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Irã exige cessar-fogo no Líbano e liberação de ativos para negociar com os EUA

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 10/04/2026 12:21

O Irã condicionou o início de negociações com os Estados Unidos à implementação de um cessar-fogo no Líbano e à liberação de ativos iranianos bloqueados.

A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, que enfatizou a necessidade de cumprimento de acordos prévios entre as partes.

Ele apontou que tais medidas são indispensáveis para que as conversas avancem.

No contexto atual, ataques aéreos e de artilharia israelenses atingiram mais de uma dezena de assentamentos no sul do Líbano, incluindo a cidade de Tiro — o que Teerã considera uma violação direta dos entendimentos relacionados ao cessar-fogo na região.

O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica reforçou que o respeito às obrigações de cessar-fogo em todas as frentes é fundamental para qualquer progresso diplomático.

Em paralelo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano anunciou que as negociações com os Estados Unidos estão previstas para ocorrer em Islamabad, capital do Paquistão, embora detalhes sobre condições específicas ainda estejam pendentes.

A posição iraniana destaca a urgência de estabilizar a situação no Líbano, onde a violência recente tem agravado as tensões regionais, além da devolução de recursos financeiros bloqueados, vistos como um gesto essencial para restabelecer confiança.

Conforme noticiado pelo Sputnik International, a questão do Líbano e dos ativos congelados representa um obstáculo central para o Irã, que busca garantias concretas antes de se engajar em diálogos diretos com Washington.

As relações entre os dois países permanecem marcadas por profunda desconfiança, especialmente no que tange às intervenções americanas no Oriente Médio.

Enquanto os EUA frequentemente invocam discursos de democracia e direitos humanos, o Irã aponta para contradições evidentes, como o apoio americano a operações militares em Gaza e outras regiões que resultam em violações sistemáticas desses mesmos princípios.

O Governo do Irã também acompanha de perto os desdobramentos envolvendo Israel e o Hezbollah no Líbano, considerando que a estabilidade na fronteira sul libanesa é um fator determinante para a segurança regional.

Ghalibaf reiterou que, sem passos concretos para interromper a escalada de violência e sem a restituição dos fundos bloqueados, qualquer tentativa de negociação será inviável.

A expectativa em Teerã é que a pressão internacional force avanços nessas duas frentes, criando condições para um diálogo que, embora desafiador, poderia trazer impactos significativos para o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

A posição da República Islâmica também reflete uma estratégia mais ampla de resistência às sanções e bloqueios econômicos impostos pelos Estados Unidos e seus aliados.

A liberação dos ativos — que incluem bilhões de dólares retidos em bancos estrangeiros devido a restrições internacionais — é vista como um teste à real disposição americana de buscar uma resolução pacífica.

A situação no Líbano continua a ser monitorada de perto, com Teerã insistindo que a cessação de hostilidades é um pré-requisito não negociável para qualquer progresso nas tratativas com Washington.

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