Paris Café: O PT tem um projeto de governo? Qual é?

A vingança dos fracos

Por Miguel do Rosário

22 de junho de 2021 : 19h26

Depois de semanas extremamente difíceis para sua campanha, em função da reentrada do ex-presidente Lula no jogo político, pesquisas negativas, além de seus próprios erros, Ciro Gomes finalmente conseguiu produzir um fato político de extraordinário impacto positivo, que foi uma entrevista de quase cinco horas para o Flow, um dos maiores podcasts do país.

A entrevista, que durou exatamente 4 horas e 42 minutos, conseguiu picos de audiência de mais de 100 mil espectadores simultâneos, um patamar bastante raro de alcançar, sobretudo em se tratando de conteúdo político.

Em poucas horas, o vídeo já atingiu 1,4 milhão de visualizações, e já se tornou o conteúdo de Ciro com maior audiência de sua campanha, até agora.

Tanto a magnitude da audiência quanto a duração do programa não são estranhas ao canal. A entrevista com Fernando Haddad, por exemplo, transmitida há trinta dias, durou 4 horas e 30 minutos e está com 1,4 milhão de visualizações.

Danilo Gentili, que talvez seja candidato a presidente da república, apoiado pelo MBL, também foi entrevistado pelo Flow e seu vídeo tem hoje 8,2 milhões de visualizações.

O sucesso do Flow se deve à qualidade da produção do programa e ao incrível talento de seus apresentadores, Monark e Igor, que se fingem de “burros” e “ignorantes”, mas que certamente estão entre os comunicadores mais astutos da internet brasileira.

Para um comunicador popular, sobretudo para alguém que visa atingir o público jovem, cuja maioria é despolitizada, a pior coisa é parecer “inteligente”. O público geralmente associa – com toda a razão – esse esforço de parecer inteligente e politizado com vaidade pueril.

Falemos de Ciro Gomes.

Independente da questão dos números, a entrevista de Ciro Gomes foi muito boa para sua campanha, porque ela efetivamente, como se diz, “furou a bolha”.

O público atingido pela entrevista me parece exatamente aquele que Ciro Gomes precisa para evitar o risco de esvaziamento de sua campanha, e para consolidar um núcleo militante que, eventualmente, poderá crescer,  e se transformar num centro de atração gravitacional para receber os descontentes com a polarização.

Sobre o título do post, eu o escolhi porque ele é o mote para uma crítica construtiva que eu gostaria de fazer ao candidato.

Seria uma lamentável distorção dessa teoria tão bonita e hoje tão comprovada (apesar de um ajuste ou outro que se faz a ela), o darwinismo, associá-la à lei da “sobrevivência do mais forte”. Não são os mais fortes que sobrevivem, e sim os que melhor se adaptam às circunstâncias. A quantidade gigantesca de espécies imensamente frágeis que existem hoje no mundo é a prova incontestável.

As grandes feras do planeta, como o leão, o tigre, a onça, e similares, estão hoje quase todas em extinção, e só não foram completamente eliminadas porque, em muitos países, há políticas públicas de proteção e conservação dessas espécies. Ninguém nega, todavia, que são animais extremamente fortes, bonitos, rápidos, e inteligentes.

Por outro lado, os cães e gatos, bichinhos imensamente vulneráveis, vem se multiplicando a um ritmo impressionante, há séculos.

Eu mesmo tenho uma cadelinha de dois quilos, chamada Zizi, que me motivou a dar esse exemplo, porque pensei: como é possível que um animalzinho tão frágil tenha resistido às intempéries da história, enquanto outros bichos enormes e ferozes tenham sucumbido? A resposta é fácil: a inteligência emocional da minha pet é incrivelmente desenvolvida. Ela tem uma linguagem corporal sofisticada, com a qual expressa com grande inteligência como está se sentindo. Esse talento me faz amá-la e querer protegê-la. E assim a sua espécie se perpetua e se multiplica, enquanto a de animais ferozes e perigosos perece.

Isso vale para a política e a comunicação.

A genialidade dos apresentadores do Flow está, justamente, em simular uma fragilidade intelectual que induz o internauta a protegê-los, a amá-los, e a ficar na expectativa de que eles, assim como nós, podem aprender. Os entrevistados, como Ciro Gomes, sentem algo parecido. Eles sentem que estão diante de pessoas que tem a humildade de não se pretenderem donos da verdade, como a maioria dos jornalistas – especialmente os jornalistas políticos – acham que são. Eles se mostram abertos. Se são sinceros, não sei. Estou falando de suas personas públicas.

Eles não se mostram como os campeões do conhecimento e da política. São pessoas simples, dispostas a mudar de opinião, e, como tal, são premiados com a empatia de milhões de pessoas.

Ciro Gomes também deveria aprender com isso.

Quando posa de “sabe tudo”, repete números decorados sobre o número de desempregados, ele ganha a admiração de alguns, mas essa não é a verdadeira empatia.

Isso explica, inclusive, suas dificuldades de conquistar o voto popular.

E explica também a força de Bolsonaro. A ignorância de Bolsonaro produz empatia, porque as pessoas também são ignorantes.

As pessoas perdoam a ignorância, todavia, mas não a estupidez. Sobretudo, desprezam aqueles que se recusam a aprender. Por isso Bolsonaro está em declínio.

Ciro comete erros, e as pessoas perdoam. Mas quando ele demonstra que se recusa a corrigi-los, ele perde a estima dos eleitores. Perdoa-se o erro, jamais a teimosia obtusa.

