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Petrobras reinicia megaobra de fertilizantes e fortalece agronegócio com 8 mil empregos

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 22:56

A Petrobras retomou as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), com investimento estimado em US$ 1 bilhão. A decisão foi tomada em 13 de abril de 2026 pelo Conselho de Administração da estatal. A estimativa é de que serão gerados cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos durante a construção.

A planta, paralisada desde 2014 com aproximadamente 81% concluída, está prevista para entrar em operação comercial em 2029, de acordo com o Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras. Em 2024, foi reavaliada e teve sua viabilidade técnica e econômica confirmada pela empresa.

A capacidade produtiva da UFN-III inclui 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas de amônia. Aproximadamente 180 toneladas diárias de amônia destinam-se ao mercado interno. A planta consumirá cerca de 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Essas capacidades se justificam pela necessidade de atender demandas regionais essenciais identificadas em estudos da EPE.

O empreendimento está sendo levantado no Distrito Industrial Córrego da Moeda, em Três Lagoas, sobre uma área total de cerca de 965 mil metros quadrados, sendo construída por volta de 667 mil metros quadrados. Os menos de 20% restantes envolvem acabamento, instalação de maquinário, licenças complementares e ajustes finais.

Os contratos para reiniciar efetivamente as obras deverão ser assinados ainda no primeiro semestre de 2026. A Petrobras já iniciou licitações e contratações de pacotes isolados para diminuir atrasos e estabelecer responsabilidades técnicas claras. O valor estimado para a conclusão até 2029 gira em torno de R$ 3,5 bilhões, com ajustes para variação cambial e custos locais.

Durante a fase de construção, muitas vagas estarão ligadas à construção civil, montagem industrial e infraestrutura logística. Quando a fábrica estiver em pleno funcionamento, aproximadamente 500 empregos permanentes deverão ser mantidos. A cadeia econômica local também será estimulada via fornecedores, transporte e comércio em Mato Grosso do Sul.

O consumo anual de ureia no Brasil gira entre 7,3 e 8 milhões de toneladas, conforme variação entre safras. Com a UFN-III em operação, espera-se uma forte redução na necessidade de importações desse insumo, que em 2022-2023 ultrapassaram níveis semelhantes, mostrando quão dependente o país ainda é desse mercado.

Além de reduzir importações, o novo complexo deverá contribuir para estabilizar preços agrícolas, atenuando impactos de variações cambiais e rupturas em cadeias globais. Culturas como milho, soja, café, trigo, cana e algodão, que dependem fortemente da ureia, serão diretamente beneficiadas.

Essa iniciativa reforça a autonomia nacional em fertilizantes nitrogenados, colocando o Brasil numa posição mais autônoma dentro de blocos como o BRICS e entre países do Sul Global. A retomada da capacidade industrial química-fertilizante diminui vulnerabilidades frente a exportadores externos.

Concluir a UFN-III representa um marco de soberania econômica, tecnológica e alimentar do Brasil. A geração de 8 mil empregos na construção e centenas na operação permanente significam renda no interior. Produzir internamente insumos agrícolas básicos reduz dependência externa. Em suma, a obra redefine a cadeia estratégica nacional, mostrando que indústria, agronegócio e soberania caminham juntos.

Fontes: O Cafezinho, AgFeed, EPE e Semadesc-MS.

Com informações de ndmais.com.br.

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