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Crédito: GIFE

Especialistas mostram caminhos para filantropia negra e equidade racial, nesta terça-feira (30)

Por Redação

26 de agosto de 2022 : 18h13

“Filantropia e Equidade Racial: desafios e modos de fazer” integra ações do Mês da Filantropia Negra. Encontro é coordenado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), que há mais de 27 anos atua para fortalecer investimento social privado no Brasil

Especialistas que são referências em equidade racial estarão reunidas, na próxima terça-feira (30), das 9h30 às 18h, durante o encontro “Filantropia e Equidade Racial: desafios e modos de fazer”. O evento integra as ações do “Mês da Filantropia Negra”/“Black Philanthropy Month (BPM)”.

Em formato híbrido [online e presencial], o encontro é promovido pela Rede Temática de Equidade Racial [https://equidaderacial.gife.org.br/], sob a coordenação do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE). Além do GIFE, a Rede Temática é composta por Instituto Unibanco, Instituto Ibirapitanga, Fundação Tide Setubal, Itaú Social, Fundação Roberto Marinho, Open Society Foundation e Ford Foundation.

Coordenado pelo GIFE — plataforma que há mais de 27 anos trabalha pelo fortalecimento da filantropia e do investimento social privado no país — o “Black Philanthropy Month” é realizado, no Brasil, em parceria com a The WISE Fund. Esta é a segunda edição brasileira do BPM que, este ano, tem como tema “Força — A urgência do agora! Do sonho à ação”.

“A próxima terça-feira será dedicada à troca de conhecimentos, saberes, modos de fazer e práticas — como grantmaking —, com o objetivo de jogarmos luz à filantropia negra no Brasil, seu contexto histórico e suas particularidades”, explica o secretário-geral do GIFE, Cassio França. “Trata-se de um importante momento para reflexões sobre a importância da filantropia e do investimento social brasileiro como promotor e fomentador de iniciativas e ações afirmativas de equidade racial”, reforça.

Entre os convidados ao encontro, personalidades como Thuane Nascimento, diretora-executiva do PerifaConnection e integrante da Coalizão Negra por Direitos, que falará no “Painel I – Práticas filantrópicas para a equidade racial”.

O “Painel II – Ações Afirmativas no Ensino Superior e Empregabilidade” terá a participação, por exemplo, de Daniel Bento, diretor do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT).

Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, e Marcelle Deconthé, gestora de Programas do Instituto Marielle Franco, estarão no “Painel III – Democracia e equidade racial e as intersecções com economia, desigualdade e desenvolvimento”.

Mês da Filantropia Negra — Além de produzir e disseminar conhecimentos sobre toda a diversidade da comunidade negra — levando em consideração gênero e nacionalidades — a edição 2022 do BPM pretende dar destaque aos líderes da diáspora africana.

O “Black Philanthropy Month” iniciou nos Estados Unidos, em 2011, fundado por Jacqueline Copeland [a “Jackie”, como é conhecida]. O principal objetivo do movimento é investir em ações concretas para a inclusão social de pessoas negras.

O BPM mobiliza cerca de 17 milhões de pessoas em iniciativas ao redor do mundo, em mais de 40 países. Nas edições de 2020 e 2021, por exemplo, contou com mais de 1,5 mil participantes de 30 nações ao longo de todo o mês de agosto, além do engajamento de mais de 1 milhão de pessoas via mídias sociais.

A programação completa do encontro “Filantropia e Equidade Racial: desafios e modos de fazer” pode ser acessada aqui [https://mailchi.mp/gife/filantropia-e-equidade].

O GIFE — O Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) é uma plataforma de fortalecimento da filantropia e do investimento social privado no Brasil. Há mais de 27 anos, promove espaços de diálogo e colaboração entre as organizações. Também produz e compartilha conhecimento a partir de pesquisas, análises e debates, buscando referências inovadoras para o constante aprimoramento da atuação dos associados e para o fortalecimento do setor. Atualmente, conta com uma rede de mais de 160 associados que, somados, aportaram R$ 5,3 bilhões em investimento social, de acordo com o Censo GIFE 2020, operando projetos próprios ou viabilizando os de terceiros.