Digo isso, porque, dois dias antes dessa entrevista com o Flow, Ciro Gomes deu uma outra, ao humorista Rafinha Bastos, que também coordena um excelente programa de entrevistas, chamado “Mais que oito minutos”, no qual o candidato cometeu alguns lamentáveis erros.

Perguntado se repetiria o gesto de 2018, quando viajou a Paris após o resultado do segundo turno, se recusando a fazer campanha para Haddad, Ciro respondeu que iria mil vezes a Paris, e que não votaria em “bandido”.

Os ciristas mais esclarecidos tentaram explicar a frase dizendo que Ciro não havia se referido a Haddad. O “bandido”, no caso, seriam os políticos com os quais o PT se associou no segundo turno, tentando romper o isolamento político.

A emenda ficou pior que o soneto. Quase todos os eleitores de Ciro no segundo turno votaram em Haddad. Eles votaram em “bandido”? O raciocínio é um insulto a todos os eleitores de Ciro, portanto.

Ciro Gomes também resolveu insistir na tese de que Lula “não é inocente”, apesar de todos processos contra o ex-presidente terem sido anulados, porque não teria havido uma “absolvição” no sentido estrito do termo. Ora, Ciro é professor de Direito. A Constituição é muito clara. Todo cidadão tem a presunção da inocência. Se ele não é condenado, então é presumido inocente. Ponto final.

Tudo bem, houve corrupção nos governos petistas, e não se deve culpar Ciro por explorar isso. Deveria fazê-lo, porém, sem apelar para esse tipo de ilação medíocre, ainda mais numa sociedade tão traumatizada com o lavajatismo, que era a síntese da falta de respeito com esses princípios constitucionais mais básicos.

Entretanto, o maior erro de Ciro, em minha opinião, é a maneira preconceituosa com que usa o termo “lulopetismo”. Até pouco tempo, ele insistia em usar a horrorosa expressão “lulopetismo corrompido”.

A fala de Ciro contaminou sua militância, que passou a usar a expressão petismo ou lulopetismo com lamentável preconceito político.

A opção de tantos brasileiros de se associar politica ou ideologicamente ao PT ou a Lula, ou a ambos, deveria ser profundamente respeitada por um democrata. Ao se referir ao “lulopetismo” de maneira tão desrespeitosa, Ciro Gomes comete dois erros crassos, do ponto-de-vista de seus próprios interesses: ele abre espaço para o preconceito contra a sua própria militância, de um lado, e ajuda o “lulopetismo” a se reorganizar.

Se o “lulopetismo” é visto como uma chaga “moral”, então o “cirismo” também o será.

Se um brasileiro, numa roda de conterrâneos, fala mal do Brasil, isso é a coisa mais normal do mundo. Mas se um estrangeiro faz o mesmo, a reação natural é que todos os brasileiros se sintam unificados num sentimento de repúdio contra o estrangeiro. Da mesma forma, sempre que Ciro se refere ao lulopetismo de maneira tão negativa, ele ajuda o “lulopetismo” a colocar suas divergências de lado e a se reunir num sentimento unido de repúdio a… Ciro, e ao “cirismo”. Com isso, nenhum líder político tem ajudado tanto o petismo a se unificar como… Ciro Gomes.

Além de ser contraproducente, isso é eticamente equivocado, porque o que Ciro chama de “lulopetismo” é um conceito vago, abstrato, para se referir aos valores políticos e morais de milhares de militantes que estão nos movimentos sociais e nos sindicatos fazendo uma luta muito difícil.

Esses militantes podem não ser leitores da Mariana Mazzuctato, podem não ter uma consciência muito apurada sobre a necessidade de um projeto de reindustrialização do país, mas estão presentes nas lides populares, organizam manifestações, participam dessas pequenas (ou grandes) lutas sociais que dão vida à política nacional.

É um erro terrível tratar uma identidade social tão arraigada, capilarizada, com esse tipo de linguagem preconceituosa. Até porque generalizações são fúteis. Se há petistas autoritários, também há os que não o são. E isso valeria, de qualquer forma, para militantes de qualquer movimento, inclusive do “cirismo”, cujos defeitos e virtudes, hoje está claro, não são assim tão diferentes do que os de qualquer outro movimento de esquerda. Os ciristas frequentemente também cancelam, também agridem, também são “radicalzinhos”.

Não adianta Ciro Gomes posar de campeão do projeto nacional, de ter na ponta da língua todos os dados. O povo não quer um computador falante no poder. Em política, esse tipo de “força” não é tão importante assim. Assim como na natureza, não é o mais forte que vence, mas o que tem mais carisma, o que mostra saber se adaptar melhor às circunstâncias.

Ciro está conseguindo se consolidar como a única terceira via com alguma chance de crescer. Sergio Moro andou se engraçando novamente, nos últimos dias, com a possibilidade de ser candidato, e tomou um susto. Nem dar uma palestra consegue mais, tamanha a rejeição que tem na comunidade jurídica. É um candidato absolutamente inviável.

Os outros concorrentes de Ciro na terceira via também não apresentam nenhuma condição de se tornarem competitivos.

As análises de que a terceira via nunca teve chance no Brasil, por sua vez, me parecem truísmos idiotas, do tipo: “nunca alguém que ficou em terceiro lugar ficou em segundo lugar”.

Parece-me claro que não há nenhum impedimento “histórico” contra a terceira via, e a maior prova é a eleição de Bolsonaro.

O problema da terceira via não é a história e sim o fato de que a maioria das pessoas, segundo as pesquisas, ainda não se interessaram por nenhum candidato da terceira via. Enquanto isso, o tempo passa, as forças políticas e partidárias começam a se organizar e a estabelecer compromissos para 2022.

