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Poluição luminosa cresce 16% na Terra desde 2014, aponta estudo da NASA

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 09/04/2026 09:31

Uma pesquisa internacional revelou que a poluição luminosa no planeta aumentou 16% entre 2014 e 2022, com base em imagens de satélite analisadas por cientistas de diversas instituições.

O crescimento foi mais acentuado em países em desenvolvimento, como Índia, China e várias regiões da África, onde a expansão das redes elétricas acompanha o avanço econômico e urbano.

Por outro lado, algumas áreas registraram diminuição da iluminação artificial noturna, influenciadas por políticas de eficiência energética, conflitos armados e desastres naturais.

O estudo, liderado por Zhe Zhu, pesquisador da Universidade de Connecticut, nos EUA, destacou que, enquanto o brilho global da Terra aumenta, zonas de escurecimento também se expandem, especialmente na Europa.

Na França, por exemplo, a iluminação noturna foi reduzida em 33%, resultado de medidas governamentais voltadas para a economia de energia, conforme dados levantados pela equipe de pesquisa.

Outro caso marcante é o da Ucrânia, que enfrentou uma queda expressiva na luz artificial após a invasão russa em 2022, devido aos impactos do conflito na infraestrutura elétrica.

Os dados utilizados na análise vieram do projeto Black Marble da NASA, que processa medições do Visible Infrared Imaging Radiometer Suite (VIIRS).

Esses instrumentos captam uma ampla gama de sinais luminosos, mas apresentam limitações na detecção de comprimentos de onda curtos, como a luz azul emitida por algumas fontes de LED.

Essa limitação técnica pode subestimar o real aumento do brilho noturno em áreas urbanas que adotaram essa tecnologia de iluminação.

Embora a poluição luminosa seja uma preocupação crescente por seus efeitos negativos no sono humano e nos ciclos biológicos de plantas e animais, o incremento da iluminação em certas regiões é interpretado como um indicador de desenvolvimento.

Zhe Zhu observou que o acesso ampliado à energia elétrica, refletido no brilho noturno, muitas vezes sinaliza maior atividade econômica e melhores condições de vida em locais antes desprovidos de infraestrutura.

Essa dualidade entre progresso e impacto ambiental é um dos pontos centrais da pesquisa.

O estudo foi publicado na revista Nature no dia 8 de abril de 2026, trazendo uma análise detalhada sobre o equilíbrio entre desenvolvimento tecnológico e os desafios ambientais associados à luz artificial.

Mais informações sobre a metodologia e os resultados podem ser encontradas no portal da Nature, que disponibilizou o artigo completo.

A pesquisa sublinha a necessidade de políticas globais que conciliem crescimento econômico com a mitigação de impactos ecológicos, especialmente em nações em rápida urbanização.

Os pesquisadores também alertam para a importância de tecnologias de monitoramento mais precisas, capazes de captar todo o espectro de luz artificial, para que os dados reflitam com exatidão a dinâmica da poluição luminosa.

Enquanto isso, o contraste entre regiões que se iluminam e outras que se apagam reflete as desigualdades e os desafios do século XXI, desde avanços econômicos até crises humanitárias e ambientais.

Com informações de space.com.

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