O volume de transações com stablecoins pode atingir US$ 28 trilhões em 2025 — e US$ 719 trilhões até 2035, segundo projeção da Chainalysis. O dinheiro digital estável deixou de ser nicho e está se tornando infraestrutura.
Essas moedas digitais, projetadas para manter um valor estável, estão rapidamente se tornando um pilar central da infraestrutura de pagamentos globais. De acordo com um relatório recente da empresa de análise blockchain Chainalysis, o volume total de transações de stablecoins em todo o mundo pode atingir US$ 1,5 quadrilhão na próxima década, refletindo um potencial de crescimento sem precedentes para essa tecnologia.
Prevê-se que, nas próximas duas décadas, cerca de US$ 100 trilhões em riqueza serão transferidos entre gerações, movendo-se em direção a grupos mais jovens que são mais inclinados a usar ferramentas financeiras digitais. Gerações como a Z e os Millennials, segundo o relatório, estão geralmente mais confortáveis com o uso de ativos digitais em comparação com as gerações mais antigas, uma tendência que provavelmente acelerará a adoção de stablecoins para transações cotidianas.
Outro fator crucial que impulsiona essa transição é a crescente integração das stablecoins nas infraestruturas de pagamento e sistemas de comerciantes. A Chainalysis enfatiza que, em um futuro próximo, realizar pagamentos com stablecoins pode se tornar tão comum que os usuários talvez nem percebam que estão transacionando com criptomoedas. Além disso, avanços no comércio impulsionado por IA são esperados para facilitar ainda mais os pagamentos com ativos digitais.
O relatório também destaca que o potencial de rápido crescimento no uso de stablecoins incentivou grandes players do setor financeiro a agir. O lançamento do Bridge pela Stripe e a aquisição da BVNK pela Mastercard são citados como indicações claras de que as stablecoins entraram firmemente na infraestrutura de pagamentos mainstream.
Enquanto isso, reguladores continuam suas avaliações sobre os potenciais riscos associados às stablecoins. Um estudo recente publicado pela Casa Branca não encontrou evidências concretas de que os rendimentos das stablecoins tenham um impacto negativo na atividade de empréstimo bancário, atenuando algumas preocupações anteriores sobre o potencial disruptivo do setor.
Um conselheiro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, destacou que as stablecoins poderiam abrir novos canais de depósito para o sistema bancário americano, dependendo em grande parte de como as estruturas de emissão e reserva são projetadas. A perspectiva do conselheiro alimentou ainda mais o debate sobre se as stablecoins poderiam reforçar, em vez de minar, a continuidade do sistema financeiro.
Com a mudança demográfica, o avanço das tecnologias e a crescente aceitação entre empresas globais, o impulso por trás da adoção das stablecoins mostra poucos sinais de desaceleração. Especialistas acreditam que a próxima década pode ver as stablecoins se tornarem uma camada quase invisível do tecido financeiro digital.
Segundo o relatório, a integração acelerada das stablecoins nos sistemas de pagamento globais marca uma evolução significativa em como o valor econômico é trocado. Instituições financeiras estabelecidas e desafiantes movidos pela tecnologia estão ansiosos para definir a próxima era das finanças.


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