Além disso, o nome mais forte dessa terceira via, Ciro Gomes, comete erros sucessivos, ao passo que seu principal concorrente no campo progressista, Lula, tem costurado apoios com velocidade e astúcia impressionantes. Lula tem errado pouco.

Outro grave desafio de Ciro Gomes é de ordem ideológica. Seu objetivo hoje é remover Bolsonaro do segundo turno. Entretanto, Bolsonaro é hoje o principal representante do campo conservador. Seu problema, o de Bolsonaro, é ser conservador “demais”, ao ponto de constranger setores um pouco mais progressistas e esclarecidos desse campo. Entretanto, quando esses setores conservadores descontentes olham para Ciro, eles vêem um candidato ainda mais à esquerda do que Lula, tanto no campo econômico como no de costumes. Apesar dos esforços retóricos de Ciro de contornar isso, ele não consegue disfarçar que é favorável à descriminalização das drogas, por exemplo. Ciro é moderno nesse ponto, o que é uma grande qualidade política, mas um obstáculo eleitoral. Também é contra o tripé econômico, e isso ele definitivamente não disfarça. Enfim, é um candidato contra o qual o centro político encontra enormes resistências.

Nesse sentido, Ciro Gomes é o adversário ideal para Lula. Diferentemente de Marina Silva em 2014, que oferecia uma alternativa muito mais palatável às elites, Ciro Gomes é verdadeiramente um outsider, uma figura estranha à direita e à esquerda. E isso não é um elogio.

Se Ciro se mostrar capaz de aprender com seus próprios erros, e, sobretudo, rever sua postura preconceituosa e sectária contra a militância petista, ele poderá contribuir muito para qualificar o debate político e eleitoral em 2022.

Quanto a possibilidade dele ocupar a vaga no segundo turno que hoje parece destinada a Bolsonaro, as chances são remotas, mas existem, pois o presidente se mostra um verdadeiro psicopata que deveria estar na prisão.

Entretanto, se Ciro não corrigir seu rumo, se não demonstrar respeito pelos adversários de seu próprio campo político, ele pode até chegar ao segundo turno, mas ao custo de ter vendido sua alma. E essa será a pior derrota de todas.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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40 comentários

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Fontes

24 de junho de 2021 às 23h23

O que esse e todos comentaristas políticos não entendem é que, ninguém que vota em Lula vai mudar o voto pra Ciro, não importa que ele faça ou deixe de fazer, logo, faz sentido ele bater em Lula e no PT para ganhar votos dos Bolsonaristas arrependidos e de quem votou em branco, anulou ou se quer foi votar. É o único caminho que lhe restou.

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Mateus Nogueira

24 de junho de 2021 às 10h51

Em que pese meu respeito ao Ciro e os Ciristas, é muito louco ver essa galera achar (e falam com uma enfase) que Ciro está a esquerda do PT

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greg

23 de junho de 2021 às 17h52

Já vi várias críticas ao modus operandi atual do Ciro de vários atores respeitáveis do campo, inclusive algumas colocando que ele tem que se comportar mais nos moldes do que fez em 2018. A questão é: qual foi o resultado do comportamento dele em 2018? Ele só tem que agir igualmente, se quiser o mesmo resultado. Acho que ele não quer.

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Luiz Augusto da Silva Monteiro

23 de junho de 2021 às 15h20

Puta que pariu. Que merda de artigo kkkkkkkkk Alucinação do início ao fim.

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Sebastião

23 de junho de 2021 às 14h32

Eu entendo que Miguel e Tico, querem ter uma alternativa na esquerda em relação ao PT, e são entusiasta da candidatura de Ciro. Mas, ele é daqueles que o que fala, não merece credibilidade. Ele na eleição de 2018, dava até tapinhas nas costas de Bolsonaro, quando já estava agressivo com Lula e o PT.

É chamado pela imprensa de direita de “Bolsonaro da esquerda”. Vera Magalhães diz que ele faz cálculos e usa palavras que não existem pra impressionar. Kalil disse que se ele usasse Rivotril, poderia ser eleito.

E nem se compara a turma organizada de Ciro com a do PT(estes mal sabem se organizar em redes sociais, e são avulsos). Já participei de grupos de ciristas e são tão fanáticos quanto bolsonaristas e petistas. Acertavam pra acompanhar lives e entrevistas, buscam compartilhar, apoiar comentários, divulgar vídeos, fazer defesas ou críticas, faziam campanhas pra divulgações. Fazem defesas cegas, usam de retórica, tergiversam e até ofensas – puro fanatismo. Tudo bem orquestrado.

E pra completar. Mandetta entrou na campanha de Neto ao governo da Bahia. Provavelmente será candidato do DEM. Porque, os partidos evitam abrir mão de candidaturas, pra não perderem espaço no Congresso. Minguando a união da suposta terceira via.

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Pedro

23 de junho de 2021 às 14h30

Miguel
Votei em Brizola em 1989. Depois disso fui obrigado muitas vezes por falta de opção a votar no PT. Alias que já teve bons candidatos. Votei muitas e muitas vezes. Mas concordo em tudo com o Ciro. O PT se queimou de mais. Hoje evito o PT e o Lula. Infelizmente.

