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Gabriel Barbosa: Erosão política e sanitária devem antecipar o fim do Governo Bolsonaro

Por Gabriel Barbosa

25 de março de 2021 : 11h12

Por Gabriel Barbosa

Desde meados de abril do ano passado que tenho dito para colegas jornalistas e amigos pessoais que o Governo Bolsonaro não chegará ao seu prazo final, dezembro de 2022. Naturalmente, esse prognóstico foi recebido com ceticismo devido as variáveis pró-Bolsonaro que se encontravam naquele momento, mesmo diante da pandemia.

Com a eleição para presidência da Câmara e a vitória de Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão, o nível de descrédito com a queda de Bolsonaro ficou quase generalizado na sociedade. Contudo, toda lua de mel tem seu fim!

Logo após a vitória de Lira, cheguei a dizer que aquilo não significava a blindagem automática de Bolsonaro, apesar dos 302 votos e o festival de emendas para deputados das bancadas temáticas que compoem o tal Centrão. O acordo de ‘aluguel’ entre Bolsonaro e a bancada tem prazo de validade: abril de 2022.

Porém, após 52 dias no cargo que almejou nos últimos anos, Lira vai no Plenário e manda o seguinte recado ao presidente:

“Os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e todos amargos”

Sim, amargo!

Mas nada pode ser tão amargo quanto os 300 mil mortos pela pandemia, dor das famílias e a quebra iminente da economia brasileira. Nada é tão amargo para um país continental como o Brasil ter um elemento Grosseiro, Enganador, Nocivo, Obscuro, Corrupto, Incompetente, Desalmado e Assassino como Jair Bolsonaro ocupando a cadeira da presidência da República.

Em breve, parte considerável do Centrão vai perceber que manter a base eleitoral para 2022 será mais vantajoso do que continuar recebendo as gordas emendas e compor a tropa de choque de um governo em ruínas.

Em outras palavras, haverá fuga em massa dos parlamentares e o derretimento da base (alugada) governista no Congresso. Emendas serão rejeitadas e cargos serão entregues, incluindo de primeiro escalão. O resto dessa história, nós sabemos!

Além do mundo político, a erosão desse terrorista também tem acontecido entre aqueles que até outrora estavam crentes nas promessas do primário Paulo Guedes a frente do Ministério da Economia.

O momento do tal ‘Posto Ipiranga’ é o pior desde que assumiu a pasta e não existe perspectiva de melhora na economia e muito menos com o sucesso da sua agenda na prática.

Sua especialidade nesse (des) governo são as negociatas na calada da noite e a destruição de parte do tecido nacional. Como ministro, Guedes é tão confiável quanto um carro sem freio e descendo ladeira a baixo.

Alguns representantes do agronegócio, mídia e da Faria Lima já começam a mexer os seus ‘pauzinhos’ dentro e fora da política e sinalizam claramente que a separação com o Governo Bolsonaro é oficial. Nesse momento, as energias estão sendo reservadas para amenizar os efeitos desastrosos da pandemia e um nome que possa representá-los ou que pelo menos feche alguns compromissos na disputa em 2022.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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10 comentários

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Paulo

25 de março de 2021 às 16h43

Enquanto Bolsonaro não privatizar a Petrobrás, a CEF, o BB e a Eletrobrás e promover a Reforma Administrativa (que visa, basicamente, o aparelhamento e a terceirização do serviço público, um mercado cativo de milhões de cargos) ele terá apoio, desconfio. Claro que as eleições estão a apenas 1 ano e meio e se ele já foi descartado pelas elites empresarial e financeira, vão apenas jogar, fazê-lo ceder tudo. Meu medo é Bolsonaro, sabendo disso, toureá-los e entregar tudo às vésperas das eleições, como medida para se mostrar confiável ao mercado…De qualquer forma, é um desastre anunciado…

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Jacson

25 de março de 2021 às 16h41

Gente, como vocês subestimam o bolsonarismo. Isso veio pra ficar, mesmo perdendo no 2t, Certamente ele terá mais de 45% dos, não há como vencê-lo de lavada. Ele está no seu pior momento e ainda assim com uma popularidade 20% maior que a de Dilma no seu pior momento. Tem que piorar muito pra ele cair, a acredito que já chegamos ao fundo do poço, não deve piorar.

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    Jacob Binsztok

    26 de março de 2021 às 21h45

    Vamos observar esses movimentos do bolsonarismo.

    Responder

Netho

25 de março de 2021 às 15h09

“As falsas esperanças são piores do que os maiores medos”, dizia Tolkien.
O fim de quaisquer governos só é decretado no Brasil quando o Forte Apache vira o polegar para baixo.
Não é o caso no Brasil, muito pelo contrário, porque os pretorianos estão fechado em copas e perfilados em torno do filhote da ditadura.
Não por acaso, o Forte Apache tem sido tratado a pão de ló pela dupla do Alvorada e do Jaburu.
Mais fácil um “Coup d’État” que a derrubada dos filhotes da ditadura.
O Centrão apenas atualizou os termos contratuais e precificou para cima o custo de rolagem parlamentar da dívida com a ”base alugada”.

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dcruz

25 de março de 2021 às 14h27

Sr p bozo sobreviver as suas próprias sandices não vai dar para acreditar em mais nada só chegarmos à conclusão macabra: estamos na terra do demônio, um inferno habitado por pelo menos 30 demônios querendo chupar nossas vidas ( ou almas?)

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Manoel

25 de março de 2021 às 13h43

Esta possibilidade é bem razoável.

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Alexandre Neres

25 de março de 2021 às 13h24

Meu caro Gabriel, comentando sobre o que havíamos conversado antes, acho que está se descortinando uma ampla avenida para Ciro Gomes. Ele terá que demonstrar habilidade política, dependerá só dele.

Moro é um cadáver insepulto do qual emana um odor insuportável. Ninguém com pretensão política quer chegar perto. Eis que o sr. Dória evoca o nome do que exala um fedor nauseabundo. Decerto Dória desistiu da eleição presidencial e mira São Paulo. Lá o marreco ainda deve ser herói. Lá as pessoas exigem alternância do poder no âmbito nacional para o bem da democracia, mas no estado isso não passa de uma bobagem. O tucanistão se mantém intacto.

Mandetta também tocou no nome do juiz ladrão, trazendo a maldição para si. Jamais aquele doutor inimigo do mais médicos conseguiria penetrar no meu querido Nordeste. Inda bem que pelo menos aprendeu a valorizar o SUS.

Huck também não tem como se desvincular do provinciano que segundo o Gilmar utiliza uma linguagem obscura que de vez em quando se assemelha com o português. Por ora, deve estar tentando apagar umas fotinhas. Vai desistir do sonho de menino rico de ser presidente e faturar uns milhões a mais no domingão.

Bozo em queda, mas conseguindo manter aos trancos e barrancos uma boa base.

Há uma oportunidade aí para quem souber se aproveitar dela.

Abraço, amigo!

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    Jacob Binsztok

    26 de março de 2021 às 21h49

    Mandetta vinculado até a alma com a UNIMED /MS.

    Responder

Tony

25 de março de 2021 às 11h44

Temos que rir lendo tantas besteiras…?!?!?

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    Antonio

    25 de março de 2021 às 13h06

    Claro que não basta você não abrir a notícia.
    A verdade dói…

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