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É a picanha, o café, a cerveja, o arroz, o feijão, o botijão… Estúpidos!

A economia brasileira segue sólida. O indicador de inflação do IBGE, o IPCA, divulgado hoje, trouxe forte queda nos preços de produtos essenciais para as famílias de baixa renda. Itens como carnes, energia elétrica, botijão de gás, café, arroz e feijão vem registrando recuo. A melhora ocorre em um contexto de valorização do real, com […]

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Energia elétrica residencial registra queda de 2,39% em outubro - Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

A economia brasileira segue sólida. O indicador de inflação do IBGE, o IPCA, divulgado hoje, trouxe forte queda nos preços de produtos essenciais para as famílias de baixa renda.

Itens como carnes, energia elétrica, botijão de gás, café, arroz e feijão vem registrando recuo. A melhora ocorre em um contexto de valorização do real, com o dólar cotado a R$ 5,27 nesta terça-feira (11), o menor nível em anos.

A queda do dólar indica que a inflação deve continuar caindo nos próximos meses.

A redução nos preços de alimentos e energia, somada à melhora do mercado de trabalho, resulta em um aumento real do poder de compra do trabalhador, o que, por sua vez, deve ajudar o presidente Lula a manter sua popularidade em alta.

O cenário positivo se reflete no mercado financeiro. O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores do país, vem batendo recordes sucessivos.

O bom momento da economia ocorre em um período de relativa estabilidade política. Ações do Judiciário contra envolvidos em tentativas de golpe de Estado avançam sem gerar turbulências maiores.

O Brasil também demonstra independência em relação ao cenário externo. As exportações cresceram de maneira expressiva, apesar de sobretaxas dos Estados Unidos, mostrando a capacidade do país de construir novos mercados.

Questões pontuais de segurança pública geraram instabilidade, mas foram absorvidas pelo sistema político e pela opinião pública. O debate sobre o tema segue com relativa maturidade, e uma eventual queda na popularidade do governo em função desse tema tende a ser neutralizada pela melhora na economia.

O índice geral de inflação, acumulado em 12 meses, caiu para 4,68%. Este é o menor patamar desde janeiro e aproxima o país do teto da meta, de 4,5%, abrindo espaço para que o Banco Central inicie um processo de redução de juros. E se isso acontecer, haverá mais investimento e, por conseguinte, mais empregos, durante o ano eleitoral de 2026.

A inflação da energia elétrica é um dos indicadores mais importantes, pois afeta toda a população. Após altas recentes, o preço caiu de forma expressiva em outubro.

Com isso, o acumulado em 12 meses recuou para 3%, um patamar considerado muito bom. A queda pode ser reflexo de programas governamentais que garantem gratuidade para famílias de baixa renda.

O botijão de gás, outro item fundamental, também registra alívio no preço. A inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,75%.

O índice representa metade do valor registrado em janeiro, que era de 7%. A queda contínua do preço do gás impacta positivamente o poder de compra dos brasileiros.

A inflação de alimentos para consumo no domicílio está negativa há meses e chegou a 4,5% em 12 meses.

O preço do arroz, principal carboidrato na mesa dos brasileiros, apresenta queda de 24% no acumulado de 12 meses. A redução no preço do feijão preto é ainda maior, com queda de 32% no mesmo período.

A baixa no preço da cesta básica aumenta o poder aquisitivo das famílias de baixa renda. Com isso, sobra mais dinheiro para consumir outros bens e serviços.

As carnes também ficaram mais baratas. O acém, importante na dieta brasileira, teve sua inflação acumulada reduzida de quase 30% para 14% em poucos meses.

A picanha segue a mesma tendência, com inflação de 7,68% em 12 meses. O índice é consideravelmente menor que os 13% registrados anteriormente.

O café moído, que já registrou inflação de 82% no acumulado de 12 meses, continua em trajetória de queda. O índice atual está em 48% e segue recuando mês a mês.

Outros produtos também apresentam queda de preços. O azeite de oliva, que iniciou o ano com alta de 17%, agora registra deflação de 17% no acumulado de 12 meses.

O leite teve queda de 6% no mesmo período. O ovo de galinha, cuja inflação chegou a 19%, agora está em 6% no acumulado 12 meses. O frango inteiro e a mortadela também apresentam inflação declinante, de 7% e 3,7% em 12 meses, respectivamente.

Até mesmo o macarrão instantâneo, um produto de baixo custo, registra inflação de apenas 1,39%. A estabilidade de preços em itens de consumo rápido é fundamental para a segurança alimentar.

Finalmente, a cerveja consumida fora de casa apresenta inflação de 3,64% em 12 meses. O índice baixo, para os padrões brasileiros, contribui para um clima de maior bem-estar social.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Comentários

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Jhonny

11/11/2025 - 19h10

Até hoje no ano de 2025 o Brasil nao saiu do arroz, feijao e do butijao de gas….uma tragedicomedia patetica sem fim.

Tiago Silva

11/11/2025 - 18h39

E as tarifas de Trump também ajudaram nessa queda de inflação de alimentos.

O problema é que os juros da Taxa Selic já deveriam acompanhar essas tendências, mas ainda está absurdamente acima de dois dígitos.


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