O ministro israelense Itamar Ben-Gvir invadiu o complexo da mesquita de Al-Aqsa na Cidade Velha de Jerusalém Oriental ocupada no dia 12 de abril sob forte proteção de forças de segurança israelenses e com apoio de colonos extremistas.
A ação gerou imediata condenação de autoridades palestinas e do governo da Jordânia, que classificaram o ato como provocação grave e violação do status quo histórico e legal do local sagrado, conforme detalhou o portal Al Jazeera em sua cobertura do incidente.
A Presidência da Autoridade Palestina afirmou que a incursão representa provocação inaceitável que desrespeita a santidade religiosa da mesquita de Al-Aqsa, terceiro local mais sagrado do Islã.
A Autoridade Palestina reforçou ainda que Israel não possui qualquer soberania sobre Jerusalém Oriental ocupada ou sobre seus santuários islâmicos e cristãos.
O governo da Jordânia emitiu nota oficial na qual reforça que a visita de Ben-Gvir viola os acordos vigentes, que autorizam apenas visitas de não muçulmanos sem permitir orações no local.
A Jordânia alertou para os riscos de escalada que tais medidas provocativas podem gerar na região.
Esta foi a terceira incursão de Ben-Gvir ao complexo em 2026, enquanto o número de visitas realizadas por colonos israelenses ao local sob escolta de forças israelenses tem registrado aumento constante.
Autoridades palestinas e jordanianas interpretam essas ações como parte de esforço coordenado para modificar de fato o arranjo histórico que governa o Haram al-Sharif, conhecido como Monte do Templo pelos judeus, desde a ocupação israelense de Jerusalém Oriental em 1967.
A mesquita de Al-Aqsa ocupa posição central na identidade muçulmana e qualquer perturbação no equilíbrio religioso acordado tende a produzir repercussões que vão além do aspecto local.
A Jordânia, que exerce custódia religiosa sobre o santuário por meio do Departamento de Awqaf, tem reiterado sua posição de que medidas unilaterais israelenses no local ameaçam a estabilidade e contrariam o direito internacional e os compromissos firmados ao longo de décadas.
Entidades palestinas como a Organização para a Libertação da Palestina uniram-se ao coro de críticas e exigiram o fim imediato das invasões promovidas por membros do governo israelense de extrema direita.
As condenações pedem que a comunidade internacional atue para garantir o respeito aos acordos históricos que regem o local e evitem novas espirais de violência que possam se espalhar por Jerusalém Oriental, pela Cisjordânia e por toda a região.
A repetição de incidentes como o registrado no dia 12 de abril reforça a percepção palestina de que existe política sistemática de alteração do caráter do santuário, o que eleva significativamente os riscos de confronto mais amplo.


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