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O PSD e Minas Gerais

Poucos estados brasileiros viraram palco para tantas especulações na política quanto Minas Gerais, principalmente a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte. De aspirações presidenciais, passando pelo governo do estado e senado. Como já havia adiantado a coluna, nos bastidores já existe um acordo para que o PSD, partido do atual prefeito da capital, Fuad […]

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Poucos estados brasileiros viraram palco para tantas especulações na política quanto Minas Gerais, principalmente a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte. De aspirações presidenciais, passando pelo governo do estado e senado.

Como já havia adiantado a coluna, nos bastidores já existe um acordo para que o PSD, partido do atual prefeito da capital, Fuad Noman, com o PT, para que apoiem Rogério Correia (PT) num eventual segundo turno contra o candidato do bolsonarismo, ainda sem uma definição exata.

Na semana passada, o evento lançamento da pré-candidatura à reeleição de Fuad contou apenas com a presença de Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia que fez um discurso onde mais pedia para que Fuad enxergasse a pouca competitividade de sua candidatura do que qualquer outra coisa. Outros expoentes do partido no estado, o presidente do senado, Rodrigo Pacheco e Alexandre Kallil, ex-prefeito da capital mineira, alegaram, respectivamente, motivos médicos e pessoais para não comparecerem.

A verdade é que Pacheco anda empenhado em ter um bom relacionamento com o governo Lula já olhando para 2026, fontes afirmam que a vontade do senador disputar a presidência da República arrefeceu, porém não se sabe se ele tentará a reeleição ao senado ou o governo estadual. Acontece que Silveira e Kallil também fazem o mesmo calculo com interesse no senado ou no governo do estado. Por isso, todos querem ganhar créditos com Lula.

Além disso, já existem conversas entre Kallil e o PT para que ele participe das articulações para construção da encabeçada pelos petistas em BH e por mais que o ex-prefeito queira o apoio do governo federal em 2026, ele não deixou de se queixar com aliados próximos que Lula e o PT pouco engajaram na sua campanha para o governo de Minas em 2022. Porém nenhuma mágoa é maior do que a que ele tem com o atual prefeito que era seu vice e assumiu quando Kallil resolveu disputar o governo estadual.

Kallil se sente traído por Fuad que durante as eleições de 2022, chegou a afirmar que não deveria se envolver na disputa para governador, praticamente abandonando o ex-prefeito.

Certamente Minas Gerais tem uma das disputas de capital mais interessantes este ano.

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Cleber Lourenço

Defensor intransigente da política, do Estado Democrático de Direito e Constituição. | Colunista n'O Cafézinho com passagens pelo Congresso em Foco, Brasil de Fato e Revista Fórum | Nas redes: @ocolunista_

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