SERVIÇO:
“Filantropia e Equidade Racial: desafios e modos de fazer”
o Data: 30 de agosto de 2022
o Horário: 9h30 às 18h [horário de Brasília]
o Local: online e presencial/Instituto Unibanco [Conjunto Nacional, Avenida Paulista, 2073, 7º andar, Horsa 2, ao lado do Cine Marquise, São Paulo (SP)]

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3 comentários

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EdsonLuíz.

27 de agosto de 2022 às 13h21

O que divide o tecido social e perpetua a exclusão é a desigualdade de representação!

Uma mulher ganhar conciência de que vai ser excluída daqueles espaços de poder que desenham as oportunidades de realização pessoal e profissional e saber que a baixa representação de mulheres nesses espaços constitui um muro importante que a impede de realizar seus objetivos deve inspirá-la e inspirar os seus amigos, familiares e inspirar a todos, homens e mulheres, para derrubar os muros que as exclue. E o aumento da representatividade é o mais importante nisso!

A atitude para derrubar muros estruturais contra as mulheres também vale para derrubar os muros que impedem os negros, os povos originários (índios?), os deficientes físicos e impede a todos de realizarem sua humanidade.

E a realização da humanidade de cada um é o grande objetivo do progressismo e de um progressista, e não objetivos como legalização de aborto ou legalização de drogas. Legalizar drogas e aborto são pautas importadas para o progressismo por interesses ideológicos que nada têm com o progressismo de fato. Uma mulher não realiza sua humanidade fazendo um aborto!

Quanto ao aborto, dado o drama vivenciado por mulheres em diversas situações e as consequências desse drama, pondere-se que é bem razoável defender a descriminização do aborto, o que é bem diferente de defender sua legalização.

E quanto às drogas, a começar por Canabis Sativa (a baganinha de maconha), podemos considerar “bacaninha” legalizar, mas defender legalização de maconha é ser negacionista e desprezar o apelo de sociedades médicas do mundo inteiro –e, junto, a Sociedade Brasileira de Psiquiatria– que imploram para que maconha NÃO seja legalizada. Existe também a questão moral de que quem vai na “boca” e compra droga está financiando traficantes e o crime organizado, e financiando armas.

Não faz sentido nenhum vociferar todo dia contra milícias, contra crime organizado, contra banalização das armas e até chamar pessoas de genocida e, no entanto, comprar drogas na “boca” ou de “aviãnzinho”.

E eu não posso me aferrar no meu desejo de que se legalize maconha e ser negacionista da ciência, que pede que não legalize, mesmo com o apartamento de meu vizinho, dois andares abaixo –ele psiquiatra, aliás– exalando um cheiro doce e esfumaçado que eu adoro.

Agora existe até o absurdo do “progressista” defensor da legalização da corrupção!

Voltando às questões também muito sérias da exclusão de grupos e pessoas : os muros que as excluem, sejam negros, mulheres, índios ou quaisquer outros grupos os excluídos, estes muros são estruturais e só podem ser superados, inicialmente, com compensações aos fatores que causaram a exclusão.

Há alguma lógica em pensar que é exclusivamente a igualdade de oportunidades a melhor forma de reverter esse quadro, mas este seria um pensamento ideologicamente neoliberal, idealista, e que só contribuiria para reproduzir e perpetuar a discriminação (não estou me referindo ao neoliberalismo como uma das importantes ferramentas usadas por todo bom economista, tão louca e irresponsavelmente xingada por quem se diz “de esquerda”, mas me referindo ao odiável neoliberalismo ideológico).

Toda solidariedade a excluídos é importante, mas a maior das solidariedades é lutar por aumento da representatividade.

Edson Luiz Pianca.
edsonmaverick@yahoo.com.br

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marco

27 de agosto de 2022 às 12h09

O Pt sempre turbinando as pautas de George Soros para divisão do tecido social.
Quer porque quer ser a filial do partido Democrata gringo por aqui.

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Paulo

26 de agosto de 2022 às 22h50

Não deveria existir “equidade racial”, mas equidade nacional…Mais uma ação identitária nociva à brasilidade ancestral. Como se a história pudesse ser abreviada – e a esse título. Um desserviço à Nação…Parabéns à esquerda brasileira!

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