Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

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Exame/Ideia mostra crescimento vigoroso de Lula

Por Miguel do Rosário

24 de fevereiro de 2022 : 11h00

A pesquisa Exame/Ideia divulgada hoje, que entrevistou 1.500 pessoas, por telefone, entre os dias 18 e 22 de fevereiro, e custou R$ 27 mil, mostra o crescimento contínuo de Lula desde o ano passado, tanto na espontânea quanto na estimulada.

Na espontânea, que muitos analistas consideram mais confiável que a estimulada, por apontar um eleitor mais decidido, Lula mantém um ritmo vigoroso de crescimento: tinha 28% em dezembro, saltou para 34% em janeiro e agora tem 36%.

Bolsonaro, por sua vez, também apresentou crescimento na espontânea, de 20% para 22%. A propósito, essa é mais uma pesquisa que se contrapõe à Modalmais/Futura divulgada ontem, que dava 33,3% para Bolsonaro na espontânea, um número 12 pontos acima da média de seis grandes pesquisas realizadas nos últimos 3 meses. Sobre isso, leia esse post.

Sergio Moro pontuou 5% na espontânea, 1 acima de sua marca em janeiro. Ciro Gomes, por sua vez, oscilou 1 ponto para baixo, e agora tem 3% na espontânea.

Na estimulada, também se registra o crescimento contínuo do ex-presidente Lula. Ele tinha 37% em dezembro, subiu para 41% em janeiro e agora tem 42%.

Bolsonaro, por sua vez, voltou para os 27% que tinha em dezembro, depois de ter caído para 24% em janeiro.

Moro recuou 1 ponto e também voltou ao que tinha em dezembro: 10%.

Ciro oscilou 1 ponto para cima, atingindo 8%, percentual todavia distante do que apresentava em alguns cenários até meados do ano passado, quando manteve dois dígitos por alguns meses.

Em votos válidos, Lula chegou a 46% na pesquisa Exame/Ideia, faltando portanto 4 pontos para uma eventual vitória no primeiro turno.

Nas simulações de segundo turno, Lula ganha de Bolsonaro por 49% X 35%, o que corresponderia a 14 pontos de vantagem.

O petista também venceria Sergio Moro, por 49% X 33%, ou 16 pontos de vantagem.

O adversário mais fácil de Lula, segundo a pesquisa, seria Ciro Gomes, com o petista vencendo por 47% X 27%, 20 pontos de diferença.

Ciro Gomes venceria Bolsonaro com margem apertada, por 39% X 36%, 3 pontos de diferença, muito perto de um empate técnico.

Conclusão

A pesquisa Exame/Ideia confirma a liderança de Lula, a resiliência de Bolsonaro, a cristalização da polarização e as dificuldades da terceira via. Do ponto-de-vista da oposição, a sondagem reforça a importância da unidade em torno do ex-presidente Lula, único nome com força popular suficiente para enfrentar uma extrema-direita altamente mobilizada, cujo líder máximo, o presidente Jair Bolsonaro, comanda a máquina do governo federal.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Tiago Silva

24 de fevereiro de 2022 às 14h22

Existe um “Voto Envergonhado” em Bolsonaro (eleitores de Bolsonaro que têm vergonha de declarar esse voto) que as pesquisas não estão pegando, porém esse teto de votantes no Bolsonaro hj deve estar em algo em torno de 35% pelo índice de rejeição ainda muito elevado do Bozo (algo em trono de 55% a 60%).

Daí, a polarização se perfaz com eleitores espontâneos de Lula em torno de 30% e eleitores espontâneos em Bolsonaro em 25% a 30%… porém, o “Trumpismo” pode crescer nesse período de bombardeio de videos/memes em redes sociais, além dos esforços militantes do Partido da Imprensa Golpista e Partido do Militarismo.

Aparentemente, com a diminuição de indecisos, tanto Ciro como Moro, Dória e Eduardo Leite vão brigar para terem mais visibilidade com vistas as eleições de 2026 ou até as eleições de 2030 (neste caso, apenas a partir de 2030, apenas ocorreria se: 1- o governo do PT não frustrasse a população em um governo com poucas mudanças nas políticas neoliberais postas por FHC, postas no próprio governo do PT – e muitos dos eleitores de Bolsonaro/Direita foram os beneficiados pelo Fies para Faculdades Particulares -, postas por Temer e continuadas pelo Bozo…. ou 2- caso o PT consiga ideologizar as massas como o Bolsonaro conseguiu em relação ao seu núcleo duro de eleitores da bala, boi, bíblia, representantes do Capital ou quem se acha empresário…. mas aí o PT teria que ter um “núcleo duro próprio do PT” como Estudantes- principalmente com a ampliação de Universidades Públicas -, Trabalhadores – daí a necessidade de se acabar com a pejotização e com tributação nas especulações financeiras de rentistas da terra como de ativos financeiros- , reconquistar profissionais de educação e saúde, além de buscar reconquistar a classe média baixa por uma tributação maior no capital em relação ao trabalho).

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