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Estudo revela que custos elevados paralisam restauração florestal no oeste dos EUA

0 Comentários🗣️🔥 A restauração florestal nos Estados Unidos ocidentais enfrenta obstáculo decisivo representado pelos altos custos de métodos como o afinamento mecânico. Pesquisa conduzida pelo Ecological Restoration Institute da Northern Arizona University e publicada no Journal of Forestry demonstra como estimativas caras e desatualizadas desestimulam a participação de empresas em projetos fundamentais para reduzir o […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 09:31

A restauração florestal nos Estados Unidos ocidentais enfrenta obstáculo decisivo representado pelos altos custos de métodos como o afinamento mecânico.

Pesquisa conduzida pelo Ecological Restoration Institute da Northern Arizona University e publicada no Journal of Forestry demonstra como estimativas caras e desatualizadas desestimulam a participação de empresas em projetos fundamentais para reduzir o risco de incêndios devastadores.

O Transaction Evidence Appraisal, conhecido como TEA, constitui o instrumento adotado pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos para calcular valores de mercado da madeira além dos custos de abate, carregamento e transporte até as serrarias.

Conforme detalhou o portal de notícias da Northern Arizona University, esse sistema baseia-se em informações que rapidamente perdem validade e não incorporam características específicas de cada iniciativa, como a distância real até as unidades de processamento, a capacidade instalada na região e as variações constantes nos preços de mercado.

Tais limitações elevam o risco comercial para os contratantes, que com frequência decidem não apresentar propostas por incapacidade de projetar se os custos serão cobertos.

A análise identifica que mais de 90 por cento do custo total associado à venda de madeira obtida por afinamento mecânico deriva exatamente do corte de árvores e do transporte por longas distâncias até as instalações de processamento.

Essa composição de despesas torna muitos projetos economicamente inviáveis em áreas com infraestrutura escassa de serrarias, como ocorre em extensas porções das Montanhas Rochosas.

Em contraste, regiões dotadas de melhor acesso a unidades de processamento, como o norte do Colorado, registram custos bastante inferiores e atraem volume maior de empresas interessadas em participar das licitações.

No sudoeste, a competição entre licitantes exerce influência direta sobre o ritmo de execução dos projetos. Iniciativas capazes de atrair várias empresas avançam com maior agilidade, enquanto aquelas marcadas por custos elevados de manuseio — incluindo distâncias longas de transporte ou dificuldades para remover a madeira até os pontos de carregamento — frequentemente são deixadas de lado.

Análise complementar apresentada no boletim de outono de 2024 do Ecological Restoration Institute quantifica que entre 30 e 35 por cento do custo estimado via TEA nos projetos examinados do Serviço Florestal nas regiões das Montanhas Rochosas e do Sudoeste corresponde ao transporte de resíduos até serrarias ou instalações de processamento.

Os custos operacionais, desde o abate e manuseio até o carregamento nos caminhões, respondem por 60 a 65 por cento do total.

Os autores do estudo defendem que o TEA exige atualizações permanentes para integrar mudanças na capacidade das serrarias, flutuações nos preços da madeira, demanda por produtos de biomassa e distâncias reais de transporte.

Sem essas revisões, a restauração florestal tende a permanecer lenta, dispendiosa e com baixa participação de contratantes. Os benefícios ambientais da restauração são acompanhados de relevantes impactos econômicos e sociais.

Pesquisa liderada pela The Nature Conservancy no norte do Arizona apurou que, em 2023, as ações de restauração florestal realizadas em cerca de 17 mil acres geraram impacto econômico de 216 milhões de dólares e criaram mais de mil empregos entre posições de tempo integral e parcial.

Os resultados reforçam que não basta reconhecer os ganhos das iniciativas de restauração. Torna-se indispensável que os mecanismos de estimativa de custos sejam atualizados, adaptados e transparentes, de modo a mobilizar o setor privado com eficiência e acelerar o tratamento das terras florestais.

Caso contrário, áreas críticas seguirão expostas ao risco crescente de incêndios severos, cujas consequências econômicas, ambientais e humanas tendem a se agravar com o tempo.

A atualização constante dos instrumentos de precificação surge como condição essencial para viabilizar, em escala adequada, os projetos de afinamento mecânico e proteção das florestas no oeste dos Estados Unidos.

Com informações de phys.org.

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