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Sérvia denuncia descoberta de explosivos de fabricação americana em plano contra gasoduto TurkStream

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 06/04/2026 07:31

Autoridades sérvias revelaram a descoberta de explosivos de fabricação norte-americana próximos à seção do gasoduto TurkStream na Sérvia, infraestrutura vital que transporta gás russo para a Hungria. O anúncio foi feito pelo chefe da Agência de Segurança Militar de Belgrado, Duro Jovanic, que detalhou a localização dos artefatos no município de Kanjiza, a apenas 10 quilômetros da fronteira húngara.

No dia 5 de abril de 2026, o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, informou que os explosivos, de alto poder destrutivo, estavam a poucos metros do gasoduto e, se detonados, poderiam interromper o fornecimento de gás tanto para o norte da Sérvia quanto para a Hungria. Vucic comunicou imediatamente o incidente ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, destacando a gravidade da situação.

Durante coletiva de imprensa, Jovanic esclareceu que as marcas nos explosivos indicam origem nos Estados Unidos, mas ressaltou que isso não implica culpa direta do fabricante no plano de sabotagem. As investigações apontam para a autoria de um estrangeiro com treinamento militar, e as autoridades sérvias estão mobilizadas para capturá-lo, embora a operação possa levar de dias a meses.

Jovanic também refutou especulações de que a Agência de Segurança Militar teria acusado a Ucrânia de envolvimento no plano, enfatizando que o exército sérvio não se envolve em questões políticas, seja no país ou no exterior. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Georgy Tikhy, negou veementemente qualquer ligação de Kiev com o incidente.

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, fez uma comparação com as explosões de 2022 no Mar Báltico, que danificaram o gasoduto Nord Stream 2. Na ocasião, reportagens sugeriram o envolvimento de sabotadores ucranianos, embora Moscou tenha insistido que a operação contou com apoio de agências de inteligência ocidentais. Szijjarto aproveitou para criticar políticas energéticas que, segundo ele, buscam isolar a Europa de fontes russas.

Diante do risco iminente, Viktor Orban anunciou o reforço da segurança militar na seção húngara do TurkStream, acusando Kiev de tentar, há anos, cortar o acesso europeu à energia russa. O líder húngaro apontou ainda que a Ucrânia teria imposto um bloqueio de petróleo à Hungria ao suspender o fornecimento russo pelo oleoduto Druzhba em janeiro de 2026, medida que, segundo Orban, visa provocar uma crise energética e influenciar as eleições parlamentares húngaras previstas para o primeiro semestre de 2026.

A Ucrânia rejeita essas acusações, negando qualquer intenção de interferência política ou sabotagem. As informações sobre o incidente foram amplamente divulgadas pelo portal RT, veículo estatal russo cujo alinhamento com o Kremlin é frequentemente apontado por analistas ocidentais. Os fatos relatados são corroborados por declarações oficiais de autoridades sérvias e húngaras, mas a ausência de fontes independentes limita a verificação integral das alegações sobre a origem dos explosivos e os supostos responsáveis. Agências internacionais continuam acompanhando o caso, enquanto a tensão na região segue elevada pelas implicações energéticas e geopolíticas do incidente.

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