A Organização de Cooperação Islâmica expressa forte condenação à decisão de Israel de aprovar 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada, classificando a ação como infração ao direito internacional
A Organização de Cooperação Islâmica (OIC) expressou forte condenação à decisão de Israel de aprovar a construção de 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. A medida, autorizada pelo governo israelense em uma sessão do gabinete de segurança no dia 5 de abril de 2026, foi inicialmente mantida em sigilo, mas acabou revelada pelo grupo de direitos humanos israelense Peace Now e amplamente noticiada pela imprensa local.
De acordo com o portal Al Jazeera, a OIC classificou a ação como uma clara infração ao direito internacional, reforçando que tais políticas ameaçam a estabilidade da região.
O secretariado geral da OIC declarou que Israel, na condição de potência ocupante, não detém soberania sobre os territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental.
A organização destacou que todas as tentativas de alterar a realidade geográfica e demográfica da área são consideradas nulas perante as leis internacionais.
Além disso, a OIC alertou para os perigos da intensificação das políticas de expansão de assentamentos, do confisco de terras, da violência promovida por colonos e das manobras de anexação, que, segundo a entidade, buscam inviabilizar a solução de dois Estados e desrespeitar os direitos fundamentais do povo palestino.
A presidência palestina também se posicionou contra o plano, denunciando-o como uma afronta às normas internacionais.
Até o momento, o governo israelense não emitiu comentários oficiais sobre a decisão.
A Turquia e a União Europeia (UE) se uniram às críticas, com o governo turco apontando que a aprovação representa um grave desrespeito às resoluções da ONU.
Anouar el Anouni, porta-voz da UE para Assuntos Externos e Política de Segurança, igualmente reprovou as ações unilaterais de Israel, considerando-as um obstáculo à paz.
O Ministério das Relações Exteriores da Suécia manifestou sua desaprovação por meio de uma publicação na plataforma X, afirmando que os assentamentos constituem uma séria barreira aos esforços para alcançar estabilidade e reconciliação na região.
A decisão do gabinete de segurança israelense foi descrita pelo canal local Channel 12 como a maior aprovação de assentamentos já realizada em uma única sessão.
Detalhes adicionais revelados pelo portal Ynet indicam que os novos assentamentos abrangem áreas dentro de bairros palestinos no norte da Cisjordânia, além de regiões remotas raramente acessadas pelas forças israelenses.
Dos 34 assentamentos aprovados, dez já existem como postos avançados considerados ilegais mesmo sob a legislação israelense, mas serão regularizados de forma retroativa.
Os outros 24 ainda serão construídos, ampliando a presença israelense na região.
Vale lembrar que todos os assentamentos na Cisjordânia ocupada são classificados como ilegais pelo direito internacional.
Israel mantém o controle sobre a Cisjordânia desde 1967, e atualmente mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos espalhados pelo território, que abriga cerca de três milhões de palestinos.
A expansão contínua tem gerado tensões crescentes e críticas de diversas nações e organizações, que veem na política de assentamentos um entrave para qualquer perspectiva de resolução do conflito.


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