Nos últimos anos um conceito surgiu e ganhou relevância entre os brasileiros: o Open Finance.
Essa ferramenta permite que uma instituição bancária tenha acesso ao seu histórico financeiro, mas principalmente, dá ao usuário o controle sobre seus dados bancários, definindo quem pode ou não acessá-los.
Mas como funciona essa troca de informações? A resposta está nas APIs. Se você não faz ideia do que seja isso, continue a leitura para entender tudo neste artigo.
O que é o Open Finance?
Open Finance é um sistema financeiro aberto onde você autoriza o compartilhamento seguro dos seus dados entre instituições diferentes. Imagine que você tem contas em dois bancos: um oferece melhores taxas de investimento, outro tem linhas de crédito mais atrativas.
Com o Open Finance, uma fintech pode acessar (com seu consentimento) informações de ambos e montar uma oferta personalizada que aproveita o melhor de cada instituição.
O conceito é uma evolução do antigo Open Banking, mas nesta nova versão é incluído não apenas dados de contas correntes, mas também investimentos, seguros, previdência e outros serviços financeiros. O usuário passa a poder escolher não ter conta em um único banco, ganhando a liberdade de escolher produtos que realmente fazem sentido para o seu perfil.

Fonte: Unsplash.
O que são as APIs do Open Finance?
API significa Interface de Programação de Aplicativos, um recurso usado mundialmente para conectar diferentes sistemas pela internet. Funciona como uma ponte: quando você faz login em um site usando sua conta do Google ou Facebook, uma API está conectando esses sistemas e compartilhando apenas as informações necessárias.
No Open Finance, as APIs são abertas e permitem que o Banco A consulte seus dados no Banco B (sempre com seu consentimento) de forma instantânea e segura.
Essas APIs são padronizadas, garantindo que todas as instituições falem a mesma “língua técnica” e possam trocar informações sem erros. Como falamos, uma API não é utilizada somente no setor bancário, mas em praticamente todos os setores que você imaginar.
Dessa forma, varejistas que processam milhares de transações diárias, fintechs que conectam carteiras digitais a múltiplos bancos e até sites de apostas com bônus promocionais e programas de recompensas que precisam processar transações com velocidade e segurança utilizam alguma API (paga ou gratuita).
Esses sites, por lidarem com grandes volumes de depósitos, saques e recompensas vinculadas a ações específicas dos usuários, dependem fortemente de APIs abertas para oferecer uma experiência fluida, rastreável e segura.
Isso garante que promoções sejam aplicadas corretamente, que os bônus sejam liberados conforme regras automatizadas e que o usuário tenha controle sobre seus dados e transações, tudo de forma transparente e regulada.

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APIs seguem uma regulamentação rigorosa
Embora o termo “API aberta” sugira liberdade total, o Open Finance opera dentro de regras estritas. O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional estabelecem padrões técnicos obrigatórios que todas as instituições participantes devem seguir.
Uma das regras mais importantes é a reciprocidade: se um banco quer acessar dados de clientes em outras instituições, ele precisa disponibilizar os próprios dados também. Além disso, o consentimento do cliente é obrigatório e pode ser revogado a qualquer momento. Você decide quem acessa suas informações, por quanto tempo e para quais finalidades.
O futuro já começou
O Open Finance transforma você de mero espectador em protagonista no controle do acesso às suas finanças. Com APIs conectando instituições de forma segura e regulada, surgem oportunidades reais de economia, melhores taxas e produtos verdadeiramente personalizados. O sistema ainda está em evolução, mas uma coisa é certa: o poder finalmente está nas suas mãos.


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