Live do Cafezinho (19h): que segurança pública que queremos?

Em 2020, Partido Novo derrete 15% e PSOL cresce 19% em filiados

Por Redação

11 de janeiro de 2021 : 10h26

O apurado das urnas em 2020 trouxe a luz do dia o derretimento do Partido Novo, legenda ultraliberal criada por João Amoêdo.

Ao todo, o partido teve uma queda de 15% (7,1 mil filiados) entre janeiro e novembro de 2020, foi o maior derretimento entre os 30 partidos existentes no Brasil. Se antes o Novo tinha 48.378 filiados, agora têm apenas 41.220.

Do lado oposto, o PSOL saltou 19% nas filiações nos onze meses de 2020, saindo de 184.257 para 219.989 filiados.

Presidido nacionalmente por Juliano Medeiros, a legenda ganhou destaque no ano passado com a vitória de Edmilson Rodrigues em Belém e com o trunfo de Guilherme Boulos que disputou o 2° turno contra Bruno Covas (PSDB) em São Paulo.

Fonte: TSE / O Globo

Liderado pela ex-senadora Marina Silva, a Rede Sustentabilidade apresentou maior variação, foram 43%. Porém, a legenda de centro esquerda têm menos de 40 mil filiados e continua sendo um dos menores partidos do Brasil ao lado do próprio Partido Novo, PSTU, PCB, PCO, UP e PMB.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

9 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Eudoro

11 de janeiro de 2021 às 23h21

SOBRE A SUGESTÃO DE RUY CASTRO PARA QUE BOLSONARO SE SUICIDE

Ricardo Nêggo Tom

Cantor e compositor.
Ruy Castro e o suicídio de Bolsonaro

O mundo já presenciou Bolsonaro cometer irresponsabilidades bem maiores e muito mais passíveis de punição jurídica que não despertaram toda essa sanha, demonstrada agora contra Ruy Castro e Ricardo Noblat
11 de janeiro de 2021, 22:45 h

O jornalista Ruy Castro é o novo alvo da patuleia bolsonarista e do seu discurso hipócrita de respeito às pessoas e à democracia. Ao escrever um artigo na “Folha de S.Paulo” sugerindo que Donald Trump se suicide e que Jair Bolsonaro imite o gesto, ele entrou na mira do Ministro da Justiça, André Mendonça, que disse que vai requisitar a abertura de inquérito policial para investigar a conduta de Castro, e também do jornalista Ricardo Noblat, que compartilhou um trecho do artigo no seu perfil do Twitter. Segundo Mendonça, “apenas pessoas irresponsáveis cometem esse crime contra chefes de estado”. O mundo já presenciou Bolsonaro cometer irresponsabilidades bem maiores e muito mais passíveis de punição jurídica que não despertaram toda essa sanha.
PUBLICIDADE

Se voltarmos ao tempo, encontraremos algumas declarações dadas pelo atual presidente da república quando era parlamentar, que até o mais irresponsável dos seres humanos teria receio de manifestá-las publicamente. André Mendonça classificou o texto de Ruy Castro como um “desrespeito à pessoa humana, à nação e ao povo de ambos os países. Eu, particularmente, não me senti desrespeitado. Mesmo não concordando com a ideia, e, menos ainda, com a narrativa empregada por Ruy em seu artigo. No entanto, quem já ouviu Bolsonaro dizer “E daí?” para a morte de milhares de pessoas, não há de se horrorizar com um texto, digamos, não muito feliz. Apesar de estarmos falando de um dos maiores escritores e biógrafos do país.

O que diria o Ministro da Justiça, de alguém que declarasse que a ditadura militar deveria ter matado mais, porque matou pouco? E de alguém que dissesse que só uma guerra civil que matasse, no mínimo, uns 35 mil, daria um jeito no país? E de alguém que dissesse que o presidente do seu país deveria levar um tiro na cabeça? E de alguém que dissesse que a presidenta da sua nação deveria sair do cargo de qualquer maneira. Fosse infartada ou com um câncer? E se o ministro Mendonça descobrisse que o autor de frases tão desrespeitosas à pessoa humana, hoje é o seu chefe e preside o país?