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Marco Vitis

23 de junho de 2021 às 14h29

MIGUEL: seus comentários são pertinentes e entendo que Ciro deveria avaliá-los com atenção.
Porém, num ponto você não tem nenhuma razão quando se refere ao julgamento de Lula: “Todo cidadão tem a presunção da inocência. Se ele não é condenado, então é presumido inocente. Ponto final.” No caso de Lula, a mídia militante que o apoia, tem divulgado que Lula foi inocentado. Isto é falso. Há uma enorme distância entre “presunção de inocência” e “inocentado”. O primeiro conceito se aplica ao início do processo e o segundo conceito só aparece no final do processo, se for o caso.
Sou dos que afirmam que o processo contra Lula foi uma farsa, no caso do triplex. No caso do sítio, há um desvio ético (também não acho que há corrupção). Por outro lado, é indiscutível que Lula copiou de FHC o “presidencialismo de coalizão” baseado na corrupção de parlamentares. Ou não ?

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    Alexandre Neres

    23 de junho de 2021 às 22h56

    Meu caro Março Vírus, o comentário do Miguel está absolutamente correto. Todo o edifício da acusação que pesava sobre Lula foi desarvorado. O princípio constitucional da presunção de inocência prevê exatamente que todo mundo é inocente antes de ser condenado em decisão transitada em julgado. Todas as provas coligidas nos processos contra Lula foram invalidadas por terem sido colhidas por um juiz parcial e ladrão. O processo volta à estaca zero. Digo mais: esses processos irão prescrever inexoravelmente pela idade avançada de Lula, o que pessoalmente acho uma pena, pois queria vê-lo absolvido como em todos os demais. Outros rábulas já disseram essas asneiras aqui antes. Ciro fala isso sabendo que se trata de uma falácia devido a sua formação, provavelmente para atingir Lula, um de seus esportes prediletos, mesmo sabendo que conceitualmente não prospera. Essas platitudes vêm dos professores de direito Merval Pereira, Míriam Leitão, Eliane Catanhêde e Malu Gaspar, os quais eram meras correias de transmissão da Lava Jato. Um progressista não pode cometer este erro crasso.

    Responder

      Alexandre Neres

      23 de junho de 2021 às 22h57

      Escrevi Vitis, o corretor fdp que alterou

      Responder

Leonardo Garcia Carneiro

23 de junho de 2021 às 13h47

Olha Miguel, sou um eleitor do Ciro e achei as suas opiniões colocadas neste artigo muito boas e oportunas. Achei que conseguiste chegar bem ao ponto. Parabéns pela sacada.
Compreendo que o maior defeito do Ciro venha de uma mistura entre um tipo de “arrogância” (que o impede não somente de admitir os erros, mas, o que é pior, sequer reconhecer para si mesmo muitos deles) e uma impulsividade agressiva que atrapalha qualquer estratégia política. Gosto de lembrar de uma frase do filme do “Poderoso Chefão”, eu acho (ou, talvez, do livros “O Príncipe”) que afirma: “não tenha raiva de seus inimigos, pois a raiva o impede de pensar”.
Com relação a ter ido para a Europa no segundo turno, por exemplo, foi uma atitude impulsiva e prejudicial, não para o Haddad/PT ou mesmo para “a democracia”, pois, como sabemos, não teria mudado em nada, mas prejudicial a ele mesmo pois ficou marcado como fuga ou “lavagem de mão”. Nem mesmo o seu irmão (Cid), que virou propaganda para o adversário com seu: “Lula está preso o babaca”, não ficou com a imagem tão manchada quanto o Ciro. Não acho que o Ciro deveria ter ido ao palanque com Haddad (como eleitor do Ciro, não gostaria disto, alias), mas poderia ter feito uma campanha ante Bolsonaro, até mesmo pela internet, e se colocado como uma futura oposição ao governo do PT, caso ele ganhasse. Por exemplo.
Quanto mais ele tenta justificar esta atitude, mais ele se enrola. qual problema de admitir um erro?, em pedir desculpas aos seus eleitores que se sentiram desamparados? mostrar que caso ele não vá para o segundo turno, desta vês fara diferente. E realmente fara, por que neste caso, será um contexto totalmente diferente. Não será uma eleição fraudulenta como fez Lula em 2018,
e, caso o Lula e o Bolsonaro passem para o segundo turno, com uma disputa acirrada de votos, você acha que o Ciro irá mesmo para “Paris”?Logico que não. Então, para que mentir? E se ele (ciro) passar, com que cara de pau (e moral) vai pedir o apoio do PT? Ou cobrar pelo apoio não recebido?
Sou eleitor do Ciro, pois acredito bastante no projeto que ele apresenta. Acho também que ele tem a competência técnica (quanto a política, tenho cada vez mais minhas dúvidas) para ser o executor deste projeto.
Mas, também, já estou com o saco cheio de tanta trapalhada e lambança. Espero que Ciro corrija seus rumos, pois torço muito por ele.

Responder

Milton

23 de junho de 2021 às 13h16

Espero que Ciro possa ler esta crítica e ajustar seu discurso, como tem feito desde o começo do ano. Realmente as críticas exacerbadas ao dito Lulopetismo ferem mais a militância que o Lula. É preciso achar um equilíbrio entre fazer uma crítica dura, mas que não seja ofensiva.

Sobre a identificação conservadora de quem votou no Bolsonero, considero isto uma análise equivocada. Conheço muitos bolsonaristas que não têm nenhum problema com a questão da legalização da maconha ou do casamento LGBT, por exemplo. O que eles veem principalmente no Bolsonero é sua característica antissistema. Quando o Bozo ataca a imprensa, o STF ou a OMS, eles aplaudem pois veem nisso coragem de encarar os poderosos. Neste sentido, o discurso do Ciro de “botar o pau na mesa” tem sido correto.

Responder

Felipe

23 de junho de 2021 às 13h13

Boa tarde prezado,

O Ciro esta meio errado ou meio certo, qual será o próximo prognóstico?
Acho que ele só precisava de modulação e essa veio já tem um tempo bem antes da entrevista do Rafinha Bastos. É uma questão de conteúdo na íntegra versus cortes manipulados.

