O Movimento Popular Dominicano (MPD), organização de esquerda da República Dominicana, manifestou apoio ao cessar-fogo temporário entre o Irã e os Estados Unidos, destacando a relevância da aceitação das demandas de Teerã como base para o acordo. De acordo com o portal Prensa Latina, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o entendimento inclui a retirada das forças de combate dos EUA da região, o levantamento de sanções contra o Irã e a aceitação do enriquecimento de urânio, entre outras condições.
O MPD apresentou o acordo como um avanço significativo para a República Islâmica do Irã e para os povos da região.
A organização dominicana enalteceu a estratégia e a liderança do Irã, ressaltando a resiliência do país diante das agressões sofridas em estruturas militares, civis, científicas e educacionais ao longo das tensões regionais.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, foi destacado pelo MPD como figura central na condução da diplomacia, articulando de forma eficaz as esferas política e militar de Teerã para alcançar o que consideram um desfecho favorável à soberania iraniana.
O movimento também expressou preocupação com possíveis interferências no acordo, apontando Israel e seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, como potenciais obstáculos. O MPD responsabilizou Netanyahu pela morte de centenas de civis libaneses em ataques recentes, classificando as ações como crimes de guerra do eixo imperialista contra populações civis.
A organização criticou ainda declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria ameaçado destruir a civilização persa, interpretando tais falas como um erro estratégico que acabou enfraquecendo as ambições militaristas americanas.
O MPD comentou sobre os impactos econômicos das tensões geopolíticas, sugerindo que os desdobramentos afetaram negativamente mercados e finanças, especialmente no Ocidente e entre aliados dos EUA.
Segundo a organização, a resistência à política militar de Trump teria emergido de dentro do próprio establishment americano, resultando na remoção de figuras de alto escalão, como o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, e o chefe do corpo de capelães do Exército, general de divisão William Green Jr.
Por fim, o movimento fez um apelo aos revolucionários dominicanos e a setores progressistas para que mantenham solidariedade com o Irã e outros povos da região, como o Líbano, defendendo a necessidade de uma frente unificada contra o imperialismo.


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