Se eu fosse adepto do desrespeito à pessoa humana, eu mandaria o ministro da Justiça ir carpir um lote, porque ele deveria estar com muito tempo vago para se ocupar em punir judicialmente um jornalista que escreveu um artigo que ele não gostou. Porém, eu prefiro fazer o chefe do judiciário refletir acerca da conduta do governo do qual ele faz parte, e, principalmente, daquele que como chefe de estado, deveria dar exemplo aos demais. Talvez o ministro devesse abrir inquérito policial para investigar a conduta de alguém que, em plena pandemia, estimula as pessoas a arriscarem suas vidas provocando aglomeração e desrespeitando as normas estabelecidas pelos órgãos de saúde.

Eu sugeriria ao ministro da Justiça investigar a conduta de quem está promovendo boicote a uma vacina que pode salvar a vida milhões de pessoas e que já relativizou a morte de outras milhares, dizendo que todo mundo vai morrer um dia. Entendo que a mensagem de Ruy Castro deva ser sinalizada como um alerta de gatilho, por sugerir a depressão como fator motivador para o suicídio de Trump, e por citar métodos de como consumar o ato, valendo-se de uma descrição torpe. Ainda mais nesse momento em que o psicológico de muitas pessoas encontra-se abalado e pensamentos suicidas podem vir à tona para algumas delas. Agora, querer apresenta-lo como um criminoso, tendo na presidência um apoiador da tortura, é típico da esquizofrenia ideológica que pauta o bolsonarismo.

Uma gente que foi capaz de fazer deboche com a morte brutal da vereadora Marielle Franco e de se deleitar com uma capa da “Veja” que estampava a cabeça de Lula decapitada, quer tentar nos convencer de que possuem os melhores sentimentos dentro de si. Aliás, até a própria revista “Veja” emitiu nota de repúdio ao artigo de Ruy Castro na ‘Folha”. Ao que parece, a hipocrisia é a principal virtude dos conservadores. Logo eles, que elegeram o maior dos irresponsáveis como presidente da república. Um homem que do alto de um palanque, disse que iria metralhar opositores e varrê-los do mapa.

Desejar a morte de alguém é tão abominável quanto defender a pena de morte. É tão abjeto quanto deixar de evitar a morte de milhares de pessoas durante uma pandemia, apenas por ideologia política. É tão repugnante quanto prescrever medicamentos sem autorização médica e que podem colocar a saúde das pessoas em risco, levando-as, inclusive, a óbito. Na verdade, Bolsonaro já se suicidou. E não por sugestão de ninguém. O fez deliberadamente sendo o que ele é, em todos esses anos de vida pública. Ao término de seu mandato, seja por impeachment ou seja cumprindo-o até o fim, ele apenas terá a sua existência embebida de ódio e intolerância sepultada no lixo da história.

O texto de Ruy Castro é forte, e, infelizmente, reflete um pensamento que não é só dele, diante da conduta do mandatário do país no enfrentamento de uma pandemia que afetou a vida de todos os cidadãos do mundo. Não compactuo, mas opto pelo perdão que a licença poética do escritor lhe permite receber. O mesmo perdão que um pai amoroso concederia ao seu filho corrupto, que construiu patrimônio promovendo “rachadinhas” e outros esquemas de corrupção, desviando verbas públicas de uma finalidade social mais nobre. Como, por exemplo, evitar o suicídio de pessoas desesperadas por que o governo suspendeu o auxílio emergencial, as deixando sem nenhuma renda em meio ao caos social que o vírus nos colocou.

Que os fãs do presidente fiquem tranquilos. Ele não irá se matar, porque não é homem de aceitar sugestões. Se deixou de aceitar os conselhos de Luiz Henrique Mandetta, quando este era o seu Ministro da Saúde, ignorando que poderia estar colocando em risco a vida de milhões de pessoas, não será o de Ruy Castro que ele aceitará. Até porque a sua especialidade é matar e não se suicidar. E que ele viva muito, para pagar pelas vidas que ele está ajudando a ceifar com sua inaptidão, incompetência, irresponsabilidade e omissão.

Responder

Alan C

11 de janeiro de 2021 às 19h33

Se os votos de quem disse que votou no Amoedo pudessem ser computados, ele teria sido eleito no primeiro turno rs

Responder

EdsonLuiz.

11 de janeiro de 2021 às 18h27

Quando miradas por um olhar dicotômico, as forças políticas são dissolvidas e embrulhadas em dois sabores ideológicos. Tem o bom e o mau, o progressista e o atrasado, a direita e a esquerda.

