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Capital político de Netanyahy derrete em meio a retirada de tropas israelenses em Gaza

O analista político Elijah Magnier participou do programa Political Misfits da Sputnik na segunda-feira (8) para discutir a atual situação política do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em meio à retirada das tropas israelenses do norte da Faixa de Gaza. “Netanyahu está enfrentando desafios significativos neste momento”, afirmou o jornalista durante uma discussão com o apresentador […]

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Reuters/Ronen Zvulun

O analista político Elijah Magnier participou do programa Political Misfits da Sputnik na segunda-feira (8) para discutir a atual situação política do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em meio à retirada das tropas israelenses do norte da Faixa de Gaza.

“Netanyahu está enfrentando desafios significativos neste momento”, afirmou o jornalista durante uma discussão com o apresentador John Kiriakou.

“Primeiramente, ele está enfrentando resistência dentro de sua própria coalizão governamental… O ministro das Finanças [Bezalel] Smotrich e o ministro da Segurança [Itamar] Ben-Gvir expressaram preocupações caso ele suspenda a operação em Gaza, argumentando que desejam o retorno dos colonos israelenses à região, após terem sido evacuados em 2005, sob o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon.”

“Essa abordagem contrapõe-se às declarações americanas de que os palestinos permanecerão em Gaza, e qualquer limpeza étnica é inaceitável”, acrescentou Magnier, “indicando que a coalizão de governo liderada por Netanyahu pode enfrentar desafios substanciais”.

A administração Biden, em grande parte, apoiou a operação militar conduzida por Netanyahu em Gaza, que resultou na perda de vidas de 1% da população da região nos últimos meses.

Tanto o presidente Biden quanto o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, têm históricos de forte apoio a Israel.

No entanto, sob pressão de alguns setores de seu próprio partido e ativistas que o rotularam de “Genocida Joe”, o presidente Biden foi levado a expressar oposição retórica.

Sua administração também criticou membros de extrema direita do governo de Netanyahu que promoveram a ideia de uma transferência populacional dos palestinos de Gaza.

Magnier sugeriu que o futuro político de Netanyahu poderia depender do resultado das eleições presidenciais nos EUA ainda este ano, com uma eventual segunda administração de Donald Trump, que poderia ser mais inclinada a apoiar medidas de limpeza étnica.

“Ele [Netanyahu] precisa manter a guerra em curso, tanto para evitar o colapso de sua coalizão quanto para prolongar o conflito o máximo possível, na esperança de um possível retorno de Donald Trump ao poder”, destacou o analista. “Trump, muito possivelmente, pressionaria o Egito para abrir as fronteiras e promover um êxodo dos palestinos, concedendo-lhe o controle total da Faixa de Gaza”.

Magnier concluiu afirmando que, para Netanyahu, a única esperança é ignorar as demandas da administração Biden.

Com informações da Sputnik

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