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Haddad e a nova pressão para o BC baixar os juros

Em entrevista a Veja, o ministro da Fazenda Fernando Haddad declarou que após a aprovação do arcabouço fiscal, que substitui o teto de gastos, o jogo vira para uma diminuição dos juros. A afirmação foi um recado direto para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. De acordo com Haddad, a questão não é […]

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REUTERS/Adriano Machado

Em entrevista a Veja, o ministro da Fazenda Fernando Haddad declarou que após a aprovação do arcabouço fiscal, que substitui o teto de gastos, o jogo vira para uma diminuição dos juros. A afirmação foi um recado direto para o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

De acordo com Haddad, a questão não é mais se os juros devem cair, mas quando vão cair.

“Penso que tudo concorre para uma redução da taxa de juros no Brasil. Ninguém mais está discutindo se deve cair. A pergunta agora é quando”, disse o ministro.

O petista também voltou a defender uma relação direta entre a política fiscal e monetária. Ele alega que trazer o Banco Central para o centro do debate com o povo não significa questionar a autoridade monetária que a entidade possui. Haddad citou a mudança no discurso por parte de outros presidentes de outros bancos centrais.

“Hoje, o discurso dos próprios presidentes dos bancos centrais do mundo mudou muito. Trazer isso à consideração da sociedade não é de maneira nenhuma colocar em xeque a autoridade monetária. É propugnar por uma visão mais orgânica dessas duas políticas [fiscal e monetária], que no fundo são uma só”.

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Alexandre Neres

26/05/2023 - 22h55

O assunto segundo as caixas de ressonância do deus-mercado é restrito aos doutores. Do alto do seu pedestal, a turma da bufunfa, que enche o bolso dos rentistas, nem aceita debater o assunto, pois já definiram de antemão que é eminentemente técnico, cabendo só aos entendidos discutir sobre os modelinhos que nunca dão certo. Aí como dão errado recorrentemente, eles são mestres em serem profetas do acontecido. Só acertam quando explicam o pratrasmente. A autoridade monetária autônoma não conseguiu uma vez sequer colocar a inflação abaixo do teto da meta. Incompetente!

Por outro lado, só sendo um rematado imbecil para acreditar que a decisão é somente técnica, não havendo escolhas a serem feitas. Como se não houvesse uma escolha política a ser feita entre pelo menos umas três possíveis, não necessariamente a que implique a de campeão mundial da taxa de juros. O governo eleito fica sem ter condições de pôr em prática a política pública que fora sufragada nas urnas, por não ter como dialogar com os cabeças de planilha da política monetária. Há um déficit de legitimidade democrática, ficando só a cargo dos doutores decidirem sobre o tema, cuja proximidade com o mercado, por sua vez, é evidente, afora a ligação estreita e inadequada com o desgoverno anterior que não pega nada bem para uma autoridade supostamente independente. Não à toa Bob Fields Neto é unha e carne com o escroque Lira.

EdsonLuíz.

26/05/2023 - 20h14

Na discussão entre Política Fiscal e Política Monetária, não é dos juros que se deve falar primeiro. Também não cabe falar dos juros junto com falar de inflação, a não ser de modo bem pertinente quando tratar juros e inflação juntos.

Na discussão sobre Política Fiscal e Política monetária, quando tratar da relaçào Inflação — Juros é necessário primeiro falar da inflação, verificar sua dinâmica e conhecer os efeitos que a Política Fiscal está tendo sobre a inflação, se essa dinâmica é de queda ou de aumento.

Só depois cabe estudar tecnicamente a Política Monetária que deve ser aplicada.

Se a Política Fiscal, que é o que determina a inflação (fora as causas extra-fiscais) foi abandonada e substituída por uma Política Fiscal nova, cujos efeitos que terão sobre a inflação são desconhecidos, esta nova Política Fiscal terá que ser implantada e implementada, terão que surgir seus primeiros efeitos, e só então o Banco Central, agindo de forma totalmente técnica e independente da politicalha que costuma contaminar a Política Fiscal, poderá ser calibrada a taxa de juros no sentido de conter os efeitos nocivos da Política Fiscal na inflação.

No PT, mesmo Haddad, que profissionais de economia respeitam bem mais que a outros petistas, não demonstra compreender perfeitamente essa relação entre Política Fiscal e Política Monetária.

Eles pensam que Política Fiscal e Política Monetária é como fixar um prego na parede para pendurar um quadro. E ficam tratando as coisas assim::
▪”Coloca o prego mais pra lá”… “Aí não, mais lara baixo” …. “Ainda não está bom, tem que ser mais para a esquerda”.

E xingam o pobre do profissional que tem que pregar o prego.

Não é assim!

Escolher onde pendura um quadro na parede pode ficar ao gosto do dono do quadro. Mas decidir a taxa de juros básicos da economia é coisa bem mais complexa; mais complexa que decidir a Politica Fiscal. E para decidir a taxa dd juros não pode haver contaminação política.

Edson Luiz Pianca.

EdsonLuíz.

26/05/2023 - 18h26

Na discussão entre Política Fiscal e Política Monetária, não é dos juros que se deve falar primeiro. Também não cabe falar dos juros junto com falar de inflação, a nào ser de modo bem pertinente quando tratar juros e inflação juntos.

Na discussão sobre Política Fiscal e Política monetária, quando tratar da relaçào Inflação — Juros é necessário primeiro falar da inflação, verificar sua dinâmica e conhecer os efeitos que a Política Fiscal está tendo sobre a inflação, se de queda ou de aumento.

Só depois cabe estudar tecnicamente a Política Monetária que deve ser aplicada.

Se a Política Fiscal, que é o que determina a inflação (fora as causas extra-fiscais) antiga foi abandonada e substituída por uma Política Fiscal nova, cujos efeitos sobre a inflação são desconhecidos, esta nova Política Fiscal terá que ser implantada e implementada, terào que surgir seus primeiros efeitos, e só então o Banco Central, agindo de forma totalmente técnica e independente da politicalha que costuma contaminar a Política Fiscal, poderá ser calhibrada para harmonizar os efeitos das duas, a Política Monetária no sentido de conter os efeitos nocivos da Política Fiscal na inflação.

No PT, mesmo Haddad, que profissionais de economia respeitam bem mais, não demonstra compreender perfeitamente essa relação.


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