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Japão se une ao BRICS em busca de proteção contra o dólar

O cenário econômico internacional tem sido marcado por movimentos significativos envolvendo os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, indicando uma busca de proteção contra os riscos associados ao dólar. Nos últimos meses, diversos países, incluindo o Japão e a China, têm reduzido sua participação nesses títulos, levantando questionamentos sobre o futuro da moeda norte-americana no […]

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Foto: Halduns/Getty Images

O cenário econômico internacional tem sido marcado por movimentos significativos envolvendo os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, indicando uma busca de proteção contra os riscos associados ao dólar. Nos últimos meses, diversos países, incluindo o Japão e a China, têm reduzido sua participação nesses títulos, levantando questionamentos sobre o futuro da moeda norte-americana no contexto global.

Um artigo publicado no jornal Nikkei reportou que os maiores credores internacionais estão tomando medidas para se protegerem “à medida que os EUA emitem mais dívida do que nunca”. Esse movimento é visto como uma precaução diante da preocupação com o aumento da dívida dos Estados Unidos e a busca por maneiras de evitar que suas próprias moedas se desvalorizem.

A questão foi destacada em diversos veículos de notícias ao longo das últimas semanas. O South China Morning Post noticiou que a China reduziu sua participação nos títulos do Tesouro dos EUA para o menor nível em 14 anos. O Nikkei, por sua vez, relatou que tanto o Japão quanto a China diminuíram sua exposição a esses títulos. Além disso, o Financial Times informou que a Arábia Saudita também reduziu sua participação para o menor nível em seis anos.

A Reuters trouxe manchetes que ressaltam a magnitude desse movimento, com “Participação de China e Japão no mercado de títulos dos EUA cai para o mínimo histórico” e “Títulos do Tesouro caminham para a pior série desde a Independência dos EUA”. Essas notícias refletem a preocupação global com a capacidade dos Estados Unidos de lidar com sua crescente dívida.

Os bancos centrais do Japão e da China desempenharam um papel importante nesse cenário. Após declarações consideradas “fortes” de seus presidentes, o iene e o yuan se fortaleceram em relação ao dólar. O dólar atingiu o menor valor em dois meses, enquanto a curva de juros nos Estados Unidos para títulos de três anos atingiu o maior patamar desde 2007.

Apesar da especulação sobre a desdolarização, especialistas apontam que nenhum dos movimentos de moeda representou uma ameaça significativa ao domínio do dólar até o momento. A desdolarização é um processo complexo que requer mudanças substanciais na estrutura financeira global.

No contexto desses desenvolvimentos, o proprietário da Bloomberg e ex-presidente democrata, Michael Bloomberg, visitou Pequim para conversar com o presidente do Banco Central Chinês, Pan Gongsheng. Eles discutiram “finanças monetárias” em um encontro que chamou a atenção da mídia financeira. No entanto, algumas fontes questionaram a abordagem “pessimista” da Bloomberg em relação à China, mesmo após elogios a Pan Gongsheng por seu papel no mercado financeiro global.

Em resumo, a redução da participação em títulos do Tesouro dos EUA por parte de países como Japão e China indica uma crescente preocupação em relação ao dólar e à estabilidade financeira global. Embora tenham ocorrido movimentos significativos nos mercados de câmbio, a desdolarização continua sendo um processo complexo que está longe de ser concluído.

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Ruann Lima

Paraibano e Estudante de Jornalismo na UFF

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