O governo federal exonerou Gilberto Waller da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social e nomeou a servidora de carreira Ana Cristina Viana para assumir o comando da autarquia.
A decisão, comunicada pelo Ministério da Previdência, reforça o compromisso da gestão Lula em buscar soluções para a persistente fila de benefícios previdenciários no país.
Como detalhou o Diário do Centro do Mundo, a troca ocorre enquanto o INSS registra avanços parciais no processamento de demandas.
Gilberto Waller havia assumido o cargo em 1º de maio de 2025, após a saída de Alessandro Stefanutto em meio ao escândalo que revelou fraudes estimadas em R$ 6,3 bilhões envolvendo descontos indevidos aplicados por associações e entidades diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Ana Cristina Viana atua como servidora do INSS desde 2003. Ela presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social e ocupava o posto de secretária executiva adjunta do ministério antes da nomeação.
O ministro Wolney Queiroz elogiou a trajetória da nova presidente e afirmou que ela possui “perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás”.
Levantamentos recentes mostram evolução no desempenho do instituto. Em março, o INSS analisou 1,6 milhão de pedidos — o maior volume registrado no atual mandato — e reduziu a fila de requerimentos de 3,1 milhões para cerca de 2,7 milhões de solicitações pendentes.
A redução do tempo de espera por benefícios integrou as promessas de campanha de Lula em 2022, embora a gestão tenha enfrentado críticas pelo crescimento das filas em períodos anteriores.
A saída de Waller acontece pouco menos de um ano após sua posse, em contexto marcado pelo desgaste gerado pelas investigações do esquema de fraudes. A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, expôs o mecanismo usado por associações para aplicar mensalidades indevidas nos contracheques dos beneficiários sem autorização prévia. Onze entidades já foram formalmente investigadas.
Ana Cristina Viana assume o posto com a tarefa de acelerar a análise dos processos pendentes, simplificar procedimentos internos, fortalecer os controles contra novos abusos e recuperar a confiança dos segurados e dos servidores da instituição.
Sua experiência técnica, acumulada ao longo de mais de duas décadas no órgão, será central para o avanço dessas medidas.
A articulação entre o Ministério da Previdência, comandado por Wolney Queiroz, e a nova direção do INSS torna-se elemento decisivo para a execução de melhorias concretas no sistema previdenciário. Aposentados, pensionistas e parlamentares no Congresso Nacional mantêm elevada cobrança por resultados práticos após os escândalos e os atrasos sucessivos observados nos pagamentos de benefícios nos últimos anos.
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