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Veja divulga áudio de Tulio Gadelha que liga Marília Arraes à prática de “rachadinha”

Por Redação

23 de novembro de 2020 : 22h24

A campanha em Recife está com ares de novela mexicana. A cada momento, uma reviravolta.

O último escândalo é o vazamento de um áudio do deputado federal Tulio Gadelha (PDT-PE), pela revista Veja, no qual ele afirma que sua colega Marília Arraes (PT-PE), que hoje disputa o segundo turno no Recife, lhe teria sugerido juntar dinheiro para campanha através da prática de “rachadinhas”.

O áudio pode ser ouvido ao final do post, ou baixado aqui.

Trecho da matéria:

(…)

No último sábado, o deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE) anunciou seu apoio à candidata petista Marília Arraes na disputa pela prefeitura do Recife. Em suas respectivas redes sociais, os dois comemoraram a aliança, que rendeu críticas da direção nacional do PDT, que apoia o concorrente do PSB na capital pernambucana, João Campos. Ao contrariar a orientação de sua própria sigla, Gadêlha levou em consideração a sua relação pessoal com Marília. Colegas na Câmara dos Deputados, eles são velhos conhecidos. E Marília lhe serviu como uma espécie de tutora de finanças quando Gadêlha ainda cogitava se lançar na disputa pela prefeitura do Recife. É o que revelam áudios obtidos com exclusividade por VEJA.

Nos áudios, Gadêlha relata conversas que teve como Marília, nas quais teria recebido dela a sugestão para embolsar parte dos salários dos servidores de seu gabinete, como forma de financiar sua futura campanha eleitoral. A prática, conhecida como “rachadinha”, é a mesma que levou o Ministério Público do Rio a denunciar o senador Flávio Bolsonaro por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Nas gravações, Gadêlha diz que, em uma das conversas, Marília lhe perguntou: “Tu tá juntando fundo de caixa para a campanha? “Eu disse: ‘Tô vendo se junto um dinheirinho, tenho que pagar algumas coisas da campanha’”, teria respondido o deputado, segundo reproduziu no áudio.

Gadêlha ressaltou que aquela conversa deveria ficar entre ele e um dos intelocutores para quem ele contou a história: “Mas fica entre a gente, né?”, diz o deputado em um trecho da gravação. O parlamentar conta no áudio que Marília Arraes sugeriu a ele que juntasse 30 mil reais para o caixa de campanha. O deputado disse que não daria para juntar tanto dinheiro. Marília, no entanto, reafirmou que era necessário juntar os 30 mil, segundo reproduziu o deputado: “Não, 30 mil, tem que juntar da assessoria”, afirmou Marília, conforme reproduziu Túlio na gravação.

Gadêlha, na gravação, garante ter respondido para Marília que não pegaria dinheiro dos salários funcionários do gabinete: “Aí eu disse: ‘Não, não faço isso não, porque o que cada um recebe…’”. Foi quando Marília, segundo o deputado, concluiu que essa prática de pegar dinheiro de assessoria é comum entre os parlamentares: “Ah, Túlio, todo mundo faz isso, todo mundo faz”, ela teria dito, segundo reproduziu Túlio Gadêlha. (…)

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10 comentários

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glasemir Bueno da Luz

26 de novembro de 2020 às 22h04

Ciro candidato ´pe o fuim do mundo o Brasil vira uma colonia de coroneis corruptos e ladroes e volta os roubos da esquerda maudita.

Ciro, Lula, tudo lixo

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Francisco*

24 de novembro de 2020 às 14h02

Depois que os candidatos ‘progressistas’, Márcio França e Delegada Martha naufragaram no sudeste, ficou feia a coisa pras bandas do consórcio PDT-PSB também no nordeste, a ponto de fazerem uso até da falecida notória Veja e da viva língua sem freio, que deslocou-se para lá em tentativa desesperada de conter o novo naufrágio que se anuncia, agora em segundo turno, no Recife.

Não precisa dizer que a ‘língua desvairada’ disparou ‘de novo e novamente’ no próprio pé, só pra não variar, causando dano colateral ao uma das inúmeras balas perdidas achar o peito largo da ex-presidente Dilma Rousseff, que reagindo fulminou a linguaruda com dois tiros à queima roupa:

“Ciro comete um equívoco ao afirmar, em Pernambuco, que quando assumi o governo havia uma taxa de desemprego de 4% e quando saí da presidência o índice estava em 14%.
Os dados verdadeiros do IBGE são bem diferentes.
Eu assumi, em janeiro de 2011, com a taxa de desemprego em 6%. Quando meu primeiro mandato acabou, em 2014, o desemprego médio foi de 4,8%.
Naquele ano, inclusive, foi registrado o menor índice mensal da série histórica, 4,3% em dezembro.”

“Em 2015, já em pleno processo de sabotagem do governo e crise produzida pelo processo de impeachment, o desemprego médio anual registrado foi de 8,8%.
E em 2016, já sob o Governo Temer, pois fui afastada do cargo em maio, a taxa média de desemprego subiu para 11,5%.
Durante o governo Lula e o meu governo, nós criamos 19,6 milhões de empregos formais, com carteira assinada. Um recorde histórico.
A verdade é que o emprego foi destruído no Brasil pelo mesmo golpe que destruiu a democracia.”

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Jorge de souza

24 de novembro de 2020 às 12h51

Vocês do cafezinho além de serem desonestos bloqueiam comentários que não gostam…

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Silva

24 de novembro de 2020 às 12h40

CPI neles ! Em todos políticos !

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Raja

24 de novembro de 2020 às 12h08

PT sendo PT

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Jorge de souza

24 de novembro de 2020 às 11h33

Esse cafezinho merece o Ciro Gomes, irresponsáveis…

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Genoveva Maria

24 de novembro de 2020 às 10h44

REPENSAR O VOTO DO RECIFENSE

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Genoveva Maria

24 de novembro de 2020 às 10h44

MAIS UMA FORMA DE REPENSAR O VOTO DO RECIFENSE

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LAUCIDIO ROSA DA SILVA

24 de novembro de 2020 às 09h21

nojo desse cafezinhotucano isso e mais uma armação sem vergonha desqualificada

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Alex

24 de novembro de 2020 às 06h53

Se bandearam pros lados da direita, apelando pra Veja? Que vergonha.

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