O país enfrenta pressão crescente para acelerar a descarbonização do setor de transporte, que ocupa posição central no plano climático nacional.
A modernização da frota, a integração de modais e a regulação atualizada surgem como medidas urgentes para cortar emissões, elevar a eficiência e sustentar a competitividade econômica.
O Ministério dos Transportes apresentou o «Roadmap de Negócios Sustentáveis em Transporte Terrestre» em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
O material define metas concretas de redução de carbono, inovação tecnológica, segurança viária e gestão do ciclo de vida dos ativos.
Conforme detalhou o portal do Ministério dos Transportes, a iniciativa reforça o compromisso com infraestrutura verde e segura em todo o território.
O Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura de Rodovias e Ferrovias, conhecido como PSI, prevê investimento potencial de R$ 21,5 bilhões.
As concessionárias deverão alocar de 1% a 2,5% da receita de novos projetos em ações de resiliência e práticas regulatórias inovadoras.
A Avaliação Estratégica do Plano Nacional de Logística 2050 aplicou pela primeira vez abordagem intermodal ao transporte de passageiros.
O estudo alertou para a saturação dos eixos rodoviários e para a falta de acessibilidade integrada em regiões ainda mal atendidas.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres lançou a agenda TRC 4.0, focada em regulação atualizada, digitalização e eficiência operacional no transporte de cargas.
A agenda busca fortalecer cooperativas, regular informalidades e oferecer condições mais justas ao transportador autônomo.
Diretrizes interministeriais recentes destacam combustíveis limpos, tecnologias inovadoras, melhor governança e modernização de frotas que incluem caminhões, ônibus e a malha hidroviária.
A extensão navegável das hidrovias nacionais ainda fica abaixo do potencial previsto nos planos nacionais.
A renovação de frotas antigas representa ação de alto impacto imediato.
Caminhões com mais de 15 anos, especialmente os operados por autônomos, geram emissões muito superiores às permitidas por tecnologias modernas.
A substituição desses veículos pode reduzir drasticamente a poluição e entregar ganhos ambientais rápidos.
Modais como cabotagem, hidrovias e ferrovias apresentam custos logísticos e emissões por tonelada transportada muito inferiores ao rodoviário.
A expansão e integração desses sistemas são consideradas indispensáveis para o avanço da sustentabilidade no setor.
O PSI utiliza sandbox regulatório para testar critérios ESG em concessões e garantir segurança jurídica.
A ferramenta alinha investimentos públicos e privados aos objetivos climáticos do país.
As iniciativas em curso buscam atender metas de redução de emissões e evitar custos futuros com infraestrutura obsoleta.
Nações que reduzem custos logísticos e emissões conquistam posição preferencial em cadeias globais de valor.
Com informações de metropoles.com.
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