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Haddad exige aporte bilionário do DF no BRB e alerta para risco de intervenção

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou à cúpula do Banco de Brasília (BRB) que a instituição poderá sofrer intervenção federal caso o Governo do Distrito Federal não realize um aporte de R$ 4 bilhões para recompor o capital do banco. O alerta ocorre em meio a fragilidades patrimoniais identificadas após operações relacionadas ao Banco […]

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Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicou à cúpula do Banco de Brasília (BRB) que a instituição poderá sofrer intervenção federal caso o Governo do Distrito Federal não realize um aporte de R$ 4 bilhões para recompor o capital do banco. O alerta ocorre em meio a fragilidades patrimoniais identificadas após operações relacionadas ao Banco Master, segundo informou o jornal O Estado de S. Paulo.

A cobrança do Ministério da Fazenda está ligada aos impactos financeiros das transações realizadas pelo BRB durante a tentativa de aquisição de ativos do banco controlado por Daniel Vorcaro. Investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal apontam indícios de que o Banco Master teria repassado ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito que, na prática, não existiam.

O caso ganhou novos desdobramentos no fim do ano passado, durante uma acareação no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, declarou que o banco estatal não conseguiu recuperar aproximadamente R$ 2 bilhões aportados no Banco Master antes de o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição privada, em novembro.

O valor exato do prejuízo ainda está sob apuração. O próprio BRB afirma que o tamanho do rombo segue sendo analisado pelo Banco Central e por uma auditoria independente. Apesar disso, a avaliação do governo federal é de que a situação exige uma resposta imediata do acionista controlador — o Governo do Distrito Federal, chefiado por Ibaneis Rocha (MDB) — para reequilibrar as contas e evitar medidas mais severas.

Na semana anterior ao alerta do Ministério da Fazenda, o BRB já havia admitido publicamente a possibilidade de receber aportes do governo distrital para cobrir eventuais perdas decorrentes da operação com o Banco Master. Procurado pelo Estado, o Ministério da Fazenda optou por não comentar o caso.

Em nota, o BRB negou risco à continuidade de suas atividades e afirmou que vem adotando providências para apurar os fatos. Segundo o banco, “o BRB informa que trabalha diariamente em conjunto com o Banco Central e esclarece que todas as operações mencionadas no âmbito da Operação Compliance Zero, que possam estar relacionadas ao Banco, estão incluídas na investigação forense independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll”.

A instituição declarou ainda que mantém compromisso com a transparência e a governança, colaborando integralmente com as autoridades. O comunicado ressalta que “os possíveis prejuízos ligados à compra de carteiras do Banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente”.

Por fim, o BRB informou que, caso as perdas sejam confirmadas, já existe um plano de capitalização em andamento. “O BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital”, afirma a nota, que conclui destacando que o banco “segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros”.

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Lucas Allabi

Jornalista em formação pela PUC-SP e apaixonado pelo Sul Global. Escreve principalmente sobre política e economia. Instagram: @lu.allab

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