Claro que o bom, o progressista sou eu. Quando eu sou de direita, ser isso é o bom, o bem e o progresso; quando eu sou de esquerda, ser isso é o bom, o bem e o progresso.

O nome disso é maniqueísmo. Quem faz isso é maniqueísta.

O PSOL não é o demônio. O PSOL é uma agremiação política que aglutina filiados para pensarem e promoverem uma visão de mundo baseada na matriz marxista.
O NOVO não é o demônio. O NOVO é uma agremiação que aglutina filiados para pensarem e promoverem uma visão de mundo baseada na ideia conservadora.

Afora estas duas forças políticas, tem as exclusivamente liberais, de centro-esquerda e de Centro-Direita. E tem a duas forças nos extremos. Todas legítimas, mesmo as que defendem ideias totalitárias (desde que atuem dentro da institucionalidade). Já populistas corruptos ou milicianos são outras coisas, menos aconselháveis e nada legítimos.

Viva as forças políticas legítimas! Abaixo os que demonizam a política desqualificando seus adversários de ideias e tratando-os como inimigos!

Responder

    Rafael Hernandes

    12 de janeiro de 2021 às 16h14

    ÓTIMA ANALISE, EDSON.

    Responder

JOHN

11 de janeiro de 2021 às 14h48

Esse tal NOVO é tão retrógrado, que está morrendo de velhice.Partido de rico que quer permanecer rico e poderoso e ter sempre escravos para trabalharem para eles.

Responder

EdsonLuiz.

11 de janeiro de 2021 às 13h58

Precisamos ter partidos políticos bem definidos no Brasil.

Estou muito animado com a construção do PSOL como partido de esquerda. Espero que o NOVO consiga se construir como partido de direita.

Também nós social-democratas precisamos aglutinar os fragmentos de centro-esquerda e constituímos um partido desse sabor ideológico.

Responder

EdsonLuiz.

11 de janeiro de 2021 às 13h52

Para mim, pelos critérios que uso para definição do espectro ideológico, o PSOL e o NOVO tendem a se tornarem os partidos de direita e de esquerda respectivamente ni Brasil. O PSOL coerente à esquerda por sua composição, de predominância marxista e com uma participação minoritárias de liberais radicais de esquerda; o Novo coerente à direita, com composição predominante de conservadores, com participação, não tão minoritária de liberais radicais de direita.

Deixei minha opinião sobre o PSOL na notícia aqui mais abaixo, do dia 09/01, sobre iniciativa do prefeito Edmílson Rodrigues, de Belém do Pará.

Responder

Batista

11 de janeiro de 2021 às 13h38

Resumindo o que interessa, para se ter uma noção de como o PT vem despencando:

Os cinco maiores partidos em número de filiados, ao final de 2020:
1) MDB – 2.166.146
2) PT – 1.544.660
3) PSDB – 1.375.212
4) PP – 1.348.409
5) PDT – 1.171.192
6) PTB – 1.102.372

Os cinco maiores partidos em número de filiações em 2020:
1) PV – 186.306 (com crescimento de 102%, demonstrado como sendo 2% no quadro exibido)
2) PSL – 118.002
3) PSD – 82.997
4) PP – 72.273
5) PT – 69.359
6) Rep. – 62.253

Quanto ao velho NOVO, nada de novo, apenas os banqueiros resolveram abandonar o partido que criaram para substituírem o esgarçado PSDB (quando fosse chegada a hora), em função da dificuldade em manterem disciplinados os devotos do NOVO, que acreditando na tal estória do ‘mérito’, estão a reivindicar a direção do partido para si próprios, sem perceberem que o combustível que o sustenta até então, é banqueiro até a alma do cofre, desde a elaboração do dito por coroados ‘iluminados bufunfeiros’, na Casa das Garças, lá pelos idos de 2009/2010.

Quanto ao velho PT, nada de novo, continua despencando para cima, para desespero de uns e outros, mais pra uns que pra outros.

Responder

Alexandre Neres

11 de janeiro de 2021 às 11h39

Nada mais anacrônico e caquético do que o Novo. Partido supostamente (neo)liberal que vota junto com Bolsonero na quase totalidade dos casos, o qual segue o receituário do Orban da Hungria que é antiliberal. Vai entender…

Responder

Deixe uma resposta