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Lisura da fortuna de Hang é questionada em relatório da Abin

Por Redação

22 de junho de 2021 : 15h36

Um dos principais e mais influentes apoiadores de Jair Bolsonaro, o empresário Luciano Hang, teve a lisura de sua fortuna questionada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que produziu um relatório com o total de 15 páginas.

O documento foi produzido em julho de 2020 e foi apontando diversas inconsistências. De acordo com o UOL, o órgão enviou esse relatório à Casa Civil, Comando do Exército e à Polícia Federal. Um senador da CPI da Covid também já está com o documento em mãos.

A Abin é vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), liderada pelo general Augusto Heleno. Na realidade, a partir de 1997, Hang passou a ter negócios com lisura questionável.

“Sempre expandindo os negócios, sem sócios, sem investidores, sem endividamento e muitas vezes parecendo possuir uma fonte oculta de recursos, que não se explicaria apenas por sonegação fiscal e contrabando de artigos importados para lojas”, diz o relatório.

No ano 2000, uma estudante de economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que teve a identidade preservada no relatório produziu uma monografia sobre a competitividade das lojas Havan, “obtendo por meio de Luciano Hang acesso a dados contábeis da empresa”.

No relatório, o trabalho da aluna revelou que o custo fixo mensal das lojas da Havan era “cinco vezes maior do que o faturamento”. Em outras palavras, nessas condições, Hang não teria como manter o negócio de pé.

“Este custo fixo relatado se referia ao estoque que equivaleria a 5 vezes o faturamento em um mês da rede de lojas e exigia alto capital de giro, demonstrando já nesta época a alta disponibilidade financeira de Hang”, apontou.

Ainda no trabalho da estudante, foi feito um tópico sobre “Havan Financeira” que a Abin também teve acesso e descobriu que, no início dos anos 2000, Hang começou a possuir uma empresa especializada em empréstimos milionários.

De acordo com o documento, na prática se tratava de “agiotagem” e que resultou em cobranças na Justiça. Ao todo, são 25 processos ativos no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e relacionados aos empréstimos do bolsonarista.

“É de se supor que os empresários que procuravam Hang não estariam aptos a passar pelo crivo analítico de um banco de verdade, sujeitando-se a exposição de cobrança de juros acima do mercado e alienação de bens em garantia”, afirmou a Abin..

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4 comentários

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Netho

23 de junho de 2021 às 16h32

“Le secret des grandes fortunes sans cause apparente est un crime oublié, parce qu’il a été proprement fait”, escreveu Balzac no romance “O Pai Goriot”, em 1834. Por outras palavras, o segredo das grandes fortunas é um crime que, entretanto, caiu no esquecimento, porque foi “bem executado” ou “bem acobertado” pelo Poder Judiciário.
Não há uma única grande fortuna no Brasil fora da lei de Balzac. A diferença é que no Brasil a grande fortuna também goza de paraíso fiscal com a isenção de lucros e dividendos além da isenção do juro sobre capital próprio. Sem falar no fato de que no Brasil, o único tributo não regulamentado no Sistema Tributário Nacional é, exatamente, o IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS.

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Netho

22 de junho de 2021 às 18h57

Balzac já dizia que por trás de toda fortuna há um crime inconfessável. No caso das Grande Fortunas tupiniquins há “serial killers” em profusão geométrica.
Fata a história do capitalismo norte-americano com os seus famosos “barões ladrões”.
Desde 05 de outubro de 1988 não se cobra o Imposto sobre Grandes Fortunas previsto no artigo 153, inciso VII da Constituição Federal.
Caso houvesse sido regulamentado já teria arrecadado mais de UM TRILHÃO de reais a preços correntes de 2020, na hipótese mais conservadora.
O potencial de recolhimento do Imposto sobre Grandes Fortunas é igual a CEM BILHÕES ANUAIS, na pior das hipóteses.

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Paulo

22 de junho de 2021 às 18h39

Não existe grande fortuna honesta. Pode existir grande fortuna obtida por meios lícitos, mas é muito, muito rara…

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Galinzé

22 de junho de 2021 às 17h23

Sonegar impostos num lugar como o Brasil equivale a ligitima defesa, faz bem a sonegar quem sonega, se eu soubesse como fazer também faria.

Nenhuma empresa conseguiria contratar 1 funcionário sem sonegar num país ridículo como o Brasil onde a mentalidade comunistoide troglodita ainda é predominante e onde os empreendedores são tratados como perigosos criminais.

Não é por acaso que quem pode escapa desse lugar na primeira ocasião e prefere viver como clandestino em outros países

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