Sem conseguir eliminar o programa nuclear iraniano nem reabrir o Estreito de Hormuz, os EUA acumulam um fracasso que expõe os limites reais do poder americano na região.
A operação militar americana contra o Irã, descrita por Trump como uma “grande operação de combate”, falhou em seu objetivo declarado de eliminar o programa nuclear iraniano.
Com a missão original frustrada, o foco americano se deslocou para a reabertura do Estreito de Hormuz, canal por onde passa parcela significativa do petróleo mundial.
Analistas apontam que o status quo anterior ao conflito é irrecuperável.
Trump não pode declarar vitória e recuar sem, na prática, entregar o controle do estreito ao Irã. Sair sem isso seria admitir derrota; permanecer prolonga um conflito sem horizonte de resolução.
A capacidade iraniana de pressionar a economia global, mesmo com seu regime enfraquecido militarmente, é o dado que mais incomoda Washington. Um regime teocrático em ruínas ainda consegue travar o comércio internacional pelo Golfo Pérsico.
A análise é da revista britânica New Statesman, que descreve o cenário como um desmantelamento progressivo da hegemonia americana no Oriente Médio. Independentemente de como o conflito termine, o custo estratégico para os EUA já está acumulado.
Com informações de NewStatesman.


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