Menu

Gasto com pessoal e benefícios fiscais terão limite a partir de 2027

0 Comentários🗣️🔥 Nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), conforme os termos do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional, o Orçamento de 2027 terá mecanismos automáticos para conter despesas após o registro de déficit nas contas públicas. Entre as medidas, está a limitação do crescimento dos […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), conforme os termos do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional, o Orçamento de 2027 terá mecanismos automáticos para conter despesas após o registro de déficit nas contas públicas. Entre as medidas, está a limitação do crescimento dos gastos com pessoal a 0,6% acima da inflação.

A restrição também impede a criação, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários enquanto persistir o cenário de desequilíbrio fiscal. As diretrizes estabelecem os parâmetros para a elaboração do Orçamento, metas fiscais, prioridades e limites de gastos.

Os chamados “gatilhos” foram previstos em legislação aprovada em 2024 e passam a ser aplicados após o déficit registrado nas contas públicas. As medidas valerão já no primeiro ano do próximo governo, independentemente de quem vença a eleição. A regra obriga o cumprimento dos limites ou exige que o Executivo peça flexibilização ao Congresso. A única exceção prevista ocorre em situações de calamidade pública.

A previsão do governo é que os gastos com pessoal cresçam nominalmente 4,2% em 2027, 3,8% em 2028 e 3,6% ao ano em 2029 e 2030. Ainda assim, a nova regra deve desacelerar esse ritmo, que tem média anual de alta de 6,1% entre 2023 e 2026. Essa despesa representa cerca de 20% do Orçamento sujeito ao limite de gastos.

Em entrevista coletiva sobre o PLDO realizada em Brasília, o secretário do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o aumento recente se deve à recomposição salarial do funcionalismo público. Ele destacou que a desaceleração do crescimento é esperada e será garantida pelo acionamento dos gatilhos fiscais.

“Fizemos uma recomposição fundamental para o serviço público brasileiro. É natural que haja uma desaceleração da taxa de crescimento dessa despesa e ela é garantida pelo ativamento desse gatilho previsto no projeto de lei”, explicou Moretti durante o detalhamento do projeto.

Em Washington, onde participa de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, classificou o cenário como desafiador. Ele indicou que o governo busca alternativas para controlar outras pressões orçamentárias, como o pagamento de precatórios, que são dívidas da União com sentença judicial definitiva.

“Há um grande aperto em termos de despesa com pessoal, vai também haver outras estratégias de incorporação dos precatórios também de maneira bastante cuidadosa e conservadora”, declarou Durigan em pronunciamento nos Estados Unidos.

Na prática, o limite funcionará como um subteto para despesas com funcionalismo, afetando decisões sobre reajustes salariais e abertura de concursos públicos. Se houver risco de descumprimento, a Secretaria de Orçamento Federal poderá barrar propostas, inclusive de outros Poderes e órgãos autônomos.

Os gastos com pessoal somaram R$ 412,1 bilhões em 2025, com alta de 4,3% acima da inflação. Para 2026, a estimativa é de R$ 457,6 bilhões. Já o déficit das contas públicas foi de R$ 61,7 bilhões em 2025, o que acionou automaticamente os gatilhos previstos na legislação.

A equipe econômica prevê déficit de R$ 59,8 bilhões em 2026, ao incluir gastos fora do arcabouço fiscal, como precatórios e algumas despesas de saúde, educação e defesa. Para 2027, o PLDO prevê oficialmente um superávit de R$ 73,2 bilhões, mas o governo deverá registrar um saldo entre R$ 7,5 bilhões e R$ 8 bilhões ao considerar as despesas que tramitam fora do arcabouço.

Com a margem de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), as contas federais poderão encerrar o próximo ano no negativo. Se o governo registrar déficit efetivo em 2027, as restrições com gastos de pessoal e com benefícios tributários devem permanecer em vigor também durante os anos de 2028 e 2029.

Fonte: Agência Brasil

,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes