Paris Café: O que esperar da classe média para 2022?

Para Lavareda, do Ipespe, Lula é o grande eleitor de Bolsonaro

Por Redação

05 de março de 2021 : 13h40

Um artigo publicado no Valor de hoje, assinado por César Felício, editor de política do jornal, traz comentários de alguns experientes analistas de pesquisa de opinião, como Antonio Lavareda, do Ipespe, Maurício Moura, do Instituto Ideia Big Data, e Márcia Cavallari, da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec). O Ipec é o ex-Ibope.

Para Lavareda, o grande eleitor de Bolsonaro, mais decisivo do que o eleitor evangélico e conservador, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, “o antipetismo ainda é mais relevante que o antibolsonarismo. Se Lula estiver no segundo turno contra Bolsonaro, a eleição presidencial parece resolvida a favor do atual presidente”.

“Percebemos nas simulações que fazemos que, quando Lula é colocado na lista de candidatos, Bolsonaro cresce. Lula tem rejeição absolutamente cristalizada e acirra a polarização”, diz Lavareda.

A afirmação é partilhada com os outros analistas.

Cavallari, do Ipec, opina que “se em vez de Lula o candidato petista for Fernando Haddad, o panorama fica um pouco menos risonho para a reeleição de Bolsonaro”.

Apesar do cenário econômico devastado, com perspectivas ainda mais sombrias para 2021 e 2022, e um presidente tremendamente mal avaliado no quesito combate à pandemia, Bolsonaro mantém uma liderança muito sólida e isolada nas pesquisas para 2022, derivando sua força principalmente do antipetismo – é o que diz o artigo do Valor, a partir das entrevistas com diretores de institutos de pesquisa.

Após alertarem para o perigo da polarização com Lula beneficiar Bolsonaro, os pesquisadores analisam outros candidatos. Para eles, João Doria ficou isolado, sem apoio na esquerda ou na direita, além de estar em crise com o próprio partido. “Ele não tem a direita, não tem a esquerda e não tem o centro”, comenta Lavareda.

Sobre o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), o artigo do Valor traz um comentário lacônico: “o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) faz muito sucesso nas redes sociais, mas não sai do lugar. Essencialmente dialoga com um público fiel”.

O artigo menciona ainda o apresentador Luciano Huck e a empresária Luíza Trajano, como possíveis nomes que poderiam oferecer algum risco à eleição de Bolsonaro, mas eles precisariam iniciar sua campanha desde já, para suas imagens se fixarem na cabeça dos eleitores.

Segundo o texto, sem uma alternativa à polarização, “Bolsonaro parece livre para fazer qualquer bobagem e ainda assim ser reeleito”. O presidente apenas precisa ficar atento a dois limites: “sua popularidade não pode baixar o patamar de 20% de aprovação e o mercado precisa seguir vendo-o como o mal menor. ”

***

Íntegra do artigo:

O grande eleitor e o fator de ruptura

Bolsonaro tem a sorte de poder contar com a oposição

A pandemia e a dificuldade do presidente Jair Bolsonaro em lidar com ela superaram as expectativas mais negativas do mais delirante pessimista. Tudo que pôde dar errado deu, desde escolhas equivocadas na definição das vacinas a serem usadas até o surgimento no país de uma variante especialmente maligna, pouco antes do início da imunização.

O próprio presidente também foi muito além do que se podia imaginar para quem esperava dele um papel de liderança. No dia em que a Nação começava uma escalada rumo ao abismo, à vertigem de mais de um morto por minuto, essa foi a palavra do chefe de Estado: “Nós temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”.

Na sequência, quem começou o mimimi foi ele: “Fui eleito para comandar o Brasil, espero que este poder me seja restabelecido. eu sou um democrata, criticam decisões que tomam contra mim e eu não reajo”, argumentou.

Soma-se a esse desastre verbal a circunstância econômica. O auxílio emergencial virá, menor do que o do ano passado. Compensações para a redução de jornada e salário serão feitas, também, mas inferiores O espaço fiscal para crédito a empresas em dificuldades tende a ser mais reduzido. Estas três variáveis significam que a economia ficará muito mais exposta à devastação da pandemia neste primeiro semestre do que ficou em 2020.

Tudo isso desgasta o presidente, cuja popularidade encolhe na pobreza sem auxílio e cuja rejeição cresce nos segmentos urbanos desesperados com a lentidão da vacinação. O normal, nessas circunstâncias, seria considerar as perspectivas políticas de Bolsonaro sombrias. Foi um combo parecido com esse que terminou por derrotar Donald Trump. Mas aqui não é assim.

Nada, por agora, retira a dianteira de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022, mas antes a condiciona. O presidente torna-se mais dependente de variáveis que não controla.

“O Bolsonaro presidente não tem muito o que entregar para o Bolsonaro candidato”, comentou Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe, experiente em pesquisas de opinião. O grande eleitor de Bolsonaro, mais decisivo do que o eleitor evangélico e conservador, é a oposição, mais precisamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O antipetismo ainda é mais relevante que o antibolsonarismo. Se Lula estiver no segundo turno contra Bolsonaro, a eleição presidencial parece resolvida a favor do presidente.

“Percebemos nas simulações que fazemos que, quando Lula é colocado na lista de candidatos, Bolsonaro cresce. Lula tem rejeição absolutamente cristalizada e acirra a polarização”, diz Lavareda.

O ex-presidente por ora está inelegível, dado que tem condenação por órgão colegiado, o que o enquadra na Ficha Limpa. A reversão desta restrição pelo Judiciário, contudo, está longe de ser improvável. A candidatura de Lula, mesmo fadada à derrota, é atraente para o PT. O partido talvez se preocupe mais em manter sua gorda fatia do fundo partidário e uma bancada expressiva no Legislativo do que tirar Bolsonaro do poder.

Se em vez de Lula o candidato petista for Fernando Haddad, o panorama fica um pouco menos risonho para a reeleição de Bolsonaro. “A personalidade política de Haddad está menos sedimentada para o eleitor. Embora ele tenha disputado em 2018, não ficou em evidência ao longo dos últimos anos e o eleitorado vai se modificando”, diz Márcia Cavallari, da Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a empresa para onde migrou boa parte do corpo técnico do antigo Ibope.

As opções contra a polarização patinam. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), antagoniza Bolsonaro com todas as pontes com o eleitor de esquerda rompidas, depois das campanhas de 2016 e 2018. Também briga dentro do seu próprio partido. “Ele não tem a direita, não tem a esquerda e não tem o centro”, comenta Lavareda. O ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) faz muito sucesso nas redes sociais, mas não sai do lugar. Essencialmente dialoga com um público fiel.

Para barrar o Fla X Flu entre Bolsonaro e PT, o mais factível seria o surgimento de uma novidade desestruturante, um fator de ruptura. Para Maurício Moura, do Instituto Ideia Big Data, que está permanentemente testando cenários para a eleição de 2022, a empresária Luiza Trajano tem potencial para exercer este papel. “Ela dá um passo além de ser uma simples novidade. É uma empresária, conhecida por ter lojas no Brasil inteiro com seu nome, que dificilmente se enquadra em um cenário de polarização”, comenta.

Em relação ao fator potencialmente disruptivo mais comentado, que seria uma candidatura do apresentador Luciano Huck, ela teria a vantagem de poder navegar em faixas do eleitorado nas quais ele tem dificuldades. Huck vai bem no eleitorado feminino, mais pobre, menos instruído, mais jovem, do Nordeste. É um eleitor semelhante à sua audiência. Luiza transita nesta faixa por inteiro, mas é capaz de entrar em um segmento de renda mais alta no Sudeste que não assiste o Caldeirão.

O ponto fraco de Luiza Trajano, caso ela se anime a se apresentar, é o fato de talvez chegar tarde demais. Tanto Lavareda, quanto Moura e Márcia Cavallari veem um cenário em 2022 adverso a entrantes de última hora.

“A atividade política hoje ganhou uma dinâmica inversa à que vínhamos tendo. Antes podia ser estratégico um candidato novo mas relativamente conhecido ter a menor campanha possível. Hoje a campanha precisa ser longa, para que dê tempo inclusive de se reagir a toda maré de informações negativas que podem surgir”, disse Moura.

“Não basta ser simpática e ter empatia, como Luiza Trajano tem. É necessário também ser vista como presidenciável. Huck faz este esforço há cinco anos e ainda não terminou este processo de construção”, comentou Lavareda.

Sem fato novo que surja a galope e com a improvável sociedade estabelecida com o PT, Bolsonaro parece livre para fazer qualquer bobagem e ainda assim ser reeleito. Da parte que cabe a si, e não à ajuda involuntária dos adversários, precisa ter atenção a dois limites: sua popularidade não pode baixar o patamar de 20% de aprovação e o mercado precisa seguir vendo-o como o mal menor. Do contrário até a conclusão do mandato está em risco.

César Felício é editor de Política. Escreve às sextas-feiras
E-mail: cesar.felicio@valor.com.br

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44 comentários

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Xhyko

07 de março de 2021 às 12h54

Depois que tiraram a Dilma, o que foi feito de bom no País, além de tirarem alguns bilhões de dólares das reservas que Lula e Dilma construíram no Banco Central?

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Xhyko

07 de março de 2021 às 12h49

A hora que o eleitor souber que graças as reservas que Lula e Dilma fizeram que foi a salvação para o Bolsonaro e o Guedes tivessem algum dinheiro para botar no auxílio e na saúde, eles irão ver que o Brasil não pode prescindir de administrações do PT, seja com Lula, Haddad ou qualquer outro nome.

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Helio

07 de março de 2021 às 11h57

Passo aqui somente para me divertir. Esse blog virou a alavanca que trabalha para rachar a esquerda e tem conseguido algumas trincas, que podem garantir “nova viagem para Paris” (Irá o jornalista junto para carregar a (o) mala do Ciro? – Perguntar não ofende, já foi bordão de programa humorístico e como falei, venho aqui para dar risada). Topam qualquer coisa: Huck (para nos dar uma dentadura), M. Luiza (a patroa boazinha que vem para cuidar dos pobres) ou o Bolsonaro, contanto que não seja o Lula.
Apenas uma humilde sugestão, um pouco de sutileza (inteligência na abordagem) no programa, poderia dar um pouco de seriedade às matérias escolhidas.

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    Claudia

    07 de março de 2021 às 15h45

    Tenho que concordar, é puro absurdo! Me mostra as pesquisas serias de fato que apontam bolsonaro eleito em 2022? Aquelas onde só os robos dele respondem e as empresas de pesquisas são pagas? Como explicar bolsonaro eleito em 2022 e hoje ter a maior rejeição da história? Fala sério !

    Responder

Zi a

06 de março de 2021 às 16h02

So para terminar
Ciro presidente lula vice
Dirceu ja disse a esquerda tem que ser humilde
Fazer igual na argentina igual iria ser no equador
Vejam a geopolitica .

Responder

Zica

06 de março de 2021 às 15h57

Eu so voto no PT mas haddad desarmentista essa peoxima eleiçao vou votar no pco deputados e vou ver se o ciro tem que ideia sobre as armas na maos de pobre igual eu
Se for desarmamentista tambem voto nulo pela primeira vez pois a unica coisa razoavel que bossonaro fez foi tirar das maos do delegado elite o poder de vetar seu processo para compra de armamenro
Essa esquerda de hoje. Dia esqueceu do trabalhador e apenas vive falando de feminismo e homosexualismo a moda atual do globalismo
Mulher e homosexual tambem e trabalhador se ajudar o trabalhador todos se levantam juntos
Parem de dividir a raça em setores oportunistas atras de votos
Pois o que teve de gay e mulher votando em bossonaro vcs nem tem noçao
Se afastaram do povao a anos
Divindindo a raça com pautas que nao resolveram problemas alguns
Ou todo munta ta junto ou essa democraicia e so para ingles ver

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Zequinha

06 de março de 2021 às 13h36

A elite RASTAQUERA da Faria Lima treme só de pensar que se o Lula voltar ela vai ter de acertar as contas com o povo! O povo não engole mais essas reformas gatinhas. O Brasil é do povo, e não desses malandros do mercado. Vão ter de trabalhar e investir no país seus malandros. Chega de rapinagem barata pra atender interesses estrangeiros.

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José Gerardo Damasceno

06 de março de 2021 às 11h20

Os autores deste trabalho deixam de considerar toda a sujeira da qual o Lula
foi vítima, e mesmo assim ainda resiste. Desconsideram também que os podres da Lava Jato estão sendo divulgados, o que absorve o Lula.
Desconsideram que a cada dia o Bozo pratica mais morticínio e que as pessoas começam a repensar seus erros ao ter optado pelo genocida.

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Zica

06 de março de 2021 às 10h46

Parte da esquerda continua acreditar em institutos de pesquisas onde o mercado é o patrão .
Eles tem medo do lula do ciro e no final o huck rsrs
So faltou falar que para ganhar a eleiçao o certo era os canditados ja colocarem o Guedes como ministro da economia rsrs
O unico nucleo que apoia o bossonaro é os pros armas se o PT não for retrogodo as armas bossonaro não passa nem para o segundo turno
Sobre haddad ele é muito mais fraco que o lula
Entao essa pesquisa é ridicula

Responder

Walter

06 de março de 2021 às 09h35

Se fosse verdade já tinham devolvido a muito tempo os direitos políticos do Lula.
Eles sabem (temem) que Lula é Lula, enquanto Bolsonaro é o que é.

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marcos conceição

06 de março de 2021 às 08h10

acho que as pessoas que votaram no pt em 2018 não mudaram o seus votos então o pt ja estara no sequndo turno sem fazer nada e a direita esta rachada antes em 2018 toda direta estavam juntas com a globo e toda a imprensa golpista agora não e mesmo assim o pt perdeu com uma diferença de 10 milhãoes de voto

Responder

    Brown

    06 de março de 2021 às 09h44

    E como se explica que, no cenário com Lula, bolsonaro cresce?

    Responder

      Francisco

      06 de março de 2021 às 14h44

      Bolsonaro não cresce, salvo se ao colocarem a opção Lula no lugar da opção Haddad, substituírem uma opção tipo Sergio Moro por uma opção tipo Mandetta, quando então os antes optantes em Moro irão todos praticamente para Bolsonaro.

      Para constatar isso, basta dar uma olhada na pesquisa do manjado Paraná, ainda disponível nos destaques do Cafezinho, e confirmar que é exatamente o contrário que ‘Labareda’ afirma.

      O que ‘Labareda’ e os outros estão a fazer é tentar vender a encomenda que o Lula está off, exatamente por saberem estarem sendo reunidas todas as condições para que daqui em diante deixe o ON, em que já se encontra, e passe para o ON piscante, quando nem mais, operação lavajateira II, comandante do exército e ‘retroescavadeira amiga’, impedirão que chegue novamente a presidência do Brasil, ele próprio ou outro, representando o PT.

      Daí o desespero do inimigo e dos ‘mui amigos’, e os Paranás, os ‘Labaredas’ e esse mais dos mesmos, contratados para fazerem qualquer coisa que seja, pró esses que atolaram o Brasil no brejo com o golpe em Dilma e de quebra elegeram Bolsonaro para desgoverna-lo e destruí-lo.

      Responder

    Francisco*

    06 de março de 2021 às 11h53

    Como foram em torno de 10 milhões de votos válidos e disputa entre dois candidatos, faltaram na realidade 5 milhões de votos + 1 para que Haddad vencesse o ‘tragédia anunciada’, e caso houvesse mais uma semana isso teria acontecido, mesmo ‘sem campanha’ no segundo turno.

    Pois não podemos esquecer que a mídia golpista da classe dominante interditou a campanha no segundo turno, de modo que inéditamente não acontecesse, ignorando completamente a fuga do ‘tragédia anunciada’ de qualquer debate e/ou entrevista independente, pois sabia que havendo contraditório, com ao menos um debate entre os candidatos, que também não aconteceu, Haddad venceria com um pé nas costas e essa mídia da desinformação, não poderia deixar que isso acontecesse de forma alguma, afinal foi sócia na lavajateira para que o “PT Nunca Mais” ocorresse, ou não, Pereira, Leitão & Irmãos Marinho?

    Responder

Thiago

06 de março de 2021 às 03h09

Bolsonaro ta ai, rindo da morte de milhares de brasileiro por dia, se um filho da **** vai la e vota no cara mesmo assim, culpa não é do Lula, não é do Papa, não é de ninguem. Apenas desse perverso nefasto que resolveu votar no Bolsonaro. Qualquer pessoa minimamente decente, vai votar contra Bolsonaro, seja quem for: Lula, Haddad, Ciro, Huck, Joaozinho das Couves. Ter que ler essa desculpa que votou no BOlsonaro porque era PT, já era nojenta em 2018, e vai ser ttoalmente repugnante em 2022. Não sei porque esse tipo de matéria ganha espaço, pra dizer que se fosse o Ciro , ele teria chances ? Vamo fica batendo tambor pra maluco dançar, e acordar com Bolsonaro presidente de novo em 2022.

Responder

jacson oliveira

06 de março de 2021 às 00h24

Não há possibilidade de alguém da centro direita ir ao segundo turno. Bolsonaro roubou o eleitor do PSDB. Quanto a matéria, não vejo ainda nenhum nome vencendo bolsonaro, Lula é o que mais chega perto, mas ainda perde. Enfim, o quadro só estará mais definido no pós pandemia, mas a história revela que é muito difícil um presidente não se reeleger.

Responder

Tiago Silva

05 de março de 2021 às 22h03

Enquanto o blog Cafezinho fica promovendo tudo relacionado ao antipetismo….

O que se vê é o NeoFascista (Neoliberal + Neo Fascista) do ex-Juiz Corrupto do Sérgio Moro/Guedes ultrapassar Ciro e já querer assanhar as asinhas tucanas para ser o outro candidato de segundo turno contra o NeoNazista (Neoliberal + Neo Nazista) Bolsonaro/Guedes.

Enquanto isso Brizola se revira do túmulo, pois destróem os legados trabalhistas e só o que se busca é tentar “derrotar o PT” (que acaba levando toda a esquerda junto, mesmo que o Ciro tente recriar um novo PSDB com a aliança com o DEM).

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Roberto Agnaldo Tropical

05 de março de 2021 às 21h37

Se esta é a vontade do povo, que assim se faça. Que se afundem no abismo que cavaram a seus pés.

Responder

dcruz

05 de março de 2021 às 20h56

Inventam tudo para justificar a ascensão do bozo, todas as variantes possíveis estão sendo traçadas, inventadas, algumas de puro achismo. Óbvio que o ódio ao PT, primeiro pelos seus próprios escândalos já conhecidos e penalizados, a bem da verdade, bem menores dos que atualmente infestam o governo do bozo, o mais recente o enriquecimento explícito de um de seus rebentos. E grande parte incrementado pelas fake news nunca coibidas. No meio desses discursos é raridade se encontrar uma comparação com os governos de Lula e o que aí está. Talvez por serem aparentemente simplórias algumas matérias comparando o governos Lula e o que aí está quase não são divulgadas e deveriam ter pauta mais frequente. Por que será que não o fazem?

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    Francisco*

    06 de março de 2021 às 13h07

    Em termos de comparação, considerando-se comparáveis governos e desgovernos, caso a maioria da classe média brasileira tivesse cérebro de pensar, ao invés de aspirar, a Casa Grande, essa anacrônica, incompetente e xucra entidade que nos condena ao atraso e ao colonialismo, em pleno século XXI, através da dicotomia Patrimonialismo de Estado e Desigualdade campeã mundial, que a garante, bastariam duas comparações, relacionadas ao mercado, que tanto os atávicos golpistas apreciam:

    Enquanto nos governos do PT antes da operação lavajateira, o Brasil situava-se entre as dez maiores economias mundiais na 6ª ou 7ª posição, hoje no desgoverno Bolsonaro (sem partido, ninguém mais lembra por qual elegeu-se) encontra-se na 12ª posição. Não vem de pandemia que o nome já indica, é extensa, é mundial.

    Enquanto nos governos do PT acumularam-se reservas internacionais em torno de US$ 375 bilhões, que estão garantindo que o Brasil não quebre, como quebrava no governo FHC, no desgoverno Bolsonaro, enquanto não as torre, recebidas que foram do golpista governo Temer em torno de US$ 385 bilhões, que acrescentou US$ 10 bilhões as reservas legadas por Dilma e que estão hoje acumuladas em torno US$ 340 bilhões, indicando que o desgoverno Bolsonaro já torrou US$ 45 bilhões das mesmas.

    Mas não, o importante é derrotar o PT para ajudar o “Nunca Mais” desejado e perseguido pela golpista e xucra classe dominante, sabe-se lá por que, não é mesmo?

    Responder

James

05 de março de 2021 às 20h22

Segundo afirmaram os próprios especialistas mencionados na matéria: “O presidente apenas precisa ficar atento a dois limites: ‘sua popularidade não pode baixar o patamar de 20% de aprovação e o mercado precisa seguir vendo-o como o mal menor.’ ”

Ocorre que até o Deus Mercado já prefere votar no Lula que no Bozoasno que vem perdendo popularidade até no seu campo de batalha preferido, as redes sociais, exatamente para o Lula, como se verifica pelos dados mencionados por THAÍS OYAMA, no UOL ( https://noticias.uol.com.br/colunas/thais-oyama/2021/03/05/a-volta-do-demonio-pesquisa-e-empresarios-indicam-fortalecimento-de-lula.htm ):

“O ranking digital da consultoria Quaest varia em uma escala de 0 a 100, sendo 100 a popularidade máxima. Segundo esse ranking, Bolsonaro, que no ano passado oscilou em torno dos 80 pontos, desabou para 62,3. Está agora a apenas 6,4 pontos de distância de Lula —o petista aparece com 55,9.

Esse sobe-desce identificado pela consultoria, envolvendo os nomes do atual presidente e do ex, não é coisa apenas do Twitter e do Facebook.

Na segunda-feira passada, um deputado federal em visita a São Paulo ouviu num círculo de empresários um grande banqueiro fazer duras críticas a Bolsonaro. Ao lado dele, o CEO de uma empresa, espantado com a contundência do julgamento, perguntou o que o amigo queria dizer com tudo aquilo. A resposta do banqueiro surpreendeu o CEO e o deputado: ‘O que eu quero dizer é que, hoje, entre Bolsonaro e o demônio, eu voto no demônio’. Desnecessário explicar que o ‘demônio’ era Lula.”

Responder

    Luana

    06 de março de 2021 às 09h53

    Perdão, mas é uma falta de visão dizer que o mercado prefere lula a bolsonaro. Se preferisse, teria manifestado logo em 2018.
    O mercado tem conseguido tudo que quer desde o golpe (teto de gastos, reforma trabalhista, da previdência, autonomia do BC) logo, mudar de ideologia PRA QUE??
    Até o mais inocente sabe que pro mercado tá ótimo do jeito que tá, e esse é o maior cabo eleitoral do bolsonaro, mais que o antipetismo.

    Responder

Valdir

05 de março de 2021 às 19h15

Pesquisa é um raio x do momento retratado. Considero arriscado a alusão a projeções tão longínquas, como as tecidas pelos analistas supracitados. Em 2022, pode acontecer de tudo, inclusive, a não sobrevivência da polarização PT x Bolsonaro. Ainda não é possível desvencilhar com tanta clareza um cenário com disputas definidas.

Responder

Alan C

05 de março de 2021 às 19h08

É o que eu venho dizendo e agora abalizado por experientes em pesquisas, onde o PT estiver, a derrota tb estará.

Simples assim.

Responder

EdsonLuiz.

05 de março de 2021 às 18h28

Senhores editores de ‘ocafezinho’, exijam que o diretor de fotografia piore um pouco o seu trabalho. Ele está roubando a cena.

Responder

    Alexandre Neres

    05 de março de 2021 às 21h16

    Como uma pessoa pode ser manipulável a este ponto? Não à toa a Globo fez o que bem quis contigo, a ponto de acreditar na Lava Jato, enquanto o sistema de justiça estava sendo corrompido e instrumentalizar o como nunca antes. O cara não tem um pingo de senso crítico, vai para onde o levam e é incapaz de elaborar uma ideia própria. Fica bradando platitudes e dizendo abobrinhas tais como o Cidadania é de centro-esquerda. Vá estudar semiótica em vez de falar asneira.

    Responder

      EdsonLuiz.

      06 de março de 2021 às 10h33

      Você deveria procurar uma ajuda profissional.

      Responder

      Dr. Macphail

      06 de março de 2021 às 15h08

      E você deveria aceitar minha dica e navegar pelos Mares do Sul, lendo o conto ‘Chuva’, de Somerset Maugham, e aproveitar para conhecer-se.

      Quem sabe então…

      Responder

Netho

05 de março de 2021 às 18h00

Na mosca! Lula ou qualquer candidatura do PT.

Responder

Galinze

05 de março de 2021 às 17h50

Lula não é mais parte ativa da política brasileira há um bom tempo, faz parte do triste passado.

Responder

Batista

05 de março de 2021 às 16h22

Para bom entendedor meio Paraná Pesquisas, basta, imagina então adicionando-se um Lavareda inteiro?

Parece que o ‘fora de jogo’, ‘carta-fora-do-baralho’, ‘o já era’, ‘aposentado’, ‘parte do passado’, enfim, o ‘defunto’, está mais vivo e discreto que aquele ex-intocável delegado símbolo da lava jato que expeditamente acertou sua transferência para uma representação da PF no Canadá, até o final de março, sabe-se lá por que, não é mesmo?

O que já se sente e a ecumênica turma não dominante da ‘esquerda-centro-direita’ dá de barato, ao demonstrar latente desespero ao lançar mão de Lavareda, é que ‘o defunto’ move-se discreto e cada vez mais vivo, quanto mais vaza a jato a falecida (por Bolsonaro), volta a ocupar por força da natureza política que representa, todo o espaço que lhe cabe à esquerda, a ponto de vislumbrar-se já para 2022, a luta de afiadas adagas no escuro, para ver quais das direitas (a da Casa Grande ou a da Caserna) sobreviverá ao primeiro turno, para enfrentar a esquerda no segundo.

E ele, onde fica?

Por ora, quem sabe Lavareda consiga evitar que antecipe a anunciada ida a Paris, quanto a crônica da candidatura…, nada a fazer, à direita e à esquerda, né?

Responder

Miramar

05 de março de 2021 às 15h59

Lula e Bolsonaro são, na prática, a mesma pessoa. Fazem o mesmo tipo de política e agradam o mesmo tipo de gente.

Responder

    Edson

    05 de março de 2021 às 18h57

    Quando se pensa que a idiotice já teria chegado ao seu limite, eu leio esta tua pérola!

    Responder

      Miramar

      06 de março de 2021 às 01h25

      Não só nem petista nem bolsonarista, logo não poderia ser um idiota nem se quisesse.

      Responder

    EdsonLuiz.

    05 de março de 2021 às 23h48

    Miramar, eu deixei um comentário para você que deveria estar aqui, mas eu acho que me enganei e o comentário, que é sobre semelhanças e diferenças entre Lula e bolsonaro, ficou em outro comentário seu que está mais abaixo. Desculpe (m).

    Responder

Alexandre Neres

05 de março de 2021 às 15h35

A matéria é fantástica. Gostei deste trecho: “Sobre o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), o artigo do Valor traz um comentário lacônico: ‘o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) faz muito sucesso nas redes sociais, mas não sai do lugar. Essencialmente dialoga com um público fiel’. Não acho lacônico o vocábulo exato, na verdade o comentário foi cirúrgico. Li o excelente livro da jornalista Eliane Brum “Brasil, Construtor de Ruínas – Um olhar sobre o país, de Lula a Bolsonaro”. Não faz menção a Ciro Gomes nem sequer uma vez.

Ciro vai chegando ao fim de sua trajetória com uma lista fiel de adoradores fiéis. Embora tenha certa preguiça dos ciristas moralistas, seus fãs vão ficar eternamente louvando suas virtudes de honesto e limpo porque nunca vai pôr a mão na massa, tampouco terá de lidar com o fisiologismo que campeia no Congresso. Vão ficar endeusando seu projeto desenvolvimentista, quando na prática tentou se viabilizar politicamente com Rodrigo Maia e ACM Neto, porta-vozes do neoliberalismo. Um político do século passado, herdeiro de capitania hereditária, distante de pautas identitárias e do trabalhismo, que não conseguiu construir um projeto coletivo nem agregou nada em torno de si. Seu reinado termina em si mesmo.

A bem da verdade, não tenho nada contra Ciro Gomes. Desde que ele deu aquela entrevista na Folha atacando o PT pela milésima vez, naturalmente repercutida por este blogue, começou uma enxurrada de matérias tratando sobre o assunto e eventuais respostas. Apenas reajo às provocações, por isso falo dele. Para mim, tenho como certo que o adversário a ser batido é o sociopata que nos preside, bem como a elite do atraso que o pôs lá e o sustém. O Brasil está aos frangalhos, não podemos prescindir da contribuição de homens públicos como um Ciro Gomes ou de um José Genoino. Quando vejo um imbecil feito o Rodrigo Pacheco, sem trajetória nenhuma, ocupando a presidência do Senado Federal, com propostas tais como desvincular verbas da saúde e da educação, ora afagando ora batendo no genocida, dá um desânimo muito grande com o nosso país. Alguns ainda têm a pachorra de dizer que as instituições estão funcionando, só se for por aparelho.

Responder

    CezarR

    05 de março de 2021 às 16h52

    Bom, como eleitor do Ciro desde 1998, embora tenha votado muitas e muitas vezes no PT, não faço parte desses moralistas que você menciona. Aliás, era o PT que se dizia virtuoso e os demais corruptos. Acho que o Ciro erra feio com o discurso do “sou limpo”. Amanhã descobre-se algum ato qualquer, mesmo que não dele, mas de pessoa ligada a ele e pronto, cai tudo por terra e ele fica desmoralizado. Quanto ao antipetismo, ainda hoje é uma força motriz para eleger Bolsonaro. Ano que vem continuará assim? Espero que não, para que se o Ciro não for ao segundo turno e sim o PT, consigamos ter uma opção viável. Mas tudo caminha para Bolsonaro ou Huck/Moro/Mandetta

