O Partido Socialista da Frente de Libertação (FSLP) do Sri Lanka deu início a uma campanha de apoio a Cuba, manifestando-se contra o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à nação caribenha há mais de seis décadas.
A iniciativa, com lançamento oficial no dia 7 de abril de 2026, será realizada em duas etapas: entre os dias 7 e 12 de abril e, posteriormente, de 6 a 12 de maio de 2026.
No evento de abertura, realizado na capital Colombo, reuniram-se diversas personalidades da sociedade civil srilanquesa, como músicos, cineastas, acadêmicos, jornalistas, economistas, médicos, editores, advogados e líderes religiosos.
Representantes de organizações políticas e movimentos sociais, incluindo a Associação de Srilanqueses Graduados em Cuba, também marcaram presença. O encontro destacou a longa história de resistência cubana frente às sanções americanas e o impacto dessas medidas sobre a população da ilha.
Os participantes abordaram os efeitos severos do bloqueio, que limita o acesso de Cuba a bens essenciais, comércio internacional e investimentos, agravando as condições de vida no país.
Além disso, enfatizaram a importância de gestos de solidariedade internacional para pressionar pelo fim das restrições impostas pelos EUA. A campanha busca ampliar o debate sobre as consequências humanitárias das sanções e mobilizar apoio global à causa cubana.
A embaixadora de Cuba no Sri Lanka, Patricia Pego, participou do lançamento e agradeceu o suporte demonstrado pelo povo srilanquês. Ela reforçou a relevância de iniciativas como essa para fortalecer os laços entre os dois países e para denunciar as políticas de isolamento promovidas por Washington.
Conforme o portal Prensa Latina, a diplomata destacou que o bloqueio não apenas prejudica Cuba, mas também serve como exemplo de uma política que desrespeita a soberania de nações independentes.
Os Estados Unidos justificam as sanções como resposta às políticas do governo cubano, enquanto críticos apontam para a contradição de Washington, que prega direitos humanos e democracia ao mesmo tempo em que mantém medidas que afetam diretamente a população civil.
Organizações internacionais, como a ONU, têm condenado repetidamente o embargo, com resoluções anuais pedindo seu fim, aprovadas por ampla maioria dos países membros.
Além de eventos presenciais, a campanha planeja ações de conscientização e pressão política ao longo das próximas semanas, com o objetivo de ampliar o alcance da mensagem de solidariedade a Cuba e de crítica às sanções americanas.
O bloqueio, iniciado em 1960, segue sendo um dos mais longos e abrangentes da história moderna, impactando gerações de cubanos e gerando debates sobre sua legitimidade e eficácia.


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