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Imagem: Agência Senado

Randolfe solicita que Mendonça seja declarado suspeito para julgar ação contra Bolsonaro

Por Redação

18 de dezembro de 2021 : 10h39

O senador e líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, que o recém empossado ministro da Corte, André Mendonça, seja declarado suspeito para julgar ações envolvendo Jair Bolsonaro.

Mendonça foi indicado pelo governo para assumir a vaga de Marco Aurélio Mello, que se aposentou os 75 anos.

Recentemente, o “terrivelmente evangélico” foi sorteado para relatar uma notícia-crime protocolada pelo próprio Randolfe que acusa Bolsonaro pelos crimes de prevaricação e advocacia administrativa.

Nesta semana durante evento na FIESP, Bolsonaro assumiu que interferiu no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em favor de Luciano Hang, dono da Havan.

“Também, há pouco tempo, tomei conhecimento que, uma obra, uma pessoa conhecida, o Luciano Hang, estava fazendo mais uma loja e apareceu um pedaço de azulejo durante as escavações. Chegou o Iphan e interditou a obra. Liguei para o ministro da pasta: ‘que trem é esse?’, porque eu não sou tão inteligente como meus ministros. ‘O que é Iphan?’, com PH. Explicaram para mim, tomei conhecimento, ripei todo mundo do Iphan. Botei outro cara lá. O Iphan não dá mais dor de cabeça pra gente”, assumiu Bolsonaro.

De acordo com Randolfe, Mendonça é suspeito para julgar o caso porque no período que aconteceu a interferência de Bolsonaro no Iphan, o agora ministro era advogado-geral da União (AGU).

“Para além dessa relação, o ministro assumiu em 2019 o comando da AGU, com a chegada de Bolsonaro à Presidência, saindo somente em abril de 2020, para assumir a pasta da Justiça e Segurança Pública”, argumenta Randolfe no pedido.

“A troca da diretoria do Iphan ocorreu em dezembro de 2019, de modo que se percebe que o ministro foi advogado-geral da União durante o período em que o presidente da República promoveu a mudança da cúpula do órgão administrativo, tornando-se temerária sua atuação neste processo por sua vinculação direta aos fatos ocorridos”, completa.

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2 comentários

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Ivan Aragão de Lima

20 de dezembro de 2021 às 19h44

Esse Randolfe devia ter vergonha nessa cara ficha suja não é não fará nada pra cara se tivesse um judiciário sério ele taria na cadeia um vigarista safado que o povo em 2022 tire esse lixo da vida pública

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EdsonLuiz.

18 de dezembro de 2021 às 15h43

Está aí um bom entendimento do que é SUSPEIÇÃO JURÍDICA!

O conceito de suspeição ė parte da blindagem da lei para evitar a possibilidade de haver injustiça no próprio curso do exercício da justiça.

Outros mecanismos, instrumentos e normas legais, secundários e acessórios
ao principal, como os ritos de processos, são firúlas jurídicas, mas importam porque constituem essa blindagem ao processo de fazer justiça.

O principal em justiça são as normas legais que estabelecem a previsão de crimes e os artigos legais que culminam as sanções, sendo os dispositivos acessórios à lei e à sua aplicação apenas blindagem para a boa aplicação, como eu chamo esses aspectos meramente acessórios. Porém, o descumprimento de obrigações acessórias a transformam em obrigaçåo principal, sujeitando assim a penalidades aqueles que descumprem ritos.

Mas há que definir claramente que quem descumpre ritos e outros recursos que sejam apenas acessórios à aplicação da lei está sujeito a punição, mas não é ele o CRIMINOSO!

Quando covardemente criminosos, gente EFETIVAMENTE CRIMINOSA, desvirtua os fatos usando narrativas para confundir ou inverter no imaginário popular o que efetivamente constituiu CRIME, está ele, este manipulador que inverte a gravidade dos fatos, praticando mais um ato vil para sair impune de algum crime que tenha praticado e tratando como criminoso alguém que, pelo conträrio, não cometeu nenhum crime e até buscava fazer justiça.

Nesse caso tratado no POST acima, o senador Randolf Rodrigues pede que seja declarada a SUSPEIÇÃO do ministro de STF André Mendonça após considerar aspectos secundärios às causas julgadas, mas que são aspectos que retiram a certeza acima de qualquer dúvida no julgamento, uma vez que a questão a ser julgada envolveu atos de jair bolsonaro, tendo sido André Mendonça Advogado Geral da União à época do acontecido.

Portanto, ao pedir que o ministro André Mendonça seja considerado suspeito, o senador Randolf Rodrigues não está afirmando que o ministro seja criminoso, não está definindo que o ministro tenha praticado algum crime e deve ir para a cadeia ou que, ao julgar, irá incorrer em crime. O senador Randolf apenas está pedindo que o ministro André não seja o julgador do caso por André ser um ministro cuja relação com os fatos não dão garantia de isenção acima de qualquer dúvida para julgar o caso.

Já pensaram se isso envolvesse um caso de julgamento de algum corrupto, e já houvesse atė condenação do corrupto em 1ª, em 2ª e em 3ª instâncias, e o corrupto tivesse cúmplices numerosos, suficientes para fazer um barulhão e inverter os fatos para extrair vantagem eleitoral, além da vantagem de ser um corrupto condenado e mesmo assim posar de inocente?

Isso seria justiça?

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