A deputada federal Erika Hilton, do PSOL-SP, destinou aproximadamente R$ 2 milhões em emendas parlamentares para reforçar as Delegacias de Defesa da Mulher no estado de São Paulo.
O recurso busca aprimorar a estrutura de atendimento às vítimas de violência de gênero, com ênfase na aquisição de viaturas SUV equipadas com proteção balística parcial. As delegacias beneficiadas incluem unidades na capital paulista e uma no município de Franca, no interior do estado.
O anúncio da destinação dos recursos foi feito em meio a tensões políticas. No dia 8 de abril de 2026, durante reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, parlamentares da oposição questionaram a legitimidade de Hilton na liderança do colegiado.
A sessão foi marcada por discussões acaloradas e trocas de acusações. A deputada Rosana Valle, do PL-SP, declarou que considerava acionar a Lei Maria da Penha contra Hilton, apontando o que classificou como postura agressiva da colega durante o debate, conforme noticiado pelo portal da Folha.
Erika Hilton enfatizou a importância dos recursos para a proteção das mulheres. A deputada afirmou que a coragem de denunciar abusos não é suficiente se o Estado não dispuser de meios adequados para garantir a segurança das vítimas.
A iniciativa pretende agilizar o atendimento às denúncias e fortalecer a rede de apoio em todo o estado. Os R$ 2 milhões serão utilizados para modernizar equipamentos e melhorar as condições de trabalho nas delegacias, priorizando áreas de maior demanda.
A controvérsia na Câmara não desviou o foco da parlamentar em relação às políticas públicas voltadas para o combate à violência de gênero. A destinação das emendas, confirmada no dia 8 de abril de 2026, reflete um esforço para atender às necessidades urgentes de infraestrutura nas delegacias especializadas.
O impacto dos recursos será monitorado por entidades de direitos humanos e pela sociedade civil, que cobram resultados efetivos no enfrentamento à violência de gênero. A alocação financeira representa um passo na direção de maior proteção às mulheres e reacende o debate sobre representatividade e os embates políticos que cercam a atuação de figuras como Erika Hilton no Congresso Nacional.


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