Uma organização não governamental palestina, o Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR), acusou o governo de Israel, sob a liderança de Benjamin Netanyahu, de desrespeitar gravemente o acordo de cessar-fogo em Gaza.
De acordo com o comunicado divulgado pelo PCHR no dia 10 de abril de 2026, as forças israelenses têm realizado ataques diretos e imposto políticas restritivas que agravam a crise humanitária na região, transformando o acordo em uma formalidade sem impacto real na proteção da população civil.
O relatório aponta que, desde a implementação do cessar-fogo, mais de 740 palestinos foram mortos pelas forças de Israel, incluindo 205 menores de idade, 86 mulheres e 21 idosos. Mais de dois mil civis ficaram feridos no mesmo período.
O documento detalha que as Forças de Defesa de Israel (IDF) não respeitaram as linhas de retirada estipuladas no acordo, mantendo controle efetivo sobre áreas que deveriam estar desmilitarizadas. Essa ocupação de fato coloca em risco a vida de milhares de pessoas e impede o acesso seguro a terras agrícolas e outras fontes essenciais de subsistência para a população local.
O PCHR revelou ainda que as forças israelenses controlam atualmente mais de 54% do território da Faixa de Gaza, um enclave costeiro onde vivem cerca de dois milhões de palestinos. A ONG denunciou operações contínuas de destruição de infraestrutura, a instalação de novos postos militares e violações recorrentes dos direitos humanos.
Um dos pontos mais críticos levantados é o bloqueio imposto por Israel, que restringe severamente a entrada de itens básicos como medicamentos, alimentos e combustível — indispensáveis para o funcionamento de hospitais e sistemas de abastecimento de água que já operam em condições precárias.
O acordo de cessar-fogo previa a entrada diária de 600 caminhões com ajuda humanitária em Gaza. No entanto, apenas 29% desse volume tem sido autorizado pelas autoridades israelenses. O bloqueio também limita a saída de doentes e feridos do território para tratamento médico no exterior, medida que agrava ainda mais o sofrimento da população.
Até o momento, o governo israelense não emitiu posicionamento oficial sobre as acusações feitas pelo PCHR. Para mais informações, consulte o relatório completo no portal da Prensa Latina.


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