 2020 às 11h33

    Ironicamente, isso tudo q vc diz q ele fez precisava mesmo ser feito.

    Responder

Zé Ninguém

17 de outubro de 2020 às 20h50

A balela de projeto de desenvolvimento via governo onde só quem se desenvolve são os políticos……

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    Miramar

    18 de outubro de 2020 às 15h39

    O Zé Ninguém não está familiarizado com a obra de Keynes, Gunnar Mirdall ou Celso Furtado.
    Será que ele já leu von Hayek e Friedmann? Esse Zé Ninguém…

    Responder

      Zé Povinho

      18 de outubro de 2020 às 20h05

      Keynes é uma fraude! É pior q Marx! Procure no YT por Javier Milei falando de Keynes.

      Responder

        Bozo O Korno

        18 de outubro de 2020 às 21h40

        Javier Milei é uma fraude, procure por 89 na conta da galinha kkkkkkkkkkkkkkk

        Responder

        Miramar

        19 de outubro de 2020 às 13h17

        Zé Ninguém e Zé Povinho: façam um favor a si próprios e se fiem mais nos originais e menos e vídeos do Youtube.

        Responder

          Miramar

          19 de outubro de 2020 às 13h19

          *em

          Zé povinho

          19 de outubro de 2020 às 16h30

          Ora essa quem é vc pra me dizer o q fazer….
          Nao tenho político nem economista de estimação. Tenho ideias, princípios e valores!

      THIÁGO

      19 de outubro de 2020 às 19h27

      Me dam, qual país segue as ideias de Kenys, expandindo a base tributaria?? existe apenas ambiente propicio a negocio, e todas as maiores economia, inclusive a china, já não usam ideiais kenesyanas fora os tempos de crise.

      Responder

        jismael

        19 de outubro de 2020 às 21h07

        Nem nos tempos de crise. Keynesianismo qdo as bolhas estouram só prolonga o sofrimento. Keynesianismo é a pior bucha.

        Responder

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