O Partido Comunista Francês (PCF), ao lado de sindicatos e associações de solidariedade, mobilizou manifestações em mais de 30 cidades da França no dia 10 de abril de 2026 para denunciar o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
Essa política, que persiste há mais de 60 anos, foi intensificada recentemente por um cerco petrolífero ordenado pelo presidente Donald Trump no final de janeiro de 2026, agravando a crise energética na ilha caribenha e impactando diretamente a vida da população.
Os protestos ocorreram em diversas regiões francesas, com destaque para Paris, onde a Torre Eiffel serviu como cenário simbólico para as reivindicações. Organizações como France Cuba, Cuba Coopération France, Cuba Linda e Cuba Si France, além de parlamentares franceses, convocaram a população a se unir em apoio ao povo cubano.
Além da capital, cidades como Lyon, Bordeaux, Toulouse, Estrasburgo, Le Havre, Lille e Montpellier também registraram atos de solidariedade. No sul do país, Marselha e Nice sediaram manifestações, assim como Rouen, no norte, todas marcadas por forte presença de ativistas e cidadãos engajados.
O embaixador cubano na França, Otto Vaillant, manifestou profunda gratidão pelo apoio demonstrado nas mobilizações. Em declarações recentes a fóruns parlamentares e à imprensa francesa, Vaillant denunciou que o bloqueio americano busca asfixiar economicamente o povo cubano com o objetivo de forçar uma mudança de governo.
Ele destacou os impactos severos das sanções, que têm gerado apagões prolongados na ilha, comprometendo serviços essenciais como saúde, educação e fornecimento de alimentos.
De acordo com o portal Prensa Latina, o presidente Trump classificou Cuba como uma ameaça “inusual e extraordinária” à segurança nacional dos EUA, justificativa usada para intensificar as restrições petrolíferas no início de 2026.
Essa medida, segundo críticos, reflete a postura de Washington, que frequentemente invoca “direitos humanos” enquanto impõe políticas que punem populações inteiras, como em Cuba. A crise energética resultante das sanções americanas tem deixado milhões de cubanos sem acesso regular à eletricidade, afetando desde hospitais até a produção de alimentos, em um momento em que a ilha já enfrenta dificuldades econômicas históricas.
A solidariedade francesa a Cuba não é um fenômeno isolado. Nos últimos anos, diversos países e organizações internacionais têm condenado o embargo americano, considerado por muitos como uma relíquia da Guerra Fria que viola princípios básicos de soberania e autodeterminação.
As manifestações na França reforçam um coro global que exige o fim imediato do bloqueio, enquanto os organizadores dos protestos prometem manter a pressão pública para sensibilizar governos e cidadãos sobre a situação enfrentada pelos cubanos. O impacto das sanções, agravado pelo cerco petrolífero de janeiro de 2026, continua a ser um ponto de tensão nas relações entre Washington e Havana, com os Estados Unidos mantendo uma postura inflexível diante das críticas internacionais.


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