O ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias planeja se licenciar temporariamente do cargo no fim de abril. O objetivo é reassumir sua cadeira de senador e votar a favor da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
A informação foi revelada pelo portal R7, que detalha a articulação do governo para garantir quórum na votação.
A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça, seguida da votação no plenário do Senado, está marcada para o dia 29 de abril. Wellington Dias, que atualmente responde pelo Bolsa Família e por outras políticas sociais, deixará o cargo executivo de forma temporária para exercer o mandato parlamentar do qual está licenciado e reforçar o apoio à indicação feita pelo presidente Lula.
Essa movimentação revela a urgência do Planalto em concluir a aprovação antes que o calendário eleitoral ganhe força total. O mesmo ministro deve se afastar novamente em julho para atuar diretamente na campanha de reeleição de Lula, aproveitando sua forte identificação com as políticas sociais que marcaram os governos petistas.
O governo demonstra otimismo mesmo diante de resistências pontuais no Senado. Aliados avaliam que Jorge Messias pode obter votação superior à registrada pelo ministro Flávio Dino em processos semelhantes.
O presidente do Senado Davi Alcolumbre designou o senador Weverton Rocha como relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça, o que indica andamento normal do rito regimental. Ainda assim, senadores de oposição destacam o alinhamento ideológico de Jorge Messias com o PT, sua proximidade com Lula e com a ex-presidenta Dilma Rousseff como pontos que geram desconforto em parte da Casa.
São necessários pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores para a aprovação definitiva. Por isso, a licença de Wellington Dias ganha peso estratégico na articulação.
O governo busca consolidar apoios antes que senadores candidatos à reeleição sofram pressão do calendário eleitoral e alterem posições previamente sinalizadas. A estratégia inclui mobilização junto a bancadas específicas e negociações diretas com parlamentares para mapear e conquistar os votos ainda incertos.
Conforme revelou o portal R7, a decisão de afastar temporariamente o ministro do Desenvolvimento Social demonstra que o tema é tratado como prioridade máxima pelo Palácio do Planalto. Não se trata de mera formalidade regimental, mas de esforço concentrado para construir maioria sólida antes que as dinâmicas eleitorais compliquem o quadro.
A proximidade da data de 29 de abril acelera as conversas nos bastidores. Wellington Dias conta com trânsito junto a parlamentares de diferentes regiões, especialmente aqueles sensíveis às pautas sociais que ele ajudou a implementar.
O governo aposta que a combinação de sua presença no plenário com o trabalho de articulação já em curso permitirá aprovar Jorge Messias sem depender de quóruns apertados ou de apoios de última hora. Todo o movimento reforça a leitura de que a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal representa peça central nos planos do governo para os próximos anos.
Com o afastamento temporário de Wellington Dias, o Planalto envia sinal claro de que pretende resolver a questão ainda no primeiro semestre, antes que o foco se volte integralmente para as urnas de outubro.
Com informações de metropoles.com.
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