Acho que a porrada intelectual deve e vai continuar comendo solta. No meio que vivo onde há uma maioria de pessoas que votou no Bolsonaro, Ciro tem ganho cada vez mais espaço. Um universo pequeno de análise mas extremamente significante aos olhos de um progressista.

Acho sua leitura até interessante sobre a análise do discurso do Ciro nesse momento feita do ponto de vista da semiótica e resignificação feita pela audiência, mas prezado, creio piamente que esta errado sobre a análise dos anfitriões do podcast. Sinceramente quantos episódios já assistiu na íntegra para inferir essa visão de falsa ignorância por parte deles? Doloridamente, assisto quase todos. Gosto de observar a linguagem e em quase todos se fala de política.
Para ti, é difícil crer que o sucesso do podcast advém exatamente da familiaridade do público médio dele com o perfil dos apresentadores e que para estes o discurso do Ciro foi preciso?
Creio que fora da bolha intelectual progressista a entrevista foi certeira e pouco importam os votos do PT nessa conta, mesmo por que na prática poucos Petistas gostam do Flow e tem muitos que não assistem nem 10 minutos ou só assistem os cortes.
Esses possíveis votos Petistas perdidos pouco importam por que na reta oficial da corrida eleitoral tem-se mais indecisos do que Petistas ou Bolsonaristas.
Nessa lógica, ganhar alguns bolsonaristas ferrenhos é lucro e no fim das contas, se for preciso, a maioria Petistas virá ao lado mais progressistas que estiver disponível, assim como foram os “Ciristas” ao PT em 2018 apesar da corrupção e ainda, também virão os Bolsonaristas na tragédia de evitar um possível governo do PT.

No final das contas, o Ciro está mais confortável do que se parece, ele tem três opções de prognósticos possíveis e grandes chances de vitória em dois deles. Enquanto o PT e o Bolsonaro tem apenas dois quadros possíveis e chance incerta de vitória em apenas um deles.

Nessa perspectiva, creio eu Ciro tem a estratégia correta em sua maior parte, dadas as modulações necessárias aqui e acolá.
Risco de se igualar Cirismo a Lulopetismo?

A chave esta na palavra Projeto e aos olhos da história o sono dos honestos sempre será mais tranquilo que os dos desonestos, mesmo que na derrota!

Abraços.

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Marcelo dos Santos Pereira

23 de junho de 2021 às 12h55

Deixa eu complementar meu comentário com algo que, no artigo, me deixou encucado – os números.
Disse (+/-) o articulista – o Ciro teve 1,4 mi visualizações e o Haddad 1,4, já o Gentili 8 milhões.
Primeiro, fui assistir a entrevista do Haddad. Desculpe, mas é ruim. A interação do Monark e o Igor com ele são muito piores que as com o Ciro. Se o público deles tem empatia com eles então o Ciro ganhou de 7×1 sobre o Haddad.
O Gentili é incomparávelmente mais conhecido e seguido que o Ciro Gomes. Por isso o número de views muito maior.
O Ciro teve já 1,6 milhões de views depois de 5 dias, o Haddad ficou nos 1,4 após quase dois meses.
A penetração do Ciro no público mais importante da próxima eleição foi enorme. Algo que, acho, ele nunca teve.
O sentimento é “nem bozzo e nem PT” e isso vai se multiplicar, pode escrever. SE não houver mais de que uma chapa que não seja o bozzo e o PT, a vitória é certa. Se tiver mais de um daí complica, vamos ter que escolher o menos pior de novo.

Responder

Paulo

23 de junho de 2021 às 10h39

Parabéns ao Cafezinho. Censurando comentário. Virou mais do mesmo dos blogs partidários que se arvoram como “democratas”. Pena. Só resta saber se começaram, também, a trabalhar a soldo do PT.

Responder

    Paulo

    23 de junho de 2021 às 23h50

    ?

    Responder

Tiago Silva

23 de junho de 2021 às 09h19

Miguel, parece que busco sempre alertar para algo que possa ter passado sem muito cuidado. No próprio texto você revela um dado de alerta que não explora muito: a possibilidade de Danilo Gentili crescer nas pesquisas. Gaba-se por Ciro ter conseguido uma audiência de 1,4 milhão (mesma que Haddad), mas não repara que Gentilli tenha conseguido mais de 8 milhões de audiência no mesmo canal!

A estratégia do NeoFascista do Danilo Gentilli (e da trupe de oportunistas que o impulsionam como MBL, Novo, Moro, etc) é fazer um mimetismo do que já ocorreu na Ucrânia e principalmente o case de Beppe Grillo do partido 5Estrelas na Itália (que também foi destruída por Guerra Híbrida e Lawfare).

A esquerda deveria buscar ter um contraponto ao Danilo Gentilli e o melhor candidato para isso seria se Gregório Duvivier fosse candidato à presidência pelo PSOL.

Não se trata de um “novo Garotinho” que vai superar Ciro de novo, mas de um “novo Bolsonaro” com os mesmos preconceitos e potenciais eleitorais.

Fiquem alerta!

Responder

Cristiana Lima

23 de junho de 2021 às 08h59

Mais do que sobre a política propriamente dita, seu texto fala sobre respeito. Parabéns!

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Filipe Martins Aléssio

23 de junho de 2021 às 07h54

Apesar do erro absurdo em biologia evolutiva (absurdo mesmo!) o texto está excelente! É o Cafezinho que eu adorava ler a uns tempos atrás.

