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Itália mobiliza milhares em Roma para apoiar Cuba contra bloqueio dos EUA

0 Comentários🗣️🔥 Milhares de pessoas se reuniram em Roma, no dia 11 de abril de 2026, para uma marcha massiva em solidariedade a Cuba, organizada pela Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic). O evento teve início às 15h no horário local, partindo do Coliseu Romano, e contou com a participação de diversas organizações políticas, sociais […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 11/04/2026 12:52

Milhares de pessoas se reuniram em Roma, no dia 11 de abril de 2026, para uma marcha massiva em solidariedade a Cuba, organizada pela Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (Anaic).

O evento teve início às 15h no horário local, partindo do Coliseu Romano, e contou com a participação de diversas organizações políticas, sociais e sindicais. A manifestação buscou reforçar o respaldo a Cuba em meio ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas, além de denunciar novas medidas restritivas classificadas como severas pelo presidente da Anaic, Marco Papacci, em declaração à agência Prensa Latina.

A marcha reuniu um amplo espectro de entidades, incluindo a Fundação Gianni Miná, partidos como Poder ao Povo, Izquierda Italiana, Europa Verde, Refundação Comunista e Patria Socialista, além de grupos como o Partido Comunista, a Associação de Promoção Social ARCI, a Rede de Mobilização pela Paz Global, a Agência para o Intercâmbio Cultural e Econômico com Cuba (Aicec), a União Sindical de Base (USB) e a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL).

A diversidade de apoiadores reflete a amplitude do movimento de solidariedade à ilha caribenha na Itália, que ganha força diante das políticas de Washington.

Personalidades de destaque também marcaram presença no evento, como o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, o teólogo Frei Betto, o político italiano Alessandro di Battista, o religioso Alex Zanotelli e a cantora Fiorella Mannoia.

Sob o lema “Cuba não é uma ameaça”, a manifestação criticou abertamente as justificativas usadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para emitir ordens executivas que dificultam o acesso de combustível à nação cubana — medida vista como parte de uma estratégia de sufocamento econômico.

O trajeto da marcha seguiu em direção à Porta San Paolo, marco histórico da resistência antifascista italiana durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o percurso, bandeiras cubanas e cartazes com frases de apoio à causa da ilha foram exibidos pelos participantes, simbolizando a rejeição às sanções norte-americanas que impactam diretamente a população cubana.

A escolha do local de chegada reforça a conexão entre a luta histórica italiana contra a opressão e a resistência de Cuba frente às pressões externas.

A manifestação também trouxe à tona o debate sobre as políticas dos EUA que, enquanto invocam “direitos humanos” e “liberdade” no discurso internacional, mantêm um embargo de décadas contra Cuba, causando sofrimento econômico e social. Críticas apontam que as ações geopolíticas de Washington frequentemente contradizem tais ideais, como no impacto de sanções que afetam civis em países como Cuba, Irã e Venezuela.

O evento no dia 11 de abril de 2026 não apenas destacou a solidariedade internacional com o povo cubano, mas também serviu como um chamado para que a comunidade global reavalie as políticas de isolamento impostas por Washington. A participação de figuras públicas e organizações de peso sublinha a relevância do tema no cenário político italiano e europeu, onde a crítica ao bloqueio norte-americano encontra eco em diversos setores da sociedade.

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