O Polo Industrial da Zona Franca de Manaus registrou faturamento recorde de R$ 227,67 bilhões ao longo de 2025.
O montante reflete crescimento de 11,02 por cento na comparação com 2024. O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, afirmou que o resultado foi além das expectativas. A informação foi confirmada no dia 31 de janeiro de 2026, conforme divulgado pelo Portal Único.
A estrutura industrial mantém 553 empresas em pleno funcionamento.
Durante todo o ano de 2025, o polo sustentou média mensal de 131.401 empregos diretos. No plano estadual, o Amazonas acumulou saldo positivo de 21.075 novas vagas formais no mercado de trabalho ao final do período.
Os segmentos de bens de informática, duas rodas — que abrangem motocicletas, motonetas e bicicletas — e eletroeletrônicos responderam por mais da metade do faturamento total apurado.
As indústrias químicas, mecânicas, termoplásticas e metalúrgicas também registraram contribuições expressivas para o desempenho geral do polo ao longo dos doze meses.
Instituída pelo Decreto-Lei número 288, de 6 de junho de 1967, a Zona Franca de Manaus funciona como política pública destinada a promover desenvolvimento econômico na Amazônia.
O programa utiliza incentivos fiscais e facilidades logísticas para superar desvantagens geográficas da região e garantir sua integração ao mercado nacional por meio de produção industrial contínua.
Os resultados econômicos expressivos do polo coexistem com persistentes desafios sociais em Manaus. A renda média domiciliar per capita na capital amazonense permanece entre as mais baixas do país.
No interior do próprio polo, mais da metade dos postos de trabalho oferece salários de até dois salários mínimos.
O modelo da Zona Franca sustenta milhares de famílias no Amazonas e atrai investimentos que vão além da simples montagem, fortalecendo cadeias produtivas integradas.
Essas cadeias abastecem não apenas o mercado local, mas também diversas regiões do país com bens duráveis e de alto valor agregado. O avanço industrial gera impactos diretos sobre emprego, renda e arrecadação em escala nacional.
A continuidade do regime depende de articulação política estável e da manutenção legal dos incentivos fiscais, dada a relevância do polo para a economia regional.
O Polo Industrial da Zona Franca de Manaus conta ainda com 170 novos projetos já aprovados para implementação futura, sinalizando planos concretos de expansão industrial nos próximos anos.
Com informações de olhardigital.com.br.


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