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    Vinicius

    24 de junho de 2021 às 14h47

    Inseriu o assunto para dar ênfase ao título do post. É comum em textos de jornalistas quando avançam para além da área que conhecem.
    Gosto de ler os textos do Miguel pq são criativos e provocativos.
    Neste eu fiquei com impressão que ele exagerou.

    Responder

Alan C

23 de junho de 2021 às 07h40

1) Bozo é qq coisa, menos conservador e liberal, é só um pseudo aproveitador, chucro, tosco e inábil, sequer evangélico é, entendedores entenderão. Se fosse um centésimo menos idiota já estaria reeleito usando a covid como plataforma.

2) Ciro erra sim, muito, mas erra quando faz vídeo “fofo” com a esposa, vídeo medonho com bíblia e constituição, ter o “gênio” João Santana como marqueteiro e erra ao não falar fácil pro povão. O resto é bobagem, melindre. Falar que ele perde simpatizantes pq usa o termo lulopetismo é algo bem… criativo…

3) Ciro está à esquerda do PT e é por isso que ele é persona non grata (mais do que Lula) aos olhos da elite financeira. Se Lula vencer (o que hoje parece ser BEM provável) o baronato sabe como ser “brother” dele. Esse filme a gente já viu…

4) O jumento genocida vai perder sim, mas não pq “agora é Lula lá”, mas pq a força motriz para 2022 consolida-se cada vez mais como sendo o antibolsonarismo, e não mais o antipetismo, como em 2018.
Trocando em miúdos: quem não é gado-raíz, votará contra ele, simples assim.

5) Ficarei surpreso se meu comentário aparecer aqui. O Cafezinho tem barrado meus comentários com mais de 3 linhas, ao contrário de muitos que publicam diariamente textos com 487 linhas. Vamos ver.

Responder

EU

23 de junho de 2021 às 07h37

MILITANTE CIRISTA DISFARÇADO DE ESQUERDA,DÁ OUTRA MANCHETE SOBRE CIRO EM SEU SITE DE NOTÍCIAS.

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fernando roni bazzo

23 de junho de 2021 às 01h22

sério..que campo progressista é esse que nunca foi capaz de tecer as criticas que lula e seus asseclas merecem??..lula teve 13 anos pra fazer do brasil um pais possível e graças a sua sede e plano de poder dos petistas jogou a esquerda no latão de lixo..ciro é o cara da esquerda ..fiel a seus principios e com coerencia,,sem falar que é o unico complano de nação..vcs me parecem uns velhos gagas que esqueceraqm até a porta do banheiro do asilo…quando os bozo e os petralhas batem no ciro, mais vejo que ele é na verdade a única via com algima decencia e moralidade..2022 vai ter surprtesa de mnovo,,,anota ái gente arcaica..

Responder

Pedro

22 de junho de 2021 às 22h53

Um excelente site. Mas de um tempo pra cá parece que ta escutando $ demais a burocracia petista.
O Ciro ta é politizando a favela. Esse meu amigo Lula, pra nos do capao, virou um grande traidor, assim cono a tabata, q alias sumiu, nunca mais botou o pé na vila.
Acorda amigo, Ciro é o cara ant sistema e nois tamo agarrado no PND ate umas hora. Salve irmao.abracos

Responder

Frank

22 de junho de 2021 às 22h39

Que texto fraco. Sua cadela Zizi se replica porque ela é nada, não ameaça ninguém, só serve para diversão. A Zizi é o Daciolo, é Danilo Gentilli. Quem quiser sobreviver na savana do jogo político, tem que ser trigre e leão.

Responder

Kleiton

22 de junho de 2021 às 22h23

Não tiro a razão de Ciro Gomes quando ele ataca Lula e o PT, até porque os mais esclarecidos sabem que a estratégia petista em 2018, de manter candidatura própria, culminou com a vitória deste energúmeno que nos representa no executivo. Além do mais, essa polarização cega que fica endeusando lula e bossonaro está matando o país. Precisamos de capacidade e projetos, precisamos andar pra frente, valorizar capacidades e competências. Ciro Gomes merece uma chance de nos liderar por um caminho novo de esperança.

Responder

Edson

22 de junho de 2021 às 22h12

Só um esclarecimento ao grande intelectual Miguel do Rosário, quando Ciro usa a expressão “Lulopetismo” ele Não está se referindo diretamente à Militância do PT, aos eleitores do PT como vc diz, e nem sequer ao PT como o todo, o termo “Lulopetismo” é direcionado a Direção Nacional do PT(a parte que Manda no PT), que é controlada pelo Lula. O Ciro também chama isso de “Burocracia do PT”.
Sinceramente pensava que vc com toda sua capacidade intelectual conseguiria distinguir isso. Ou não seria incapacidade de distinção?
E pra finalizar, sou obrigado a concordar contigo em um ponto. Para o Ciro ganhar é realmente muito difícil mesmo, não por essas críticas bobas que vc cita(vide Bozo), mas sim por ele ser um cara realmente contra o esse sistema que domina o nosso país a décadas, o contrário do Lula, que sempre quis ser do sistema, que foi sistema por 14 anos, depois foi expulso e preso por um período, mas que já está de volta novamente, com a mesma cara de pau de sempre.
Sabe qual consequência pior disso tudo??
Daqui um tempo ninguém saberá ou dará valor as Idéias de Esquerda.
Para o Povão, vai ser tudo do mesmo esgoto, se é se já não é assim.

