Live do Cafezinho: balanço dos partidos de esquerda

Ataques sujos a vice de Martha Rocha causam comoção na Internet

Por Redação

31 de outubro de 2020 : 14h25

Nesta sexta-feira, 30, a revista Veja publicou uma reportagem, no mínimo confusa, sobre o suposto envolvimento do candidato a vice-prefeito do Rio, Anderson Quack (PSB), com a parente de um traficante já morto no Rio de Janeiro.

No título, a Veja afirma que “Parente de traficante foi sócia de empresa de Martha Rocha” e reproduz a tese de que Quack foi sócio de Suellem Lengruber, parente distante de Rogério Lengruber, morto em 1992.

“O produtor cultural Anderson Luiz Alves de Oliveira (PSB), o Anderson Quack, de 43 anos, é um dos sócios da T4 Elétrica, Hidráulica, Projetos e Construções Ltda. A empresa pertencia à amiga dele, Suellem Lengruber de Lacerda. Ela é sobrinha-neta do famoso traficante Rogério Lengruber, um dos criadores, entre o fim da década de 1960 e o início da de 1970, da Falange Vermelha, organização criminosa que deu origem ao Comando Vermelho, a maior facção do estado”

Já em outro momento, a matéria fala de uma forma ainda mais confusa sobre supostos laços de Anderson e seu primo, Tony Ribamar, com a família de Lengruber e reforça um estereótipo negativo sobre a Cidade de Deus, comunidade da Zona Oeste do Rio.

“Os laços de Anderson Quack com a família de Rogério Lengruber são estreitos e têm origem na Cidade de Deus, comunidade carioca dominada pelo Comando Vermelho. Quack e Suellem cresceram no local. Ela não tem ligação com o crime, segundo apurou VEJA. O primo de Quack, Tony Ribamar Alves Martins, é o outro sócio da T4. Os dois foram criados como irmãos. Tony ficou seis anos casado com Suelem. Quando se separaram, Quack foi chamado para fazer parte da empresa em substituição a ela. A T4 tem capital social de 50 mil reais, de acordo o contrato social ao qual VEJA teve acesso. A principal atividade é a instalação e a manutenção elétricas”

A reportagem, acusada por muitos de ter um viés racista, foi reproduzida por um cientista político conhecido por suas relações com Lula, de quem já foi uma espécie de consultor político, e também por sua quase obsessão em atacar o vice-presidente Nacional do PDT, Ciro Gomes.

Emir Sader, também cientista político e com antigas relações com o PT, também reproduziu a matéria.

Fonte: Reprodução / Twitter

O presidente da Central Única das Favelas (CUFA), Preto Zezé, repudiou o ataque da Veja e prestou solidariedade a Anderson Quack.

Já o cantor e compositor, MV Bill, também prestou sua solidariedade ao amigo socialista.

Fonte: Reprodução / Twitter

Outras personalidades como a apresentadora da GloboNews, Aline Midlej, o vice-presidente Nacional do PDT, Ciro Gomes, o humorista Marcelo Adnet e a candidata a prefeita do Rio pelo PSOL, Renata Souza, também se pronunciaram no Twitter.

Fonte: Reprodução / Twitter
Fonte: Reprodução / Twitter
Fonte: Reprodução / Twitter

No mesmo dia, o candidato a vice-prefeito Anderson Quack sofreu outro ataque, ainda mais explicitamente racista:

Alguns desses perfis apagaram algumas dessas postagens, mas sem oferecer, até o momento, nenhuma explicação e nenhum pedido de desculpas.

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4 comentários

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Cesar Silva

01 de novembro de 2020 às 19h10

Perdida no meio do texto encontramos a afirmação: “Ela não tem ligação com o crime, segundo apurou VEJA.” Falta explicar agora o motivo da reportagem.

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Marco Vitis

31 de outubro de 2020 às 23h10

Esses petistas, esses petistas…
Quando alguém diz que os fanáticos petistas são iguais aos fanáticos bolsominios, tem gente que se enfurece. Infelizmente, alguns petistas são infames. Há muito tempo.
Vamos rememorar: em 1994 a mesma Veja destruiu a vida política (e social) do digno gaúcho Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara Federal. A Veja fez uma matéria e, mesmo tendo descoberto que a informação era falsa, soltou a revista e escondeu a verdade. Ibsen foi cassado. Quem forneceu a informação FALSA ? José Dirceu. Sim, o Zé Dirceu do PT. O valor na conta não era US$ 1 MILHÃO, mas apenas R$ 1 MIL. Uma pequena e insignificante diferença. Ibsen faleceu em Janeiro deste ano, com sua honra restabelecida depois de anos de sofrimento.
Esse DCM citado pelo Emir Sader (ou sádico?) faz jornalismo de esgoto. E, hipocritamente, criticam o “jornalismo” da Veja e da Globo. Quem pratica ações odiosas, cultiva o ódio contra si.

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Alexandre Neres

31 de outubro de 2020 às 16h19

Ataque sórdido que desvela o racismo estrutural que permeia a nossa sociedade. A Veja, bem, é a Veja!

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Partagas

31 de outubro de 2020 às 14h51

Uma espécie de Queiroz.

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