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      Alexandre Neres

      05 de março de 2021 às 22h48

      Meu caro CezarR, como é bom dialogar com um eleitor do Ciro assim. Se não dialogar com um eleitor do Ciro, vou dialogar com quem? Costumo votar no PT ou no PSOL, votei em 2006, 2010 e 2014 no PSOL e em 2018 votei no PT para restituir o poder a quem dele foi usurpado. Essa briga fratricida que é incensada por este blogue não leva a lugar nenhum. Quando falo em ciristas moralistas, por óbvio não estou me referindo a você, ao Alan C, ao Oblivion e muitos outros. São os que têm uma retórica lavajatista e reproduzem o discurso de Merval Pereira, usando termos pejorativos como “lulopetismo”. Lula saiu do governo com 87% de aprovação segundo o Ibope e tenho de parabenizar sobretudo a Globo pelo fato de ter conseguido desgastar sua imagem, já que não tem nenhuma acusação comprovada e bem fundamentada como os próprios procuradores reconhecem em seus relatos agora vazados. Ser condenado dessa forma por uma justiça avessa à democracia, por uma gangue de Curitiba que corrompeu e instrumentalizou o sistema judicial é motivo de orgulho para qualquer um. A linhagem vai longe, de Sócrates a Jesus Cristo, de Joana Dárc a Tiradentes, de Dreuyfus a Gandhi, de Mandela a Lula. A evolução vai a passos de cágado, só agora FHC faz uma autocrítica e reconhece que deveria ter votado no Haddad. Estamos à beira do abismo.

      No nosso caso, não temos como nos aliar a golpistas que desrespeitaram a soberania popular e o estado de direito ao perpetrarem o golpe jurídico-parlamentar e foram os responsáveis junto com a Lava Jato por eleger Bolsonaro. Entendo que o leque de vocês é um pouco mais amplo, mas acho um equívoco Ciro querer se aliar a ACM Neto depois de ele ter apunhalado Maia e se aliado a Bolsonaro. Isso demonstra de forma inequívoca o quão pouco confiável ele é.

      Na minha avaliação, a eleição de 2022 tende a ser disputada por Bolsonaro e pelo PT no segundo turno. Não creio que Huck/Moro/Mandetta/Doria cheguem lá. Temo que o PT perca para Bolsonaro, o que seria a última pá de cal para o país. Por isso, acho que deveríamos tentar fazer algo diferente, que Dino, Boulos, Freixo, Haddad e Lula dialogassem mais, que sinalizassem um caminho e liderassem o processo, mostrando que podemos sair desse marasmo e vislumbrar uma luz no fim do túnel. Ciro Gomes seria muito bem-vindo e teria muito a contribuir nesse grupo. Não estou falando de candidatura em comum, podem ser várias ou uma só. Mas juntos, poderiam construir uma alternativa para o povo brasileiro que vai sofrer demais nos próximos meses. Agora se Ciro for na Folha dizer que seu objetivo é derrotar o PT, virão respostas enviesadas, isso aqui vai virar um Fla-Flu, vai ter lacração, mas não andaremos um passo. Aquele abraço

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Paulo César Cabelo

05 de março de 2021 às 14h42

Só que o mercado já começa a preferir Lula a Bolsonaro , se informem a respeito.

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    Miramar

    05 de março de 2021 às 16h03

    Faz sentido. Os banqueiros, financistas e agiotas encherem as burras durante seu governo.

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      Miramar

      05 de março de 2021 às 16h04

      encheram

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        EdsonLuiz.

        05 de março de 2021 às 23h41

        Mas há diferenças, sim, Miramar. Diferenças quanto a questões culturais, questões étnicas e questões identitárias.

        Eu tenho críticas a Lula e ao PT por apoiarem os movimentos ligados a estas causas e a outras causas importantes porque, junto com o apoio, o PT cobra um pedágio político, captura estes movimentos, os instrumentaliza e os coloca a serviço do PT. Essa prática do PT retira a autonomia dos movimentos e os aliena da sociedade, instituições da sociedade em geral que são para organizar, fortalecer, fazer conquistas políticas dos interesses de minorias e de maiorias discriminadas e avançar o processo social.

        Eu acho perniciosa essa prática do PT, e acho que prejudica os próprios movimentos, por restringir apoios e vulnerabilizar politicamente toda a sociedade, mas não há comparação com a prática de perseguir, demonizar e estigmatizar os movimentos, que é a prática de bolsonaro.

        Mas concordo com você quanto a haver algumas práticas em comum entre os dois. São dois populistas e corporativistas, e se constroem como Mitos de seus seguidores. E mais!

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    CezarR

    05 de março de 2021 às 16h55

    Putz, você vai acreditar no 247 reproduzindo uma ilação da Thaís Oyama? Agora, se a escolha dor entre Ciro e PT, com certeza os banqueiros preferem o PT.

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    Luana

    06 de março de 2021 às 10h00

    Acabei de falar sobre isso num comentário mais acima.

    O mercado tem conseguido tudo que quer desde o golpe (teto de gastos, reforma trabalhista, da previdência, autonomia do BC) logo, mudar de ideologia PRA QUE??

    É mais do que óbvio que o mercado prefere o (na visão dele) tem me que tá ganhando.

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