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MARCELO SANTOS PEREu

22 de junho de 2021 às 21h49

Bom texto. Mas acho que merece reparo. Petista hoje não vai mudar de opinião. Vc pode se pintar de ouro que eles vão de PT em 2022. Então querer agradar essa gente é besteira. Bolsominion é capaz de ser atraído se seus valores forem atacados pelo bozzo (as falcatruas aparecerem, o bozzo continuar tendo que se unir aos centrão, ele continuar desdenhando as mortes e os patentes deles morrerem, etc). Portanto tem que morar na conquista dos nem nem e dos Minions arrependidos. Atacar o PT e afirmar sua corrupção é estrategicamente bom. Vc tem que mostrar que sabe como melhorar o Brasil. Pesquisa mostrou que 47 % dos jovens de 15 a 29 anos desejam ir embora. É pra esses que tem que falar. Dar-lhes esperança de novo. Para esses o PT é causa também. Portanto a estratégia está certa.

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    EdsonLuiz.

    24 de junho de 2021 às 00h08

    Eu concordo com você, Marcelo Santos Pereu.

    Principalmente nos últimos anos, já no poder, mas não só, o PT polarizou contra toda a sociedade. Lideranças polīticas de diversos matizes iam sendo embrulhadas em um mesmo pacote, atacados em suas reputações, muitas e muitas vezes com mentiras e leviandades. Era a política maniqueísta petista do nós contra eles. Resultou em contra-reaçã de uma parte grande da sociedade, quando ela entendeu que o PT era igual àqueles que atacava. Em muito, até pior.

    Funcionando por vislumbre e percepção, sem dispor de educação política e de tempo suficientes para clarear os fatos e amadurecer opiniões, os eleitores que desenvolveram sentimento de rejeição ao PT escorregaram para bolsonaro. Os eleitores escorregaram de uma narrativa fåcil e impostora para outra: Lula e bolsonaro souberam falar com as pessoas
    para conseguir apoio. Eles fazem uma narrativa ordinária, mas funciona, este é o fato.

    O Ciro precisa do traquejo de falar a todos, de falar a estes que não possuem maior cultura política nem tempo para processar informação.

    A disposição da maioria dos eleitores ainda é de arriscar uma mudança para ver se acerta. Lula foi essa tentativa de mudança. Na falta de um projeto, Lula dotou o projeto que estava implantado quando assumiu. Consumido o que encontrara, Lula e o PT, no Lula2 e sob Dilma, passaram a fazer experiências exóticas em economia sem conhecer o que mexiam e cooptar apoio do povo simples oferecendo dinheiro para gastos de forma não sustentável.

    bolsonaro deve repetir essa irresponsabilidade de ampliar gasto de forma fisiológica e populista para continuar no poder.

    A polarização foi criada por Lula. A sociedade ficou separada em LULA/PT versos CONTRA O PT.

    E assim continua: o eleitor que ainda percebe Lula como opção a suas necessidades, vai continuar a ouvir e acompanhar Lula, pensando que o paìs ainda tem espaço para doação de dinheiro para aumentar o consumo. Já aquele eleitor menos preparado, mas com percepção contrária ao PT, vai continuar a ouvir e acompanhar bolsonaro.

    Ciro ou qualquer outro candidato só consegue ser ouvido e acompanhado por quem não quer o PT se inicialmente polarizar. E não se polarisa contra dois.

    O PT criou, com sua antipolítica, a polarização que vivemos. A polarização continua sendo contra o PT. O voto um pouco mais preparado já é de Ciro. O que voto que falta é o voto menos preparado que está com bolsonaro. Temos que tirar esse eleitor de bolsonaro e isso só vai acontecer se esse eleitor perceber em Ciro
    um político melhor que bolsonaro contra o PT. Apenas precisa se ater aos dados e aos fatos, sem agressões. Isso é mais difícil, por não poder usar as narrativas fáceis e enganosas dos dois adversários demagogos e populistas, mas precisa Ciro precisa ganhar traquejo para dazer isso.

    Nós podemos assumir a iniciativa da polarização contra Lula, tirando essa posição de bolsonaro, ou ficarmos no vácuo, deixando Lula e bolsonaro reproduzirem em 2022 o mesmo quadro de 2018.

    Eu prefiro a inicjativa, com pudor e com projeto.

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Paulo

22 de junho de 2021 às 21h44

Caro Miguel. Lula é, sim, culpado. Se não do ponto de vista legal, mas do moral. E o moral, meu caro, está acima do legal. Só falta você dizer que o Lula desconhecia o que se passava com os contratos da Petrobrás, superfaturados com o propósito de irrigar as campanhas petistas e dos partidos e políticos agregados, com caixa dois. Não sejamos cegos nem ingênuos. Lula só foi processado pelo motivo errado. Em vez de enriquecimento ilícito deveria ter sido processado por formação de quadrilha, assim como José Dirceu, o articulador. Então, sem essa de Lula inocente. Inocente é quem acredita nisso.

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    Paulo

    23 de junho de 2021 às 23h52

    O Miguel sabe a verdade, xará! Você não precisa dizer a ele…

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Alexandre Neres

22 de junho de 2021 às 21h25

Acho que nós do campo progressista, que nos identificamos mais com PCdoB-PSOL-PT, devemos ficar calados. Podemos fazer um reparo aqui ou acolá. Todavia, espero que essa crítica cale fundo em ciristas que frequentam esse blogue com uma empáfia, que pelamordedeus. Uma retórica udenista, careta, uma soberba que só pode ser utilizada por quem não governa nada muito relevante de há muito e fica se gabando desse purismo jeca de quem nunca chegou lá. Já vimos esse filme várias vezes antes e chega sempre ao mesmo lugar. Torço para que o Ciro recupere o prumo e seja uma opção a mais no nosso campo. Numa hora dessas, não há espaço para tergiversação. Todos sabemos quem é o adversário a ser batido para que a nação tenha alguma chance de entrar nos trilhos depois do poço sem fundo no qual nos metemos.

