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O café da manhã indiscreto de Arthur Maia

Parece que depois de muita briga e discussão, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o 8 de janeiro finalmente chegou a um consenso de quais serão os requerimentos a serem votados. Porém, por conta do adiamento da reunião deliberativa que ocorreria nesta terça-feira (22), a expectativa é de que os requerimentos sejam votados […]

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Imagem: Pedro França/Agência Senado

Parece que depois de muita briga e discussão, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o 8 de janeiro finalmente chegou a um consenso de quais serão os requerimentos a serem votados. Porém, por conta do adiamento da reunião deliberativa que ocorreria nesta terça-feira (22), a expectativa é de que os requerimentos sejam votados nessa quinta-feira (24).

A base do governo estava confiante de que conseguiria convocar os generais Paulo Sérgio Nogueira, Freire Gomes e Gonçalves Dias, sendo os dois primeiros, citados na oitiva do hacker Walter Delgatti Neto ocorrida na semana passada.

Além disso, a base governista também contava com a convocação de outros militares como o Coronel Marcelo Jesus.

Segundo membros da comissão, o presidente da CPMI, o deputado Arthur Maia (UNIÃO-BA) estaria tentando blindar os militares.

Esta coluna já relatou as interferências indevidas do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro e também as articulações da assessoria parlamentar do exército, porém parece que a mobilização agora atingiu um novo patamar.

Segundo membros da CPMI, Maia não só foi o responsável direto por tirar os requerimentos sobre os generais de pauta como também terá na manhã desta quarta-feira (23), um café da manhã com o general Tomás Paiva. O café seria parte de uma homenagem ao Dia do Soldado, que é na próxima sexta-feira (25).

O general é conhecido por dizer que está tirando a política de dentro da caserna embora já tenha sido flagrado duas vezes fazendo discursos políticos dentro do quartel e seja “apadrinhado” pelo general Villas Bôas, mentor da reinserção dos militares na atividade política.

Veja também: Parlamentares da base planejam “rede de arrasto” de militares na reta final

Embora Maia afirme que a retirada dos requerimentos envolvendo os oficiais das forças armadas seja algo “momentâneo”, membros da CPMI já defendem que caso o presidente da comissão insista nessa postura de blindagem, a CPMI pode acabar antes mesmo de outubro.

Fontes confirmaram à coluna que já existem elementos suficientes para um relatório robusto implicando Bolsonaro e os militares no caos golpista do dia 8 de janeiro.

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Cleber Lourenço

Defensor intransigente da política, do Estado Democrático de Direito e Constituição. | Colunista no Brasil de Fato e O Cafézinho e roteirista do canal Galãs Feios com passagens pelo Congresso em Foco e Revista Fórum | Nas redes: @ocolunista_

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