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Starlink negocia inclusão gratuita do Direct-to-Cell em celulares no Brasil

0 Comentários🗣️🔥 No dia 12 de abril de 2026, a tecnologia Direct-to-Cell da Starlink, que permite a conexão direta de smartphones comuns a satélites sem necessidade de antenas especiais, ainda não opera comercialmente no Brasil. O recurso depende de autorizações específicas da Anatel e de acordos formais com operadoras locais para avançar no mercado nacional. […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 12/04/2026 05:31

No dia 12 de abril de 2026, a tecnologia Direct-to-Cell da Starlink, que permite a conexão direta de smartphones comuns a satélites sem necessidade de antenas especiais, ainda não opera comercialmente no Brasil.

O recurso depende de autorizações específicas da Anatel e de acordos formais com operadoras locais para avançar no mercado nacional. Enquanto isso, o serviço já se encontra disponível em diferentes estágios em países como Estados Unidos, Chile, Japão, Peru e Reino Unido.

A possibilidade de o serviço iniciar com custo zerado ganha força entre as operadoras parceiras. Essas empresas poderiam incluir o Direct-to-Cell de forma gratuita nos planos existentes durante as fases iniciais, com o objetivo de familiarizar os usuários com a tecnologia antes de implementar cobranças adicionais.

Segundo o portal Canaltech, essa estratégia visa acelerar a adoção do serviço pelo público.

A Agência Nacional de Telecomunicações concedeu, no dia 1 de maio de 2024, autorização temporária para testes da tecnologia em frequências dedicadas ao sistema conhecido como D2D. As faixas envolvidas incluem a de 800 MHz, e os testes demonstram que equipamentos convencionais não precisam de alterações.

Smartphones com suporte a 4G ou 5G conseguem realizar funções básicas como envio de mensagens de texto, determinação de localização e chamadas de emergência durante esses experimentos.

Apesar dos testes autorizados, a Anatel afirma que a Starlink ainda não possui permissão formal para oferecer o serviço completo de conexão direta de celulares via satélite no país. A operação comercial plena exige a obtenção de outorga específica para serviço móvel, o uso adequado das frequências do sistema celular e o cumprimento integral das normas regulatórias vigentes.

Nos Estados Unidos, o plano mais simples do Direct-to-Cell apresenta custo aproximado de US$ 15 mensais por linha, ou pode ser incorporado aos pacotes premium das operadoras parceiras. Esse parâmetro serve de referência para o mercado nacional, embora custos locais como taxas de importação, infraestrutura satelital e processos de homologação tendam a influenciar o preço final praticado.

Caso o sistema seja liberado comercialmente, os usuários devem ter acesso inicial sem custo adicional a funções essenciais como mensagens de texto, atualizações de localização e chamadas para serviços de emergência. Recursos mais avançados, que envolvem transmissão de dados, chamadas de voz ou vídeo, deverão ser comercializados por meio de planos pagos ou como complementos nos pacotes oferecidos pelas operadoras.

O modelo de cobrança de longo prazo ainda representa uma incógnita, a ser definida por meio de negociações entre a Starlink, as operadoras e os reguladores. A tendência global demonstra que o serviço costuma começar embutido nos planos existentes para depois evoluir para cobrança diferenciada de uso intensivo ou de funcionalidades que se aproximem do desempenho das redes terrestres convencionais.

A evolução dessa tecnologia pode contribuir para ampliar o acesso à conectividade, especialmente em regiões com cobertura limitada pelas infraestruturas tradicionais. Desde a autorização concedida pela Anatel em 2024, as discussões avançaram em ritmo gradual, e o desfecho dependerá do equilíbrio entre inovação regulatória e interesses das empresas que atuam no setor de telecomunicações.

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