Live do Cafezinho: balanço dos partidos de esquerda

Live extra do Cafezinho (21 h): o significado do encontro de Lula e Ciro

Por Redação

29 de outubro de 2020 : 20h58

A notícia mais comentada do dia foi o encontro de Ciro com Lula, ocorrido em Setembro. O editor do Cafezinho, Miguel do Rosário, e o advogado Fernando Mendonça, discutem o significado político desse encontro, além de outros temas ligados a conjuntura.

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3 comentários

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NeoTupi

30 de outubro de 2020 às 17h44

Notas a serem observadas e cada um tire suas conclusões:
1) O encontro foi no Instituto Lula. Não foi na casa de Ciro, nem de interlocutor comum aos dois.
2) Gustavo Castejon disse que as diferenças políticas continuam as mesmas, mas o que não poderia é haver ataques pessoais. Precisa desenhar?
3) Lula não comentou essa notícia, nem no twitter. Ciro comentou sem citar nomes.
4) Se foi o Globo quem noticiou primeiro, quem vazou não é do grupo de Lula.

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Netho

30 de outubro de 2020 às 15h14

Um erro tático monumental do PDT. Lula e o PT despencam na ladeira escorregadia e fazem soma negativa na conjuntura. Os exemplos em São Paulo, Rio e BH são ululantes da incapacidade de aglutinação do lulo-petismo em rota de esfarinhamento e fragmentação. O simples fato de Lula e o PT aceitarem uma aproximação, ficta, aparente, superficial e precária, nada mais é do que a confissão de fragilidade e encolhimento da estrela que brilhou intensamente mas cujo último brilho foi o da morte no firmamento a caminho do buraco escuro. Até o mundo protozoário sabe que o PT ruma ao mesmo fim de partidos que perderam a raiz e a capacidade de mobilização pela base em decorrência da excessiva burocratização das estruturas partidárias e o endinheiramento das suas principais lideranças; nem se fale nos escândalos em que se meteram, porque sob esse aspecto o PT simplesmente seguiu na trilha dos passos bandeirantes da picaretagem e rapina eleitorais institucionalizadas pelo Caixa 2 na política nacional, conforme meridianamente esclarecido, sem contestação até agora, pelo próprio João Santana, quanto às campanhas de Lula e Dilma, as quais orientou com pleno êxito. O PDT ainda se arrependerá da aproximação que faz nesta altura do campeonato de 2020. Lula e o PT são forças que, na liderança do processo político de forma hegemônica, não mais tem como derrotar a extrema-direita e os filhotes da ditadura enquistados na República das Milícias. Lula e o PT são forças que não tem mais condições políticas e eleitorais de protagonismo, exceto para serem derrotados. Brizola foi quem melhor definiu o PT em priscas eras, percebendo-lhe a dissimulação esquerdista: “O PT é a esquerda que a Direita gosta”. Ciro Gomes nunca foi de centro-esquerda e muito menos de esquerda, mas diante do ”neoliberalismo de esquerda” liderado pelo lulo-petismo, o ex-tucano e ex-arenista acabou sendo confundido como alguém do campo democrático, popular e progressista, dada a guinada radical do ex-metalúrgico em 2003, quando beijou a cruz do FMI e jurou a Carta aos Banqueiros escrita, confessadamente, mais tarde, por Palocci, sob a tutoria da FEBRABAN. A conferir os resultados do próximo 15 de novembro: o PT sairá com número inferior de prefeituras em cidades com mais de 200.000 habitantes, comparadamente ao número existente em 2016. Será a prova material dos erros crassos cometidos por Lula, quando optou por se render ao Judiciário da Casa Grande, em lugar de fazer o mesmo que Evo Morales que se exilou no México e, depois, na Argentina, de onde comandou, juntamente com Garcia Linera e Totoreca Arce, a volta ao poder do MAS. Lula vive hoje mendigando esmolas do Judiciário da Casa Grande e rezando aos ministros por uma interpretação benevolente. Não aprendeu com Corisco porque nunca assistiu ao clássico ”Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Houvesse visto, então Lula saberia que haverá sempre um Antonio das Mortes pronto para liquidar quem nasceu com o pé na Senzala e se mete a andar pelos círculos mais altos de poder e mando. Triste fim do ex-metalúrgico que virou suco na betoneira das empreiteiras e abriu caminho para os filhotes da ditadura voltarem ao poder, eleitos; desgraçadamente.

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    Francisco

    31 de outubro de 2020 às 03h09

    Profundamente abissal e factualmente culminante, como a Fonte da Juventude sonhada e perseguida por Ponce de León.

    Sonhar não custa nada, tocar a mesma nota falsa, sempre, continuadamente, também.

    Afinal, além de lawfare, o que é a sublimada seletiva operação lava-jato, senão uma jurídica-midiática ficção política?

    Mas para que tocar essa real escancarada nota, se passível à realidade medíocre vigente, sublimar o cerne da questão e ruminar como fato, contra todas as evidências factuais contrárias, entre outros, que “o PT é a esquerda que a Direita gosta” e “Lula vive hoje mendigando esmolas do Judiciário da Casa Grande e rezando aos ministros por uma interpretação benevolente”.

    Mas não dá pra dizer que não faz sentido, quando nada faz sentido nesse país, em que o atual eleito para governa-lo não governa, “Bruna surfistinha não surfa, Zeca Pagodinho não canta pagode, Exalta Samba não canta samba, o cantor Belo é feio, a novela das 8 é as 9, o quadro negro é verde, o milho verde é amarelo, a halls preta é branca, calça se bota, bota se calça…” (Welson D)

    Pois faz todo sentido com Zeca Pagodinho a dizer: “Camarão que dorme a onda leva. Hoje é o dia da caça, amanhã do caçador”.

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