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    Rodrigo Silva

    22 de junho de 2021 às 23h13

    Por favor, meu amigo!!!! Sou doutorando em sistemas de controle… O que vcs não admitem é incapacidade dos petistas em simular vários cenários socioeconômico. E essa é grande capacidade de abstração do Ciro que vcs tanto odeiam!!! Vcs não conseguem equilibrar os interesses políticos e econômicos para convergir no bem-estar social do país. Queiram ou não a Europa Ocidental entendeu isso. Mas aqui estou falando como Esquerda hegemônica que esteve no poder e fez do Brasil a Meca dos lucros especulativos do Santander e não enfrentou o sistema tributário mais regressivo do mundo. Entenda: o povo deu o voto de confiança a vcs, mas a médio prazo deu m*!!!!! Pule do pedestal pois levaram uma surra do Bolsonaro na última eleição. Ou vc acha que é melhor que o povo para fazer o julgamento da política econômica nas urnas???

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      Alexandre Neres

      23 de junho de 2021 às 23h21

      Meu caro, adorei seu comentário. No Brasil é cheio de gente assim como você que não se dá conta do quanto é ridículo. A turma da casa-grande que antigamente se utilizava de um título nobiliárquico agora se ocupa do bacharelato para querer acabar regra para os demais. Tantos livros já trataram disso que é despiciendo abordar. “Sou doutorando em sistemas de controle…” Antes de começar a escrever, já dá uma carteirada, do tipo eternizado pelo antropólogo conservador: “você sabe com quem está falando?” É exatamente este Brasil pernóstico que crítico nos meus textos. O que você replicou era destinado a você antes mesmo de te conhecer. Sua resposta mostra que consegui atingir meu propósito. Obrigado!

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        Alexandre Neres

        23 de junho de 2021 às 23h22

        * cagar regra, maldito corretor

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Felipe

22 de junho de 2021 às 21h23

Eu realmente não consigo concordar com essa visão onde lulopetismo, corrompido ou não, seja tão futil ou incorreta. Digo isso do ponto de vista estratégico mesmo. Não concordo com essa visão, um tanto esotérica, que isso seja preconceituoso. Preconceituoso é “coroné” ou coisas ainda que piores, expressados insistentemente pelo pt através de sua direção, quando não pela presidência. Inclusive, pelo proprio ex-presidente julgado condenado, com processo anulado por questões jurisdicionais, em pura manobra do judiciário, quando o correto seria por imparcialidade.
Outro fato intrigante, pra dizer o mínimo, é essa visão dos acertos nas coligações petistas. Um filme do passado com boa parte do mesmo elenco que nos trouxe até aqui. Acerto mesmo? Do ponto de vista estritamente eleitoreiro talvez, agora do país desenvolvimentista que almejas, me perdoe, é um filme de terror. Inclusive, com o aumento das políticas populistas que vem por aí, como o aumento do bolsa familia, aumento do juros pra angariar apoio dos bancos, dentre outros e com a expectativa de um julgamento por juiz imparcial dos processos da lava-jato, não me surpreenderia o antipetismo versão 2.22.
Essa história de colorir a todo momento o Ciro de erros e considerar esse caminho trilhado por Lula um sucesso, inclusive classificando-os como acerto é de chorar.

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Rodrigo Silva

22 de junho de 2021 às 20h56

Respeito pelo adversário!!??? Por favor, Miguel… A narrativa petista é cooptar ou destruir qualquer adversário desde sempre. Outra… vc parte da perspectiva da pequena política…aquela velha disputa de forças onde o mais forte decide sobre a coalisão de governança de um suposto governo arbitrário. Ciro e alguns querem a grande política: a hegemonia moral. Querem romper com a nossa subserviência econômica e política elevando a consciência da massa. Mas eu entendo, vc deve ter perdido muitos amigos petistas e, talvez, oportunidades falando sobre Ciro. Desejo sucesso!!!!

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CezarR

22 de junho de 2021 às 20h19

Bom Miguel, sendo bem sincero. Vi a entrevista com o Rafinha e na hora, ali no momento, tive a exata impressão daquela defendida pelos “ciristas”. Só depois do 247 dar tanta ênfase é que admiti a hipótese dele ter se referido ao Haddad, contudo, no contexto de tudo o que ele já falou e fala sobre o Haddad, é pouco crível que tenha se referido a ele com o adjetivo bandido. Acho que se referia sim à coalizão de apooi.

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Marcelo

22 de junho de 2021 às 20h03

Cara,

Nunca deixe de ser essa pessoa crítica e que pensa fora da caixa.
Sei que você apanha de tudo quanto é lado quando produz textos como esse, mas é desse tipo de postura que estamos precisando no campo progressista.

Parabéns!

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Galinze

22 de junho de 2021 às 19h42

Conseguir assistir a 5 minutos de entrevista a Cirolipa já não é coisa para muitos….agora 5 horas tem que ter estômago de aço….meus parabéns !!!

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    fernando bazzo

    23 de junho de 2021 às 01h29

    bom mesmo é ouvir o enganador do lula mentindo o tempo todo né!!..sério..os bozo a gente ainda dá um desconto pois não passam de ignorantes, mas os petralhas na verdade são desonestos intelectuais..gente que faz de conta que o lula não errou feio e se corrompeu jogando a esquerda na lata de lixo da história..retorcedemos como pensamento 20 anos e demos oportunidade a essa coisa chamada bozo..isso é culpa sim do lulopetismo sem vergonha na cara..

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