O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, declarou no dia 6 de abril de 2026, durante a abertura do XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) no Rio de Janeiro, que a sociedade brasileira não aceita mais conviver com índices elevados de inflação.
Ele destacou que, diferentemente de períodos anteriores, o país rejeita taxas próximas a 8% ao ano, o que reflete uma mudança significativa na percepção popular sobre o tema.
Galípolo apontou que pesquisas recentes mostram essa nova postura da população, algo que ele considera um fator positivo para as ações do Banco Central.
Essa vigilância social, segundo ele, fortalece os esforços da instituição no controle dos preços.
Durante o evento, o presidente também abordou os impactos de choques externos sobre a economia, mencionando tensões globais que têm pressionado os custos de commodities, como o petróleo, com reflexos diretos na inflação interna.
Entre os indicadores de pressão inflacionária, Galípolo comentou os números recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março de 2026, que registraram valores acima das expectativas iniciais.
Ele também mencionou que a inflação oficial de março, a ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 10 de abril de 2026, poderá confirmar essa tendência de alta, embora tenha reforçado que tais projeções ainda dependem dos dados finais.
Além disso, destacou que os aumentos nos preços de combustíveis, como o diesel, têm contribuído para o cenário de inflação.
O presidente reiterou que o controle da inflação permanece como uma das prioridades centrais da instituição, utilizando a taxa básica de juros, a Selic, como principal instrumento.
Ele mencionou que a Selic está atualmente em um patamar restritivo e que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará uma reunião no final de abril de 2026 para avaliar possíveis ajustes na taxa.
Galípolo defendeu a postura cautelosa adotada pelo Banco Central em momentos anteriores, argumentando que essa abordagem tem permitido enfrentar pressões econômicas com maior estabilidade.
Conforme noticiado pelo portal Metrópoles, Galípolo não adiantou decisões sobre o futuro dos juros, mas enfatizou a importância de manter uma política monetária alinhada aos objetivos de controle inflacionário.
Ele também destacou que o diálogo com a sociedade e a transparência nas ações do Banco Central são essenciais para reforçar a confiança no sistema econômico, especialmente em um contexto de incertezas globais.
O seminário no Rio de Janeiro reuniu especialistas e autoridades para debater os rumos da política monetária, e as declarações de Galípolo reforçam o compromisso do Banco Central em responder às expectativas da população.
Ele concluiu sua fala destacando que a intolerância à inflação é um sinal de amadurecimento econômico do país, algo que deve guiar as decisões da instituição nos próximos meses.


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